29/11/2009
Agenda Novembro/Dezembro
TVI 24 - Livraria Ideal:
A entrevista de João Paulo Sacadura a Deana Barroqueiro vai para o ar na madrugada de 2ª para 3ª feira, à 1.08 h. e repete às 5.32 h.
3 de Dezembro, às 13.30 h.
TVI 24 - Livraria Ideal: Repetição da entrevista na 5ª feira.
5 de Dezembro, 18.30 h.
Fundão - Hotel Príncipe da Beira
A Ésquilo, Edições e Multimédia, o Hotel Príncipe da Beira e Deana Barroqueiro têm o prazer de os convidar para a apresentação da obra «O Espião de D. João II», feita pela professora e investigadora Dra. Maria Adelaide Neto Salvado.
Seguir-se-á um jantar literário que contará com a presença de todos os interessados. Inscrições abertas no Hotel Príncipe da Beira. O evento tem o apoio da Câmara Municipal do Fundão.
18/11/2009
Passatempo Ésquilo: "O Espião de D. João II"
À Volta dos Livros
09/11/2009
Agenda para o mês de Novembro
Apresentação de "O Espião de D. João II" no Sarau para a entrega de prémios de Conto e Poesia dos Jogos Florais da Murtosa 2009, no Edifício das Piscinas Municipais. Podem ver informações e cartaz do programa AQUI.
15 de Novembro, 17 h.
Conversa com os Leitores, na Bertrand do Forum de Aveiro, com apresentação de "O Espião de D. João II" pelo Sr. Eng.º Celso Pinto Ferreira dos Santos.
25 de Novembro, 18.30 h.
Fnac do Colombo, Lisboa - Apresentação de "O Espião de D. João II" pela Professora Dra. Helena Barbas, docente e investigadora da Universidade Nova de Lisboa.
27 de Novembro, 18 h.
Terceira edição dos "em.cantos", no Castelo de Alvito
- Apresentação da obra de Deana Barroqueiro pela Dra. Ana Paula M. Pires Figueira e leitura de excertos d' O Espião de D. João II pelo actor João Ricardo.
- A escritora fará parte da mesa redonda, orientada pela Dra. Ana Paula M. Pires Figueira, com o tema "A Importância do Património Edificado no Distrito de Beja: revisitar a Arte Manuelina em Alvito". Podem ver informações AQUI.
21/10/2009
Bíblia: Todos os defeitos e poucas virtudes
Estranho tais reacções porque, enquanto escritora de romance histórico, publiquei em 2003/2004 os meus Contos Eróticos do Velho Testamento e os Novos Contos Eróticos do Velho Testamento, com a chancela da Editora Livros Horizonte, nos quais rescrevi as lendas do Livro do Génesis, do Antigo Testamento, transformando-as em crónicas realistas da Antiguidade pré-clássica que põem em evidência os mesmos defeitos apontados por José Saramago, referindo-me ao dito Livro, numa entrevista que me fez Maria Teresa Horta para o Diário de Notícias (17/03/04), em idênticos termos, como um livro de maus exemplos com todos os defeitos e muito poucas virtudes.
Não são, portanto, textos ditados por Deus, mas inventados e plagiados por homens que acreditavam em deuses cruéis e vingativos e os usavam para justificar as suas lutas pelo poder, os seus actos de violência e crueldade ou o domínio pelo terror supersticioso da gente crédula e ignorante. Como ainda acontece com os países muçulmanos onde impera o fundamentalismo. Por isso, o Deus cristão, o Jeová judeu ou o Alá muçulmano não se distinguem em nada de Baal ou de qualquer outro deus pagão, com a sua brutalidade, ódio ao ser humano e pusilanimidade, como criatura feita à imagem do homem… que o criou.
Do ponto de vista histórico (o único que me interessa), o Antigo Testamento que foi o exclusivo objecto do meu estudo não passa de um texto literário, uma colectânea de lendas como a Ilíada ou a Odisseia, embora de pior qualidade do que as referidas obras gregas. Procurei nos meus contos repor o realismo da vida daquelas tribos de pastores, primitivas e nómadas, investigando a História desse período através dos documentos e provas existentes, assim como das notas dos padres Capuchinhos.
