Nas apresentações mais informais dos meus romances, na Fnac ou no Centro nacional de Cultura, para evocar o "espírito de época", tenho oferecido aos meus amigos um Bolo de Mel, de Castelo Branco - receita antiquíssima da família de meu marido - que (quase poderia jurá-lo, sem receio de mentir), deve ter feito parte da dieta de Pêro da Covilhã e Afonso de Paiva, um manjar delicioso pelo qual os dois heróis devem ter suspirado, nos momentos de maior saudade e privações, durante as suas andanças pelo Oriente.
Algumas leitoras pediram-me a receita, por isso aqui fica, com umas "dicas" para o bom sucesso:
Bolo de Mel
2 dls de mel
2 dls de azeite
Meia chávena de açúcar
200 g de farinha (com 1 c. de chá de fermento)
6 ovos
1 casca de limão
Canela (pó) a gosto
Bate-se as 6 gemas com o açúcar, o mel, o azeite, a casca de limão e canela (1 c. de chá), até ficar um creme grosso, quase branco.
Junta-se as claras batidas em castelo forte, alternando com a farinha, a que se adicionou o fermento.
Deita-se numa forma grande, com buraco, untada e polvilhada de farinha. Vai a cozer em forno quente (a 180 graus) durante 30 m., baixa-se então um pouco a temperatura (dependerá do forno) e deixa-se cozer ainda cerca de 20 m.
Cresce muito. Deixar-se arrefecer um pouco para desenformar.
Bom apetite!
28/09/2010
27/09/2010
Memórias de Estalo - Crónica de uma Lisboa desaparecida

os mui insignes Leitores da nobilíssima Nação de Portugal, venho submeter esta obra, fruito de aturado estudo e dos bons ensinamentos que tenho recebido, com muita humildade e gratidão, de tantos e tão grandes Mestres, vivos ou já desaparecidos desta Terra, cujas obras foram feitas com grandíssimo custo e sacrifício de seu parco descanso e lazer, a fim de acrescentar e creditar nossos saberes, pera melhor proveito de todos aqueles que acham prazer nas histórias antigas de sua cidade e de seus heróis.
Obrinha miúda e de mui pouca valia, estas memórias de um rústico peregrino, fruto tão só de um saber de experiências feito e de muito amor por uma cidade sofrida, como as gentes que nela vivem e ganham sua soldada com o suor de seu corpo, cidade de coração valoroso, capaz de renascer das chamas, dos terramotos, dos dilúvios ou maremotos (procedam eles da natureza ou do mesmo homem), prestes a chorar de alegria ou a rir entre lágrimas…
cronista desta viagem por Lisboa, em um tempo doutros tempos, é um estranho sujeito: português sem o ser, fazendo parte da sua cidade, embora dela excluído, dando-lhe toda uma vida de duro labor, mas sem dela receber gratidão ou reconhecimento como um ser capaz de sentir, sofrer e amar.Olhar diferente, o desta criatura sem estudos, mas a viver em soledade meditativa, no retiro de um Mosteiro, ouvindo as historias e emborilhadas dos fradinhos Jerónimos e tudo gravando em sua prodigiosa memória. Essa atenção ao que o cerca e o amor por uma cidade em crescimento, toda cheia de cousas e gentes estranhas nunca antes vistas e capazes de espantar o mundo, são aquilo com que vai entretendo o seu espírito durante o longo percurso de sua jornada.
ão se deve esperar, pois, deste Cronista, a prosa elaborada de um João de Barros, mas tão só a de um Fernão Lopes, Gil Vicente ou Gaspar Correa, naquilo que há de mais popular em suas linguagens, das quais, na traslação destas memórias, não deixei de cometer erros e usar algumas variantes. Vale.
No Outono do presente ano da graça do Senhor .
Galerias Romanas da Rua da Prata
Vou morrer sem as ver!
Há anos que tento, em vão, visitar estas catacumbas da Rua das Prata, mas, mesmo indo de manhã, as bichas são imensas, o que implica estar horas de pé, a avançar a passo de caracol, provação impossível para a minha idade e péssimo estado da minha ossatura.
Abriu durante três dias - sexta, sábado e domingo passados - mas, antes do meio-dia de Sábado já tinham fechado a fila, que chegava ao Rossio, embora a última visita fosse às 17.30 h. Eu e o meu marido desistimos, com um sentimento de grande frustração. Morreremos sem as ver...
Abre apenas uma vez por ano. Bem sei que é tarefa difícil, permitir o acesso ao local, porque é necessária a intervenção dos bombeiros que têm de esgotar a água que invade todo aquele espaço. Mas, não seria possível mostrá-las, ao menos duas vezes ao ano?
Podiam cobrar bilhete, como em qualquer museu ou local arqueológico, permitindo a mais portugueses e a muitos estrangeiros, que não se importariam de pagar, visitá-las.
Para nos consolarmos da nossa frustração, fomos dar um passeio por essa bela colina de Lisboa que vai da Igreja da Madalena até à Sé, de que tanto tenho falado nos meus romances. Visitei de novo a Igreja da Madalena, passei pela Rua das Pedras Negras onde vivia o astrónomo e físico de D. João II, D. Rodrigo, dito das Pedras Negras, em cuja casa Pêro da Covilhã e Afonso de Paiva estudaram os mapas e itinerários para a sua viagem à Etiópia e Índia.
Espreitámos as escavações do Teatro Romano, que me pareceram estar no mesmo estado (parado) de há alguns anos. Há tanto dinheiro para construção de "elefantes brancos" como estádios de futebol desnecessários (que têm de ser demolidos, poucos anos depois da sua inauguração, por estarem às moscas e darem prejuizo) e para preciosidades do nosso património cultural, que poderiam gerar grandes receitas no turismo, não se consegue financiamento. Políticos incultos e medíocres fazem o país e a população à sua própria (estreitíssima) medida.
Terminámos o nosso passeio nos claustros da Sé, que nunca deixam de me impressionar pela sua beleza, apesar das escavações das ruínas arqueológicas, escondidas no solo deste país que é riquíssimo em memórias de todas as épocas e que devia ser um dos mais notáveis da Europa em vez de vir na sua cauda.
Deste passeio me veio o desejo de vos dar o meu conto "Memórias de Estalo" que aqui postarei em breve, se vir que há interesse da parte dos meus leitores .
Com um beijo fraterno
Deana
26/09/2010
Uma oferta de Outono...
Este ano, o meu livro novo - O Romance da Bíblia - saiu mais cedo, no início do Verão, por isso não terei outra novidade no Natal.Assim, como me sinto em falta para com os meus Leitores - que me acarinham muito e animam a escrever -, gostaria de lhes oferecer um conto inédito que fiz, há uns anos, como um "fac-simile" de uma crónica antiga. Terá de ser postado em capítulos, porque é extenso e ilustrado.
