18/07/2009

Álvaro, Castelo Branco...

Há muito que me rói a curiosidade, um mistério que não desvendo, um prazer que não posso agradecer, por não saber a quem devo o interesse e a atenção continuados. Não é apenas a escritora de romance histórico, é também a mulher que lhe está subjacente, que se sente “apanhada” por essa presença constante de “Álvaro, Castelo Branco” no contador de visitantes da sua Página Pessoal .

Quem é ou quem são estes visitantes que me visitam com uma aparente fidelidade e carinho que me encantam e emocionam? Leitores, decerto, porque o blogue está construído como um Sítio para dar informações da minha obra e das minhas actividades de escritora. Não é um blogue, como este, que permite actualizações e interacção com os internautas.

Quando me apercebi da frequência deste “visitante”, julguei que fosse um amigo meu de Castelo Branco, cujo nome é Álvaro! Não era ele! Tratava-se de uma coincidência engraçada. Descobri, então, que havia um lugar, perto de Pedrógão Grande, chamado Álvaro. Tanto Pedrógão, como Castelo Branco são terras natais de duas das minhas personagens e tive aí, por mais de uma vez, gostosas conversas com os meus leitores.

Por isso, se esta mensagem ou a do Twitter, vos chegar aos olhos, caros leitores de Álvaro, Castelo Branco, enviai-me um e-mail ou escrevei-me uma mensagem, neste blogue ou no Facebook.

Gostava muitíssimo de os conhecer!
Deana Barroqueiro

28/06/2009

Começo de conversa

Ao trocar o ofício de professora pelo de escritora, um sonho longamente adiado, além do acto de investigar e de escrever, o que me causa maior prazer nesta aventura da escrita é o contacto com os leitores.

É muitíssimo gratificante poder falar com as pessoas que lêem as minhas obras, saber se o meu trabalho lhes deu prazer, se pelo contrário os decepcionou ou ainda se lhes permitiu conhecer factos e histórias de gente extraordinária que ignoravam (o que eu considero ser a mais-valia do romance histórico e a minha constante preocupação).

Como o acto de escrever é, para mim, algo de muito difícil e trabalhoso, uma tarefa contínua, de grande exigência e sacrifício, a fim de dar, a quem o for ler, o melhor texto que me seja possível criar, esse interesse dos meus leitores é a minha maior recompensa.

Daí a minha eterna insatisfação, o terror de ler qualquer livro meu depois de publicado, a ansiedade de encontrar algum erro ou frase mal escrita, apesar das incontáveis leituras e revisões. E também, embora tenha onze obras publicadas nos últimos dez anos, a emoção que me causa ver alguém com uma obra minha nas mãos é tão forte como a do dia em que assinei o meu primeiro autógrafo. É uma sensação única, sempre nova e sempre deliciosa!

Outra surpresa que me tem deixado encantada é a referência às minhas obras nos blogues, porque esses elogios são genuínos e espontâneos. São leitores a recomendarem aos seus amigos a leitura de um livro que lhes agradou. Não há publicidade paga pelas editoras ou entrevista nos Media que me possa dar maior satisfação e orgulho! Nunca deixei de lhes expressar a minha gratidão, através de mensagens nos seus blogues ou por e-mail, tal como respondo sempre a todos os que me escrevem para o endereço na minha página pessoal da internet.

Contudo, não me chega! Gostaria de agradecer a mais gente. Aos cerca de 14.000 leitores que leram o meu D. Sebastião e o Vidente, um livro que vai já no terceiro ano da sua publicação. Aos que visitam a minha página diariamente. Aos que, este ano, me leram pela primeira vez com O Navegador da Passagem. Aos que conhecem todas as minhas obras e ainda não se cansaram de mim.

Este blogue permite-me expressar, por fim, essa gratidão e, como melhores conhecedores da minha alma, porque a lestes nas minhas obras, sereis também os melhores amigos para a partilha de algumas angústias e alegrias que nos causa este nosso mundo.

Não poderei escrever muito, nem muitas vezes, pela escravatura em que se tornou para mim a escrita de cada romance, mas procurarei manter-vos a par das agruras, curiosidades e bons momentos desta nossa aventura da escrita. Digo "nossa", porque sem vós, leitores, ela não terá razão de ser.

Este foi o meu post de intenções e de boas-vindas. Em breve vos darei conta de muitas novidades, se me derem a honra e o prazer da vossa companhia. Espero as vossas mensagens, perguntas e sugestões. Um abraço amigo.

Deana Barroqueiro