Os meus contos lançaram um olhar feminino sobre a Bíblia, nada comum até aos nossos dias, procurando mostrar a condição da mulher, desprezada, aviltada, usada pelos homens como objecto de compra e venda, inferior ao gado dos seus rebanhos, e como animal de procriação, essa condição veiculada nos ditos livros sagrados das três religiões principais e de que, mesmo no Século XXI, a mulher ainda continua a ser vítima.
Porque não suscitei, então, a mesma indignação, se os meus contos são muito mais violentos e denunciadores desses maus exemplos de vícios e crimes, do que os livros de José Saramago? Só encontro uma resposta: eu não era o Nobel da Literatura, mas apenas uma escritora pouco conhecida, que não provocaria o mesmo “perigoso” efeito de denúncia no mundo, apesar das versões brasileira, espanhola e italiana dos seus contos.
Santa hipocrisia! Espero que o livro de José Saramago seja um sucesso!
16/10/2009
Mais de 150 pessoas no lançamento
d’ O Espião de D. João II
A grande sala de jantar do 7º piso do El Corte Inglés ficou sobrelotada. Havia mais do dobro de pessoas para as setenta cadeiras que os organizadores disponibilizaram no evento e alguns convidados, não tendo conseguido entrar na sala, acabaram por desistir e retirar-se. A todos os que não puderam assistir, àqueles a quem eu não consegui falar ou sequer ver, venho deixar aqui o meu pedido de desculpas.
Fiz questão de chegar meia hora mais cedo para poder receber os amigos que se adiantassem, agradecer-lhes a presença, conversar um pouco e assinar-lhes os livros para não terem de esperar mais tarde, dado que muitos vinham de fora de Lisboa, nomeadamente do Algarve. Porém, com grande mágoa minha, nem mesmo assim logrei dar as boas-vindas a toda aquela encantadora e luzida assembleia de mais de cento e cinquenta pessoas.
O Espião de D. João II teve a honra de ser apresentado pelo Dr. Guilherme d’Oliveira Martins, presidente do Tribunal de Contas e do Centro Nacional de Cultura, o qual, de pois de tecer grandes elogios à obra, a fim não prejudicar o suspense da narrativa, escolheu debruçar-se sobre o mito da demanda do Preste João das Índias e encantou a assistência com uma verdadeira lição de História sobre o tema.
Assim, desejo expressar a minha gratidão à editora Esquilo, na pessoa do seu editor, Dr. Paulo Alexandre Loução, ao Dr. Guilherme d’Oliveira Martins pela sua brilhante participação e a todos os que vieram festejar comigo por cumplicidade neste amor dos livros e da escrita e por bem-querer.
Por fim, os meus agradecimentos à equipa do El Corte Inglês, pelo gentil recebimento na sala do seu restaurante e pelo transtorno que lhes possa ter causado a hora tardia em que os deixámos.

09/10/2009
No rasto de Pêro da Covilhã

Assim sendo, integrei-me com o meu marido, João Pires Ribeiro, na embaixada cultural do Centro Nacional de Cultura, que partia ao encontro da História, seguindo o rasto de Afonso de Albuquerque, o Terrível, através das fortalezas de Mascate, Curiate, Khasab (Musandam), Ormuz, ou do forte do Bahrein, entre outras. Eu, porém, seguia outro rasto, não o do conquistador e futuro governador das Índias, mas o do Espião de D. João II que o precedeu e, em 1487, encetou uma das mais extraordinárias viagens de todos os tempos: Pêro da Covilhã. Tal como Marco Polo, também ele esteve duas vezes em Ormuz, e no Cairo, antes e depois da sua peregrinação de seis anos pela Índia e pela costa Oriental de África e de onde voltaria a partir para a Arábia Félix, Sinai e, por fim, Etiópia, término da sua demanda do Preste João e da sua viagem sem regresso.

Com inexplicável emoção vislumbrei, por entre a neblina dos fiordes formados pelas estranhas configurações das montanhas de Omã, essa mesma paisagem que Pêro da Covilhã contemplou 520 anos antes de mim – as costas da Pérsia (Irão) e a florescente e rica ilha de Ormuz, a “Pedra do Anel”, onde desembarcou pela segunda vez, por ordem d’el-Rei D. João II, para aí deixar o Rabi Josef. Mal sabendo nadar, não resisti a meter-me naquele mar salgadíssimo, cuja densidade me permitia flutuar sem barbatanas nem coletes de salvação. A presença do meu herói bastava para me fortalecer a coragem, espicaçando-me a portuguesa costela aventureira. Porém, ao contrário da tolerância religiosa e do esplendor do luxo e das artes, que o espião de D. João II aí encontrou, foi-nos negada a entrada numa aldeia, pelos seus chefes, a pretexto do Ramadão e da nossa presença ser nociva (decerto por sermos infiéis, apesar de nos apresentarmos tapados da cabeça aos pés por balandraus mouros e lenços, por respeito aos seus costumes, sendo nós os visitantes.