"Memórias de Estalo" é uma crónica da Lisboa do Século XVI, cujo narrador faz uma longa jornada, através de lugares que ainda hoje existem e também de outros, muitos, que se perderam no desgaste do tempo e na incúria dos homens. Descrevendo o que vê e relembrando histórias.
Posso esperar que me escrevam a dar-me as vossas impressões, à medida que forem lendo? Gostaria de vos desafiar a fazerem o perfil físico e psicológico desse narrador, ao longo da narrativa, antes que ele (ou ela) vos seja revelado nos capítulos finais da história. E de o dizerem em comentários aos capítulos.
Os poucos amigos que conhecem este texto estão proibidos de revelar a identidade do cronista - e, desde já, vos aviso que não sou eu!
Começarei com o Prólogo e o primeiro capítulo das "Memórias de Estalo", já esta semana, se os meus amigos mostrarem interesse em os ler.
Um grande abraço para todos
Deana
25/09/2010
Obrigada, Bibliofiliacos!!!
Hoje (é já ontem) tive a agradável surpresa de ler uma crítica muito original ao meu D. Sebastião e o Vidente, no blogue Bibliofiliacos, cujos autores são insaciáveis devoradores de livros e excelentes divulgadores das obras de inúmeros escritores.
Conheci o seu trabalho devido a um episódio trágico-cómico, a que me referi no ano passado e volto a contar agora:
Ao publicar o meu "Espião de D. João II", sem ter qualquer culpa ou má intenção e longe de ter cometido crime de plágio, adiantei-me a um dos autores do blogue (Diogo) e "roubei-lhe" a personagem e a história que ele estava a escrever. O modo como expôs a sua frustração numa postagem do Bibliofilíacos era de um humor irresistível e eu tratei de fazer "mea culpa" e de lhe pedir perdão, que ele aceitou com a generosidade de um Príncipe. Assim nasceu a nossa amizade.
É um privilégio ter uma crítica de qualquer destes autores que são também escritores: Mr. Nonsense, diogo, deuS, Bybloz ou César. Assim aqui deixo as palavras de Mr. Nonsense ao meu D. Sebastião e o Vidente, que agradeço com muito carinho e emoção:
Mais um livro de uma senhora que só há pouco tempo descobri e cujo talento admiro muito.
Um pequeno aparte:
Todos os dias faço cerca de vinte e cinco quilómetros de autocarro para regressar a casa. Vinte e cinco quilómetros que se arrastam por quase uma hora com paragens “em todas as estações e apeadeiros”.
Costumo aproveitar essa hora para ler. Tranquilamente, deitando de vez em quando um olhar para fora para não deixar passar a minha saída.
E o último livro que li foi este “D. Sebastião e o Vidente”.
Acho que a melhor crítica que posso fazer a este livro é a seguinte:
Já por duas vezes ia falhando a minha paragem por ir tão embrenhado na leitura. A autora consegue a incrível proeza de nos colocar no centro da acção, de nos fazer sentir transportados aos anos e acontecimentos do reinado de D. Sebastião.
É verdade que o livro já tem uns anos (não muitos é de 2006) e por isso provavelmente vão ter sorte se o encontrarem – é um mal frequente nas nossas livrarias só se interessarem pelos últimos lançamentos – mas se o encontrarem não percam a oportunidade de o comprar e de o ler naturalmente…
São muitas páginas… São. É verdade (640) mas lêem-se de um fôlego tal é a capacidade da autora de nos cativar e prender quer aos acontecimentos quer aos personagens…
É creio eu tempo de dar voz aos autores que escrevem bem em português e que vão sendo esquecidos ou ostracizados ou simplesmente ignorados. E esta autora merece muito mais crédito e atenção do que lhe tem sido concedido.
Sim devemos apoiar os grandes nomes da nossa literatura mas não o podemos fazer à custa daqueles que livro após livro nos vão presenteando com verdadeiras pérolas (ou neste caso um colar de pérolas)...
Obrigada, Mr. Nonsense!
Para maior prazer e divertimento meu, a postagem crítica tinha vários comentários cheios de humor, que quem quiser bisbilhotar pode fazê-lo AQUI
Conheci o seu trabalho devido a um episódio trágico-cómico, a que me referi no ano passado e volto a contar agora:
Ao publicar o meu "Espião de D. João II", sem ter qualquer culpa ou má intenção e longe de ter cometido crime de plágio, adiantei-me a um dos autores do blogue (Diogo) e "roubei-lhe" a personagem e a história que ele estava a escrever. O modo como expôs a sua frustração numa postagem do Bibliofilíacos era de um humor irresistível e eu tratei de fazer "mea culpa" e de lhe pedir perdão, que ele aceitou com a generosidade de um Príncipe. Assim nasceu a nossa amizade.
É um privilégio ter uma crítica de qualquer destes autores que são também escritores: Mr. Nonsense, diogo, deuS, Bybloz ou César. Assim aqui deixo as palavras de Mr. Nonsense ao meu D. Sebastião e o Vidente, que agradeço com muito carinho e emoção:
Mais um livro de uma senhora que só há pouco tempo descobri e cujo talento admiro muito.
Um pequeno aparte:
Todos os dias faço cerca de vinte e cinco quilómetros de autocarro para regressar a casa. Vinte e cinco quilómetros que se arrastam por quase uma hora com paragens “em todas as estações e apeadeiros”.
Costumo aproveitar essa hora para ler. Tranquilamente, deitando de vez em quando um olhar para fora para não deixar passar a minha saída.
E o último livro que li foi este “D. Sebastião e o Vidente”.
Acho que a melhor crítica que posso fazer a este livro é a seguinte:
Já por duas vezes ia falhando a minha paragem por ir tão embrenhado na leitura. A autora consegue a incrível proeza de nos colocar no centro da acção, de nos fazer sentir transportados aos anos e acontecimentos do reinado de D. Sebastião.
É verdade que o livro já tem uns anos (não muitos é de 2006) e por isso provavelmente vão ter sorte se o encontrarem – é um mal frequente nas nossas livrarias só se interessarem pelos últimos lançamentos – mas se o encontrarem não percam a oportunidade de o comprar e de o ler naturalmente…
São muitas páginas… São. É verdade (640) mas lêem-se de um fôlego tal é a capacidade da autora de nos cativar e prender quer aos acontecimentos quer aos personagens…
É creio eu tempo de dar voz aos autores que escrevem bem em português e que vão sendo esquecidos ou ostracizados ou simplesmente ignorados. E esta autora merece muito mais crédito e atenção do que lhe tem sido concedido.
Sim devemos apoiar os grandes nomes da nossa literatura mas não o podemos fazer à custa daqueles que livro após livro nos vão presenteando com verdadeiras pérolas (ou neste caso um colar de pérolas)...
Obrigada, Mr. Nonsense!
Para maior prazer e divertimento meu, a postagem crítica tinha vários comentários cheios de humor, que quem quiser bisbilhotar pode fazê-lo AQUI
04/09/2010
O Puzzle do Leitor

Neste momento, estou com dois livros "em construção", um com cerca de 100 páginas, que comecei depois de ter terminado "O Romance da Bíblia", e outro, que já convive comigo há alguns anos e tem 250 páginas. É um velho hábito meu ter duas obras em conversa ou em confronto uma com a outra, para não bloquear ou enjoar o tema. Não vou revelar o nome dos respectivos heróis (portugueses, claro, embora de duas épocas diferentes!), porque, tal como disse a um dos meus leitores no Facebook, as obras podem ficar pelo caminho, pois nem sempre conseguimos fazer o que desejamos. No meu caso, é a escrita que me comanda e não o contrário.
Escolhi dedicar-me ao romance que se "impôs" posteriormente (apesar de estar mais atrasado do que o outro) e terminá-lo primeiro, por tratar da expansão portuguesa no Extremo Oriente, a parte dos Descobrimentos que ainda me falta narrar, para que os meus leitores possam ficar com uma perspectiva global, assaz aprofundada da saga das Descobertas e do seu contexto temporal e espacial.
Espero concluí-lo em 2011 e posso garantir-vos, desde já, que herói é tão fascinante quão empolgantes são os sucessos que presenciou ou de que foi protagonista!
Disse-vos, num dos textos desta Conversa (gostaria muito que me deixassem aqui mais comentários, para o convívio não se reduzir a um mero monólogo e podermos estabelecer um verdadeiro diálogo), que construía os meus romances como um puzzle, mas deveria ter dito melhor: como peças de um puzzle que o leitor das minhas obras irá construindo a partir da sua própria leitura. Encaixando as peças segundo o seu conhecimento do tema, ora detectando as pistas que o narrador lhes dá e as suas
"piscadelas de olho" cúmplices que remetem para uma abundante intertextualidade (não só de obras escritas, mas também de intertextos culturais, sociais, geográficos e todos os que contribuem em qualquer época para a vida dos povos), ora seguindo o percurso de algumas personagens que se passeiam por mais de um romance, tal como era possível encontrá-las em companhia umas das outras, nas naus ou nas caravanas das viagens por terra e por mar.
Enquanto autora, é esse o meu desafio ao leitor. E, para meu imenso prazer, tenho recebido retorno, com generosidade!
Quanto ao segundo livro, que está mais adiantado mas tão cedo não será terminado, vai na continuidade do D. Sebastião e o Vidente, já no Século XVII. Nele se atam algumas pontas que ficaram soltas naquele romance, devido à obrigatória economia narrativa num livro com mais de 600 páginas.
É uma obra de difícil construção e um desafio maior ao leitor, por isso me há-de levar ainda muito tempo de investigação detectivesca e de escrita feita com prazer, suor e lágrimas.
01/09/2010
O que dizem os meus leitores...

Quero registar aqui, neste blogue de Conversa com os meus Leitores, alguns exemplos de críticas e opiniões que me chegaram por e-mail, foram deixadas no Facebook ou apareceram em blogues. É o pretexto para expressar a minha gratidão, não só aos seus autores, mas a todos os que me têm escrito, ao longo destes dez anos de publicações, e aos que me seguem neste espaço de convívio. Espero que me perdoem a indiscrição de as tornar públicas!
Se nenhuma das mensagens aqui transcritas é negativa, não foi por eu as ter descartado - apenas tive a sorte de não ter recebido nenhuma! Ora vejam se não tenho razão para estar grata, "derretida" e com o ego "em alta":
"Olá Deana! Acabei de ler hoje "O Espião de D. João II". Fiquei completamente refém do livro enquanto não o acabei! Há agora em mim uma certa revolta devido ao destino de Pêro da Covilhã (não podemos mudar a História!) e uma espécie de vazio... Como aquele que se instala quando temos por companhia constante alguém que muito amamos e mimamos e que depois nos deixa... Até sinto alguma resistência para iniciar outro dos seus romances, talvez "D. Sebastão e a Vidente". Preciso de fazer o luto... Gostei do seu texto na Conversa com os Leitores no seu blogue, sobre a forma como cria os seus romances. Um abraço!"
Paula Aguiar
31/08/2010
"O Navegador da Passagem foi o primeiro livro da Deana que tive o prazer de ler.
Para mim, quando desconheço um autor e a sua obra, além do nome do livro, na escolha de uma compra pesa também o grafismo da capa, a qualidade do material e (obviamente) algumas linhas que consiga ler em jeito de teste.
O Navegador da Passagem prendeu-me logo desde o momento em que o vi.
O Espião de D. João II veio como consequência imediata da leitura do livro anterior, porque um autor que consegue descrever daquela forma romanceada e muito viva um pedaço tão importante da nossa história, tem imediatamente direito à minha melhor atenção!
Este segundo livro, mesmo depois do enorme agrado na leitura do anterior, proporcionou-me longos momentos de enorme prazer literário, numa história que me agarrou desde a primeira linha!
É sublime!!! Tal como já antes afirmei, daria "pano para mangas" se fosse conhecido em Hollywood!"
Paulo Franco Henriques
25/08
Não sei se foi por ter sido o primeiro livro que li, mas de facto o D. Sebastião teve um impacto enorme sobre mim... e arredores. Mas o vício manteve-se totalmente tanto no Navegador como no Espião!
José Nuno Pimentel
20/8
Deana adorei o seu livro D. Sebastião e o Vidente, demonstra realmente que é uma escritora que sabe envolver e cativar deixo-lhe um apelo porque não mais um livro ou até mais... sobre outras individualidades epicas que fazem parte da nossa história. Candida Costa
19/8
D. Deana, andei à procura do livro "O Espião de D. João II" e quase que tive uma depressão! Está esgotado nas quatro livrarias dos quatro shoppings aqui da zona! Com tanta afluência ainda fiquei com mais apetite de o ler.
Diana Carvalho
18/8
Deana Barroqueiro é, sem dúvida, um nome incontornável da Literatura Portuguesa.
Especializada em romance histórico, as suas obras constituem marcos extremamente significativos das letras portuguesas.
Obras de grande densidade e, consequentemente, de leitura não muito fácil, são absolutamente indispensáveis à biblioteca de todos os portugueses.
Tendo já podido apreciar os excelentes três primeiros, vou começar a leitura do último, logo que o carteiro mo traga, já que o encomendei.
Deixe que lhe sugira que os não perca. Dão trabalho, mas vale bem a pena o esforço. Deana Barroqueiro é uma mulher de garra e que sabe bem o que faz e por que o faz. Preencheu muito bem e por mérito próprio um vazio imenso que existia na literatura portuguesa. Em boa hora.
Ruben Valle Santos
Blogue O Homem, produto de si próprio
http://ruvasa2a.blogspot.com
14/08
As letras fluem…
…encantadas das suas mãos e se agrupam como que por magia, transformando-se em belos livros.