Idêntica emoção experimentei, todavia, no Mar Roxo por onde Pêro da Covilhã navegou a medo nos djelbas, os barcos mouros feitos de tábuas atadas por cordas de cairo, sem pregadura, primeiro com o seu malogrado companheiro, o albicastrense Afonso de Paiva, e posteriormente sozinho duas ou três vezes. Aí pude mergulhar também nas suas águas, numa praia privativa de um hotel para estrangeiros, a salvo da intolerância religiosa e da sujeição ignóbil e castradora imposta às mulheres, para as reduzir à condição de servas dos homens, uma espécie de animais domésticos para reprodução.

No Cairo, mal vi os souqs, os quarteirões dos comerciantes, no entanto pareceu-me terem perdido o espírito antigo que ainda senti nos de Istambul, talvez devido ao excesso de turismo e da globalização no seu aspecto mais negativo de “formatação” dos povos. No entanto, a Cidade dos Mortos, onde o meu herói se bateu contra um bando de meliantes, não me defraudou. Nessa grande urbe, dentro da imensa cidade do Cairo, os vivos coabitam com os mortos, porque, desde há muitos séculos, ela se fez refúgio de miseráveis, desvalidos e criminosos, onde até a polícia receia penetrar. Vi do interior do autocarro (não deixam os turistas passear-se por ali) os túmulos ocres em forma de casas e os mausoléus de mármore que erguem as suas cúpulas altivas, semelhantes a minaretes de mesquitas ou abóbadas de palácios, tal como eu as descrevi em O Espião de D. João II, através dos olhos de Pêro da Covilhã. Disfarcei, para que os meus companheiros de viagem não me vissem chorar.
07/10/2009
O Espião de D. João II no Top 10 das Bertrand
Pode não ser muito significativo, mas deixou-me nas nuvens, como um começo auspicioso para o recem-nascido.
O veredicto dos leitores só o terei depois de lhe penetrarem no âmago e conhecerem as suas qualidades e defeitos. Espero que o declarem persona grata e me absolvam das suas falhas!
Esperar a sentença é o mais angustiante.
Gostaria de vos ver no lançamento, visitantes conhecidos e desconhecidos, pelo menos aos que estão perto, para festejar convosco.
Um grande abraço
Deana Barroqueiro
04/10/2009
O Espião de D. João II e O Navegador da Passagem, as duas faces da medalha
Como podia eu glorificar um e ignorar o outro, se eles eram como as duas faces da mesma áurea medalha? Para mais, a minha admiração por estes dois descobridores já vinha de longe, de um anterior projecto de criação de uma colecção juvenil de romances de aventuras com a saga dos Descobrimentos Portugueses, de cuja galeria de heróis ambos faziam parte.
Desde esse tempo, por mais de uma vez, tentei retomar a personagem de Pêro da Covilhã e escrever a sua odisseia, numa perspectiva mais histórica e menos efabulada, embora aproveitando muito do material da saga, fruto de uma pesquisa de longos anos. Narrar a sua peregrinação solitária (separou-se de Afonso de Paiva, em Adem, nos primeiros meses de jornada) de mais de seis anos através da Europa, África e Ásia – um mundo hostil de gente dominada pelo medo, o fanatismo religiosos e a superstição –, durante a qual Pêro da Covilhã desvendou mitos e lendas velhas de muitos séculos, descobriu impérios perdidos e reinos nunca antes visitados por um europeu, desenhando nos mapas imprecisos da sua época os contornos e trilhos do futuro. Uma Demanda mística, concretizada num tempo e espaço reais, semeada de triunfos, perigos e sofrimentos verdadeiros, que só pode ter paralelo na busca do Graal.
Irresistível!