Prazer enorme em ser teu amigo
Saudades
Victor Jerónimo
2/7
Tenho guardadas muitíssimas outras mensagens que me alegram a alma e me dão a motivação necessária para continuar a escrever, as quais só não transcrevo aqui por receio de fazer o texto demasiado longo, mas que agradeço com todo o meu coração. Bem hajam, queridos amigos!
27/08/2010
Cada romance é como um puzzle

Nas minhas conversas com os leitores, é muito frequente surgirem perguntas sobre a motivação e o processo de conceber um romance. Sendo a escrita de um livro de ficção um acto criativo, cada autor terá decerto um modo próprio de o fazer. Assim, só posso falar da minha experiência.
A motivação para a criação de romances históricos surgiu há quase duas décadas (quando em Portugal muito poucos autores se dedicavam a este tipo de obra literária), com o desejo de dar a conhecer aos portugueses uma época espantosa da nossa História e da nossa Literatura - assim como nos restantes domínios da Cultura e da Ciência -, que foi o período dos Descobrimentos, tão injustamente remetidos a um patético tabu, em que era intelectual e politicamente incorrecto dizer-se bem dessa nossa expansão pioneira pelo mundo, durante os Séculos XIV, XV e XVI.
Uma atitude muito portuguesa, essa de desprezar o que é nosso! Tão contrária ao orgulho mostrado por outras nações que nos foram no encalço, para aprenderem connosco e nos roubarem depois, apoderando-se pela força das armas das nossas fortalezas e feitorias, praticando a sua expansão com a ocupação de mundos e de povos descobertos por nós, os quais, durante séculos e até ao início do Séc. XX, escravizaram e exterminaram com muito maior violência e frieza do que as exercidas pelos portugueses nessa época em si mesma brutal e bárbara (basta lembrar os Ingleses na Austrália, um entre muitos exemplos das nações europeias, para já não falar das de outras áreas geográficas).
Não eram, todavia, os feitos militares que me fascinavam neste período, eram sobretudo os heróis da extraordinária saga das Descobertas: navegadores e exploradores aventurando-se, antes de qualquer outra gente, em viagens impossíveis por mar e por terra; sábios descobridores dos astros, dos ventos, das correntes e das rotas marítimas que desenharam cada curva, linha ou ponto dos mapas do mundo moderno; estudiosos dos segredos da natureza, fazendo as primeiras descrições científicas modernas das drogas e das artes de curar os enfermos. E, acima de todos estes, os escritores - poetas e prosadores - com o espírito aberto do Renascimento, capazes de captarem em obras originalíssimas, de prosa e verso, esses mundos novos, essa surpresa contínua e maravilhada da descoberta do Outro, com as suas diferenças e semelhanças. Mundos até então encobertos, onde o insólito e o inexplicável podiam causar um terror supersticioso ou mesmo a morte, sem todavia lograrem destruir a curiosidade e o desejo de saber mais e de ir sempre mais longe.
É esse espírito, essa visão muito particular dos novos mundos (quase sempre fruto de vivências e experiências) e essas obras que eu quero dar a conhecer aos leitores, em cujos genes seguramente ainda perdura a marca desses homens que, na maioria dos casos, nem sequer têm os seus nomes impressos nos arquivos da História, embora tenham ajudado a construir as nossas vidas e o nosso futuro.
Existem muitas definições e teorias sobre o que é ou deve ser um romance histórico, se deve manter-se fiel à verdade das fontes e dos factos que narra, fazendo uma reconstituição rigorosa da época ou se, pelo contrário, sendo uma obra de ficção, o seu autor tem liberdade para reinventar a história a seu bel-prazer, sem as algemas da fidelidade histórica. Entre estes dois extremos creio que caberão todos os romances até hoje publicados.
Talvez por defeito de formação, porque me fiz como sou na convivência dos grandes mestres da Literatura portugueses e estrangeiros, confesso-me, em parte, herdeira de Alexandre Herculano e da sua concepção de romance histórico. Considero que este tipo de romance deve dar ao leitor algo mais do que uma intriga, um enredo; ele é um meio privilegiado para a partilha de conhecimentos, fruto das pesquisas do escritor sobre determinado acontecimento ou personagem da História.
Por estas razões, não só procuro manter-me fiel aos acontecimentos, como tento recriar os ambientes, temporais e espaciais, com grande pormenor (por vezes quase obsessivo, reconheço), porque quero fazer o leitor viajar no tempo até essa época, para ver o que lhe é descrito através do olhar das personagens e as ouça falar com a voz que lhes é própria.
Por outro lado, a minha formação em Literatura e o conhecimento das obras e dos autores deste período, levam-me a construir cada romance segundo os modelos e recursos narrativos que então vigoravam, como por exemplo, quando dou particular relevo ao papel do narrador-comentador e ao entrelaçamento das vidas das duas personagens em capítulos curtos, no D. Sebastião e o Vidente, ou escolho a estrutura de romance de cavalaria e busca do Graal para O Espião de D. João II cujo herói é o errante e solitário cavaleiro Pêro da Covilhã (à procura do mítico Preste João), ou ainda o labirinto das viagens e recordações de Bartolomeu Dias em O Navegador da Passagem, cujo contexto é a intrincada rede de jogos políticos de D. João II e D. Manuel.
25/08/2010
D. João II e "O Navegador da Passagem"

Ganhei um grande número de novos leitores graças ao título do meu romance O Espião de D. João II, por nele vir explícito o nome daquele que é considerado, se não o melhor, pelo menos um dos melhores reis da História de Portugal, e que ultimamente tem despertado muito interesse nos portugueses que gostam de conhecer a sua História.
Contudo, o meu romance que trata em pormenor da vida e obra deste rei é não "O Espião de D. João II", mas O Navegador da Passagem, porque o seu reinado serve de contextualização às viagens do grande Navegador Bartolomeu Dias (outra personalidade portuguesa extraordinária e quase ignorada). Neste romance, são descritos os dramas pessoais do Príncipe Perfeito, os seus empreendimentos, as conspirações de que foi vítima ou que urdiu, a sua política de grande visão e a rede de de espiões e de relações internacionais (incluindo algumas personagens e episódios espantosos pouco conhecidos que tive a sorte de descobrir nas minhas pesquisas em obras de autores coevos).
Nas conversas que tenho tido com esses novos leitores, procuro informá-los de que em O Espião de D. João II - que se seguiu a O Navegador da Passagem -, procurei complementar a informação deste reinado, desenvolvendo, a propósito das viagens de Pêro da Covilhã (outro herói também injustiçado, por ignorado), o sonho do Príncipe Perfeito, uma espécie de busca do Graal a que devotou muitos anos da sua vida: a descoberta do Preste João e também da rota das especiarias da Índia.
A escolha de um título, por estranho que pareça, pode ajudar a determinar o sucesso ou o insucesso de um livro, atraindo os leitores ou afastando-os. Creio que isso aconteceu, de certo modo, com O Navegador da Passagem, um título que achei poético e capaz de sintetizar o conteúdo do romance. Todavia, creio que o facto de não nomear Bartolomeu Dias ou el-rei D. João II - o que não quis fazer por me parecer demasiado óbvio - deve ter funcionado um pouco contra esta obra, em relação aos novos leitores.
Talvez me engane, no entanto julgo pertinente deixar aqui este esclarecimento.
23/08/2010
Pechincha: D. Sebastião e o Vidente
20/08/2010
Feira do Livro de Sesimbra 2010

No dia 15 de Agosto, encerrou-se a VII Feira do Livro de Sesimbra. Não era um grande certame com pavilhões de editoras, era apenas um salão comprido, contudo parecia imenso, assim povoado de palavras, sentimentos e sonhos. Abria-se sobre o mar, com promessas de viagens por novos mundos ou antigas paisagens revisitadas.

É de louvar o esforço feito pela Câmara Municipal de Sesimbra e por pessoas como Rui Graça e seus colaboradores, para promoverem a leitura, levando os livros e os seus autores ao encontro de potenciais leitores. E esta actividade cultural, tão necessária, tem sido prática corrente, durante o Verão, em inúmeras vilas e cidades. E atrai público - adultos e jovens -, por vezes famílias inteiras, para comprar com desconto a obra desejada, só ver as novidades ou simplesmente sentir o prazer de folhear um livro. E para conhecer e conversar com os escritores.

Quanto a mim, no dia 1 de Agosto, passei uma noite de animado convívio com os leitores e veraneantes de Sesimbra. Conheci um professor, natural de Pedrógão Grande que veio à Feira de propósito para me ver, trazendo um exemplar do meu D. Sebastião e o Vidente para eu assinar: queria saber se eu era sua conterrânea, pois não seria possível descrever a terra e os costumes de Pedrógão Grande, do modo como fiz no romance, não sendo nada e criada na terra da minha personagem, o aventureiro Miguel Leitão de Andrada.
E conversei com muitos outros que conheciam parte ou até todos os meus romances e gostavam da minha escrita!
Tenho de confessar, todavia, que morri de inveja do autor desconhecido que conseguiu prender desta forma, com o seu livro, a atenção do leitor.

Procurei enviar as fotos deste amante da leitura à sua mãe, mas o endereço do e-mail que me deu deve estar errado, porque não recebi resposta.
28/07/2010
A minha gratidão...
...a todos os que transformaram o dia dos meus anos em festa gloriosa, por se lembrarem de mim, enviando-me mensagens através do Facebook, por telefone, telemóvel ou e-mail. Foram mais de cem, um espanto! Fico-vos imensamente reconhecida por essa mostra de carinho que tanto me emocionou.
Na impossibilidade de as transcrever a todas, gostaria de vos deixar aqui um exemplo dessas mensagens fora do Facebook e que, portanto, foram lidas apenas por mim. Espero que a autora não se importe, pois agradecendo-lhe, faço-o também aos restantes amigos. Ei-la:
Neste dia...
As flores de espuma e sargaço, no ocidente canteiro do mar,
desabrocharam com o madrugar da cotovia; o rio saiu das margens
confundindo as pedrinhas redondas, lisas e brilhantes com uma qualquer alegoria; alindou-se de Verão o verso que abriu a cancela para a romaria passar. E todos exclamaram em uníssono que eram horas de festejar. Viva a Deana, viva!
Feliz Aniversário, Navegadora!
Um grande abraço e um beijinho.
Isabel
Muito obrigada, "Poetisa Encoberta das Terras do Minho".
Muito obrigada, queridos amigos. Um grande beijo a todos.
Deana
Na impossibilidade de as transcrever a todas, gostaria de vos deixar aqui um exemplo dessas mensagens fora do Facebook e que, portanto, foram lidas apenas por mim. Espero que a autora não se importe, pois agradecendo-lhe, faço-o também aos restantes amigos. Ei-la:
Neste dia...
As flores de espuma e sargaço, no ocidente canteiro do mar,
desabrocharam com o madrugar da cotovia; o rio saiu das margens
confundindo as pedrinhas redondas, lisas e brilhantes com uma qualquer alegoria; alindou-se de Verão o verso que abriu a cancela para a romaria passar. E todos exclamaram em uníssono que eram horas de festejar. Viva a Deana, viva!
Feliz Aniversário, Navegadora!
Um grande abraço e um beijinho.
Isabel
Muito obrigada, "Poetisa Encoberta das Terras do Minho".
Muito obrigada, queridos amigos. Um grande beijo a todos.
Deana
26/07/2010
Feira do Livro de Sesimbra

Estarei à Conversa com os Leitores e a assinar os meus livros a quem quiser, no dia 1 de Agosto, Domingo, às 21.30 h, na 7ª Feira do Livro de Sesimbra.
Espero-vos, para uma amena cavaqueira, no recinto destinado aos eventos, à entrada da Feira, na Praça da Califórnia (junto ao Hotel & Spa de Sesimbra).
O Espião de D. João II é Livro do Dia.
Página do Facebook
Programa
24/07/2010
O Google repôs o meu blogue
Amigos Leitores
Ao fim de 13 longos dias - talvez por ser o dia dos meus anos - o Google devolveu-me a identidade virtual: cédula de nascimento, bilhete de identidade, cadastro, curriculum vitae e passaporte de internauta, ou seja, restaurou o meu blogue http://deanabarroqueiro.blogspot.com/, que é tudo isso e muito mais.
Durante duas semanas, senti-me ostracizada (homiziada como diriam as minhas personagens do Renascimento), como se de repente tivesse sido declarada apátrida (o que já me sucedeu na vida real, essa outra vida minha sempre recheada de imprevistos e de sucessos absurdos, dignos dos meus romances de aventuras)!
Porém, tendo prevalecido a rebelde persistência humana (minha) sobre a cegueira implacável dos robots googleanos, a justiça foi por fim reposta: revalidaram a minha existência, enquanto ser virtual, já inseparável deste imenso universo que é a Blogosfera e aqui me tendes, ressuscitada e inteira, de novo entre vós.
Ao fim de 13 longos dias - talvez por ser o dia dos meus anos - o Google devolveu-me a identidade virtual: cédula de nascimento, bilhete de identidade, cadastro, curriculum vitae e passaporte de internauta, ou seja, restaurou o meu blogue http://deanabarroqueiro.blogspot.com/, que é tudo isso e muito mais.
Durante duas semanas, senti-me ostracizada (homiziada como diriam as minhas personagens do Renascimento), como se de repente tivesse sido declarada apátrida (o que já me sucedeu na vida real, essa outra vida minha sempre recheada de imprevistos e de sucessos absurdos, dignos dos meus romances de aventuras)!