Assim surgiu O Espião de D. João II, romance de viagens e de acção, com uma narrativa linear, adequada a esta personagem solar, um aventureiro dos quatro costados que, embora nado e criado no Portugal do século XV, não deixa de ser um misto de James Bond e de Indiana Jones, sem tecnologia, porém, com talentos extraordinários que o distinguiram dos homens do seu tempo.
23/09/2009
Lançamento do novo livro:
O ESPIÃO DE D. JOÃO II
18/07/2009
Álvaro, Castelo Branco...
Quem é ou quem são estes visitantes que me visitam com uma aparente fidelidade e carinho que me encantam e emocionam? Leitores, decerto, porque o blogue está construído como um Sítio para dar informações da minha obra e das minhas actividades de escritora. Não é um blogue, como este, que permite actualizações e interacção com os internautas.
Quando me apercebi da frequência deste “visitante”, julguei que fosse um amigo meu de Castelo Branco, cujo nome é Álvaro! Não era ele! Tratava-se de uma coincidência engraçada. Descobri, então, que havia um lugar, perto de Pedrógão Grande, chamado Álvaro. Tanto Pedrógão, como Castelo Branco são terras natais de duas das minhas personagens e tive aí, por mais de uma vez, gostosas conversas com os meus leitores.
Por isso, se esta mensagem ou a do Twitter, vos chegar aos olhos, caros leitores de Álvaro, Castelo Branco, enviai-me um e-mail ou escrevei-me uma mensagem, neste blogue ou no Facebook.
Gostava muitíssimo de os conhecer!
Deana Barroqueiro
28/06/2009
Começo de conversa
É muitíssimo gratificante poder falar com as pessoas que lêem as minhas obras, saber se o meu trabalho lhes deu prazer, se pelo contrário os decepcionou ou ainda se lhes permitiu conhecer factos e histórias de gente extraordinária que ignoravam (o que eu considero ser a mais-valia do romance histórico e a minha constante preocupação).
Como o acto de escrever é, para mim, algo de muito difícil e trabalhoso, uma tarefa contínua, de grande exigência e sacrifício, a fim de dar, a quem o for ler, o melhor texto que me seja possível criar, esse interesse dos meus leitores é a minha maior recompensa.
Daí a minha eterna insatisfação, o terror de ler qualquer livro meu depois de publicado, a ansiedade de encontrar algum erro ou frase mal escrita, apesar das incontáveis leituras e revisões. E também, embora tenha onze obras publicadas nos últimos dez anos, a emoção que me causa ver alguém com uma obra minha nas mãos é tão forte como a do dia em que assinei o meu primeiro autógrafo. É uma sensação única, sempre nova e sempre deliciosa!
Outra surpresa que me tem deixado encantada é a referência às minhas obras nos blogues, porque esses elogios são genuínos e espontâneos. São leitores a recomendarem aos seus amigos a leitura de um livro que lhes agradou. Não há publicidade paga pelas editoras ou entrevista nos Media que me possa dar maior satisfação e orgulho! Nunca deixei de lhes expressar a minha gratidão, através de mensagens nos seus blogues ou por e-mail, tal como respondo sempre a todos os que me escrevem para o endereço na minha página pessoal da internet.
Contudo, não me chega! Gostaria de agradecer a mais gente. Aos cerca de 14.000 leitores que leram o meu D. Sebastião e o Vidente, um livro que vai já no terceiro ano da sua publicação. Aos que visitam a minha página diariamente. Aos que, este ano, me leram pela primeira vez com O Navegador da Passagem. Aos que conhecem todas as minhas obras e ainda não se cansaram de mim.
Este blogue permite-me expressar, por fim, essa gratidão e, como melhores conhecedores da minha alma, porque a lestes nas minhas obras, sereis também os melhores amigos para a partilha de algumas angústias e alegrias que nos causa este nosso mundo.
Não poderei escrever muito, nem muitas vezes, pela escravatura em que se tornou para mim a escrita de cada romance, mas procurarei manter-vos a par das agruras, curiosidades e bons momentos desta nossa aventura da escrita. Digo "nossa", porque sem vós, leitores, ela não terá razão de ser.
Este foi o meu post de intenções e de boas-vindas. Em breve vos darei conta de muitas novidades, se me derem a honra e o prazer da vossa companhia. Espero as vossas mensagens, perguntas e sugestões. Um abraço amigo.
Deana Barroqueiro