Porém, tendo prevalecido a rebelde persistência humana (minha) sobre a cegueira implacável dos robots googleanos, a justiça foi por fim reposta: revalidaram a minha existência, enquanto ser virtual, já inseparável deste imenso universo que é a Blogosfera e aqui me tendes, ressuscitada e inteira, de novo entre vós.
16/07/2010
Viagens bíblicas

Julgo que o Google apagou a minha Página Principal, sob a acusação de "violação por SPAM" por eu ter os meus três blogues interligados e os robots, pouco inteligentes, tomaram-nos por SPAM.
Assim mesmo, vou correr o risco de ficar de novo sem estes dois blogues de comunicação com os meus amigos, ao indicar-vos a minha última postagem do blogue "O Romance da Bíblia", por aí descrever um dos meus modos de pesquisa para a recriação dos ambientes e da vida dessas gentes. Ver em Terras, gentes e usos do Romance da Bíblia
13/07/2010
O meu romance e a Moda Lisboa

Tenho febre e dores de garganta. Sinal seguro de que vou ficar mais de um mês a contas com uma dessas gripes que nos minam todas as capacidades de trabalho e de prazer e nos deixam com um humor de cão.
Incapaz de escrever, passeio-me pelas alamedas, ruas e ruelas desta cidade virtual que se abre, no monitor, diante dos meus olhos distraídos, à procura de algo que me alegre. E vejo esta passagem de uma entrevista feita, há já alguns meses, pelo autor do blogue "Conceito de Homem" ao criador Nuno Gama, durante o certame da Moda Lisboa:
Conceito de Homem - Gosta de ler ?
Nuno Gama - Eu gosto imenso de ler, gosto imenso de História, em particular História de Portugal. Estou a terminar um livro e estou a ficar tristíssimo porque não tenho nada para ler a seguir, que é o D Sebastião e o Vidente , que é fabuloso e recomendo a toda a gente, ficamos com uma visão global com relação ao D. Sebastião, e à nossa história, ainda há muita gente que associa o saudosismo entre a Amália Rodrigues, Salazar e D Sebastião… o livro é profundamente envolvente.
Obrigada Nuno Gama! Um afago destes ao meu ego, se não me cura, pelo menos ajuda a melhorar a minha disposição.
O resto da Entrevista pode ser vista AQUI.
10/07/2010
A barbárie do Islão fundamentalista

A morte por apedrejamento
Quando o poder religoso, em mãos de fanáticos, domina o poder político, implanta-se a barbárie e volta-se à Idade Média. Em nome de Deus e de uma falsa moral, os mullahs e imãs do mundo muçulmano fundamentalista - gente sacrílega e ávida de mando - arrogam-se o poder divino de dar vida e morte aos que lhe estão sujeitos, mesmo quando inocentes e, em particular, a mulheres indefesas. Como cidadã do mundo, mulher e escritora, sinto o dever de denunciar a infâmia e o crime. Faço-o nos meus livros. E um dos crimes mais infames do Islão é a morte por apedrejamento de mulheres a quem não é dada a possibilidade de se defenderem, pois os julgamentos não passam de uma farsa obscena (se homens e mulheres são igualmente incriminados por adultério e relações sexuais, porque será que no Irão há 12 mulheres e apenas 3 homens, nas prisões, à espera desta pena de morte?).
Podem ver em pormenor, neste excerto do meu livro "O Espião de D. João II", a morte por lapidação de uma "adúltera", nos finais do Século XV, um modelo de "justiça" posto novamente em prática nos inúmeros países fundamentalistas muçulmanos:
"– É chegada a hora! – anuncia numa voz sem cor. – O Conselho requer a tua presença durante o castigo da adúltera.
O escudeiro (Pêro da Covilhã) faz um esforço para se dominar e as palavras sibilam-lhe de raiva por entre os dentes cerrados:
– Mina Atef não cometeu adultério e eu recuso-me a assistir ao assassínio de uma mulher inocente.
O velho faz um sinal ao mercenário que prontamente se acerca do português.
– A mulher foi julgada e condenada segundo as leis do Mensageiro de Allah (a paz seja com ele) – diz Saed com voz dura. – A lei la Taqrabuz zina ordena ao crente que não chegue sequer próximo do adultério, não precisa de o cometer! Por isso o acto de Mina Atef mereceu o haad , como castigo. E tu tens de assistir ou acabarás por partilhar da sua sorte.
Obedece. Sacode com brusquidão a mão do mercenário que lhe segura o braço e sai da tenda, caminhando entre o imã e o guerreiro para o local do sacrifício. Em volta do buraco, está desenhado um círculo com um raio de cerca de seis passos. Dois imãs verificam as pedras, retirando as que lhes parecem impróprias para o castigo: as muito pequenas por não fazerem dano e as muito grandes pelo risco de a matarem depressa demais.
Enterram as pedras rejeitadas e observam a multidão que se vai juntando na parte exterior do sulco de areia e, num vozear exaltado, abre alas para dar passagem a Pêro e à sua escolta. Os murmúrios cessam de chofre e o silêncio torna-se ameaçador e maligno quando Mina é trazida por dois homens para junto do buraco, dentro do círculo. O rosto da mulher está pálido, vazio de vida e o olhar sem brilho fixa-se nos olhos acesos de revolta do escudeiro que não sabe se é a febre do deserto ou a pedra da Vidente que lhe queima o peito e lhe faz escorrer fios de suor pelo corpo, num arrepio de sezões.
Os dois sacerdotes acercam-se de Mina e atam-lhe as vestes em volta do corpo, imobilizando-a, sem que a mulher emita um protesto ou um gesto de rebeldia, numa aceitação resignada do seu destino ou da vontade de Allah. Os dois coveiros erguem-na como se fora um fardo e metem-na, de pé, dentro do buraco, cobrindo-a até ao peito com areia que calcam em volta.
Os preparativos são, em si mesmos, uma cruel tortura infligida à condenada, como se os seus algozes procurassem causar-lhe, pelo opróbrio e pública humilhação, outra punição antes da morte. A cabeça de Mina, emergindo do solo, como um estranho fruto, é uma visão insuportável. Os seus olhos muito abertos ganham a pouco e pouco a expressão de um pequeno animal acossado, como se o desamparo e a solidão daquele enterramento a fizessem tomar, por fim, consciência da provação que a espera.
Pêro cerra os dentes, com repulsa e remorso. Era ele que devia estar ali, em vez de Mina, já que fora ele o causador da sua desgraça. Talvez até lograsse escapar. Saed dissera-lhe que a lei da Shariah concedia a liberdade ao condenado que, durante o castigo, se soltasse do buraco e fugisse. E um homem tinha mais vantagens do que uma mulher, posto que, enquanto ela era enterrada até ao pescoço, o homem era-o apenas até à cintura, podendo assim libertar-se com mais facilidade se fosse forte e ágil. Mina não tem salvação.
– Que os parentes do ofendido atirem as primeiras pedras – ordena o imã mais velho para a turba que segura nas mãos impacientes as pedras que apanhara no monte e acrescenta num tom de melopeia: – Allah hu Akbar!
É o sinal. Homens, mulheres e crianças começam a entoar em coro Allah hu Akbar! Allah hu Akbar! O irmão do ofendido, com os pés a tocarem o risco na areia, inclina o corpo e, visando a cabeça da cunhada, lança a primeira pedra e falha. A seu lado, a esposa mais velha de Ahmed Atef solta uma exclamação de despeito e arremessa com fúria um calhau de arestas cortantes que acerta em cheio na fronte de Mina, com um ruído surdo, seguido de um grito lancinante que parece sair das entranhas da terra. O sangue borbulha da ferida e escorre pelo rosto contorcido de dor.
– Allah hu Akbar! Allah hu Akbar! – a melopeia do coro sobe de tom, fervorosa.
Duas pedras falham o alvo e duas rasgam-lhe os lábios e o sangue salta de mistura com os dentes que Mina cospe por entre gritos e súplicas, enquanto forceja em vão por se libertar da prisão de areia que lentamente se tinge de vermelho:
– Perdão! Perdão! Allah amerceia-te de mim!
Pêro balbucia em português:
– Jesus Cristo! Virgem Maria! Tende piedade dela!
Na sua perturbação, só se dá conta de que orara a Cristo e à Virgem, quando a seu lado o imã Saed, ensurdecido pelo cântico, lhe pede para repetir a sua fala. O escudeiro empalidece de agonia. O mais pequeno incidente que o denuncie como cristão dar-lhe-á morte imediata esfandangado por aquela horda sedenta de sangue.
Os gritos de Mina enfraquecem, mudando-se em gemidos e num cuinchar abafado. Já não é possível reconhecer uma cabeça humana naquela massa palpitante e ensanguentada que oscila de um lado para o outro, para trás e para a frente, sob o impacto dos golpes. O olho direito foi arrancado e pende do buraco da órbita como um sinal esbranquiçado numa pasta de sangue, pele e ossos esmagados, de onde desapareceram os contornos do rosto. As pedras que continuam a cair sobre a pecadora já não fazem o ruído surdo do início, têm agora o som líquido dos seixos que, nas suas brincadeiras de comparar pontarias, os rapazes atiram à água dos rios e lagos.
O suplício eterniza-se e o corpo do espião treme ora de calor, ora de frio e um suor pegajoso ensopa-lhe as roupas e só a duras penas consegue dominar os vómitos que lhe sobem à boca, como uma maré azeda. A massa sangrenta parece ter diminuído de tamanho, já quase não faz relevo no tapete vermelho de areia molhada. Já não há movimento, nem sequer um tremor ou arrepio. Nenhum som. Só um cheiro quente e peganhento de uma vida que se escoa em dor e solidão. As pedras caem sempre e o grito de “Allah hu Akbar!” – Deus é grande! – continua incansável a subir aos céus para chegar aos ouvidos divinos. O mareio traz-lhe novamente à boca um cuspo ácido e amargo e o escudeiro sente o chão fugir-lhe debaixo dos pés e tomba desacordado, meio sufocado pelo vómito".
28/06/2010
Vencedores do Passatempo
O passatempo "O Romance da Bíblia", realizado pelo Marcador de Livros de parceria com a Editora Ésquilo, terminou no Domingo, dia 27, com um total de 154 participações.
Os vencedores foram:
Agostinho Gonçalves - Monção
Nuno Ricardo Moreira Gonçalves - Vila de Punhe
Nelson Frias Amaral - Sátão, Viseu
Parabéns aos vencedores e os meus agradecimentos, a todos os leitores que participaram, pelo interesse que manifestaram pela minha obra. Bem hajam!
Os vencedores foram:
Agostinho Gonçalves - Monção
Nuno Ricardo Moreira Gonçalves - Vila de Punhe
Nelson Frias Amaral - Sátão, Viseu
Parabéns aos vencedores e os meus agradecimentos, a todos os leitores que participaram, pelo interesse que manifestaram pela minha obra. Bem hajam!
27/06/2010
Passatempo Marcador de Livros - Lembrete
Não se esqueçam que termina à meia-noite de hoje, Domingo, a possiblidade de ganhar um dos 3 exemplares d'O Romance da Bíblia, a minha obra preferida. Observei em alguns blogues sobre passatempos que houve dificuldade em encontrar as respostas, mas elas estão no excerto dado no Marcador de Livros e também na Página de O Romance da Bíblia e na minha Página Principal. Ainda vão a tempo de concorrer. Boa sorte!
22/06/2010
Passatempo: Quer ganhar O Romance da Bíblia?
Passatempo Ésquilo / Marcador de Livros
O blogue Marcador de Livros, em parceria com a Editora Ésquilo, lançou um passatempo, onde serão oferecidos três exemplares da minha última obra, O Romance da Bíblia.
O desafio está já a decorrer e terminará às 23.59 h. do dia 27 de Junho. Basta responder acertadamente às perguntas de Maria Manuel Magalhães, a autora do blogue.
Se se virem aflitos, consultem a página do romance (http://romancedabiblia.blogspot.com/) que decerto vos prestará alguma juda.
Vejam como participar AQUI
O blogue Marcador de Livros, em parceria com a Editora Ésquilo, lançou um passatempo, onde serão oferecidos três exemplares da minha última obra, O Romance da Bíblia.
O desafio está já a decorrer e terminará às 23.59 h. do dia 27 de Junho. Basta responder acertadamente às perguntas de Maria Manuel Magalhães, a autora do blogue.
Se se virem aflitos, consultem a página do romance (http://romancedabiblia.blogspot.com/) que decerto vos prestará alguma juda.
Vejam como participar AQUI
80ª Feira do Livro de Lisboa e Porto
Terminaram as Feiras do Livro de Lisboa e do Porto e, embora leia nos jornais e na internet a satisfação de alguns editores e livreiros, por terem facturado mais do que no ano anterior, sinto o mesmo desconsolo de sempre.
Pouco mudou num certame que devia ser um dos maiores eventos portugueses em prol dos livros, dos autores e dos leitores e, todavia, continua a parecer uma mero arraial de província, quer a nível de qualidade, exposição e informação, quer a nível de eventos culturais. Pobre, insignificante, revelando incompetência na organização. Na de Lisbos, no dia anterior à sua abertura, ainda não havia qualquer informação na Página do certame, rigorosamente nada; na do Porto, indicavam-se alguns livros do dia e umas raras sessões de autógrafos.
Copiamos tudo do estrangeiro, já agora porque não fazer algo semelhante às Feiras do Livro europeias ou até brasileiras? Este ano (valha-nos isso!) não houve as habituais tricas entre os participantes, que só prejudicam os leitores que eles afirmam querer servir e beneficiar.
Valeu pelo contacto com os leitores, que é a parte mais gostosa, para além da escrita, aos quais rendo aqui a minha homenagem e agradeço a amável companhia:
Pouco mudou num certame que devia ser um dos maiores eventos portugueses em prol dos livros, dos autores e dos leitores e, todavia, continua a parecer uma mero arraial de província, quer a nível de qualidade, exposição e informação, quer a nível de eventos culturais. Pobre, insignificante, revelando incompetência na organização. Na de Lisbos, no dia anterior à sua abertura, ainda não havia qualquer informação na Página do certame, rigorosamente nada; na do Porto, indicavam-se alguns livros do dia e umas raras sessões de autógrafos.
Copiamos tudo do estrangeiro, já agora porque não fazer algo semelhante às Feiras do Livro europeias ou até brasileiras? Este ano (valha-nos isso!) não houve as habituais tricas entre os participantes, que só prejudicam os leitores que eles afirmam querer servir e beneficiar.
Valeu pelo contacto com os leitores, que é a parte mais gostosa, para além da escrita, aos quais rendo aqui a minha homenagem e agradeço a amável companhia:
18/06/2010
Sessões de Autógrafos Invisíveis
Não existe na Página da Feira do Livro do Porto um e-mail ou um telefone para contactos com os seus responsáveis.
Vou estar na Feira a assinar autógrafos ao Romance da Bíblia e ao Espião de D. João II, no dia 19, das 15 às 18 h. e não vejo lá qualquer indicação da minha sessão, nem de O Espião de D. João II ser Lvro do Dia da Ésquilo.
Não se compreende que haja tão poucas indicações da presença de escritores, até parece que há editoras privilegiadas e outras parentes pobres que não merecem referência. Procurei em vão contactá-los, pois gostaria que os meus leitores do Porto soubessem da minha ida e da minha vontade de os receber no Pavilhão A20 da Ésquilo.
Por isso deixei o meu apelo na sua Página do Facebook, todavia tenho poucas esperanças de que alguém responsável o leia e resolva o lapso até amanhã. O que será de lamentar!
Vou estar na Feira a assinar autógrafos ao Romance da Bíblia e ao Espião de D. João II, no dia 19, das 15 às 18 h. e não vejo lá qualquer indicação da minha sessão, nem de O Espião de D. João II ser Lvro do Dia da Ésquilo.
Não se compreende que haja tão poucas indicações da presença de escritores, até parece que há editoras privilegiadas e outras parentes pobres que não merecem referência. Procurei em vão contactá-los, pois gostaria que os meus leitores do Porto soubessem da minha ida e da minha vontade de os receber no Pavilhão A20 da Ésquilo.
Por isso deixei o meu apelo na sua Página do Facebook, todavia tenho poucas esperanças de que alguém responsável o leia e resolva o lapso até amanhã. O que será de lamentar!
17/06/2010
A Experiência Book - a não perder
Um amigo enviou-me este vídeo que não posso deixar de partilhar convosco. Eu sou uma fã desta experiência.
15/06/2010
Vou estar na Feira do Livro do Porto

Dia 19 de Junho, Sábado, das 15 h. às 18 h.
Caros amigos do Norte: Estarei à conversa com os leitores, na Feira do Livro do Porto - Avenida dos Aliados - no Pavilhão da Editora Ésquilo (A20)- e, para quem quiser, a assinar O Romance da Bíblia e O Espião de D. João II, que são Livros do Dia.
Venham fazer-me companhia e dar um pouco à língua sobre livros e leituras!
13/06/2010
Apresentação d'O Romance da Bíblia na FNAC do C. C. Colombo
Heroínas de O Romance da Bíblia
Amanhã, dia 14, pelas 19 h., encerrar-se-á o cíclo das apresentações deste meu romance, com uma análise literária e crítica, de primeira água, feita pela Dra. Manuela Gamboa, a que já tive o privilégio de assistir na sessão de lançamento, no Centro Nacional de Cultura. Como professora de Literatura e como mulher, Manuela Gamboa soube captar e dissecar todas as intenções e subentendidos da minha escrita, sem deixar nada de fora ou ao acaso.
Aqui vos apresento as minhas heroínas: assim captaram os pintores algumas das cenas descritas neste livro, como se tempos e gentes tão distintas partilhassem dos mesmos mitos e sensações, maravilhando-se sobretudo com o erotismo dessas mulheres eternas.
Ver mais.
09/06/2010
Resultado do Passatempo Segredo dos Livros
Venho agradecer o interesse dos quase cem leitores que participaram no passatempo que a Editora Ésquilo e o Segredo dos Livros fizeram sobre O Romance da Bíblia.
Parabéns aos três vencedores que vão receber os exemplares desta obra:
Éloi Mendes
Loulé
Elisabete Seromenho
Lisboa
Rute Duarte
Almada.
Parabéns aos três vencedores que vão receber os exemplares desta obra:
Éloi Mendes
Loulé
Elisabete Seromenho
Lisboa
Rute Duarte
Almada.
08/06/2010
Agenda de Junho
Dia 11/06, Sexta-feira - S. Pedro do Sul
Ilha das Letras: Feira do Livro, a decorrer de 1 a 13 de Junho, no Parque do Lenteiro do Rio.
* Às 21.30 h - Apresentação do meu último livro - “O Romance da Bíblia” - por Isabel Prates. A sessão contará com a presença do Exmo. Sr. Prof. Rogério Duarte, Vereador da Cultura da Câmara Municipal de S. Pedro do Sul.
* Às 10h00 - Encontro com os alunos da Escola Secundária de São Pedro do Sul e às 11h00 com os alunos das escolas EBI de Santa Cruz da Trapa e EB 2/3 de São Pedro do Sul.
Dia 12/06, Sábado - Aveiro
Livraria Bertrand do Fórum Aveiro
* 19h00 - Apresentação de "O Romance da Bíblia" e tertúlia sobre os temas do Velho Testamento e a condição da mulher na Bíblia e hoje. Espero voltar a ver os meus queridos leitores de Aveiro com os amigos que desejarem acompanhá-los.
Dia 14/06, Segunda-feira - Lisboa
FNAC Colombo
* 19h00 - Nova apresentação de “O Romance da Bíblia”, pela Dra. Manuela Gamboa. Esperamos por todos os que quiseram ir ao lançamento do CNC e não puderam.
Ilha das Letras: Feira do Livro, a decorrer de 1 a 13 de Junho, no Parque do Lenteiro do Rio.
* Às 21.30 h - Apresentação do meu último livro - “O Romance da Bíblia” - por Isabel Prates. A sessão contará com a presença do Exmo. Sr. Prof. Rogério Duarte, Vereador da Cultura da Câmara Municipal de S. Pedro do Sul.
* Às 10h00 - Encontro com os alunos da Escola Secundária de São Pedro do Sul e às 11h00 com os alunos das escolas EBI de Santa Cruz da Trapa e EB 2/3 de São Pedro do Sul.
Dia 12/06, Sábado - Aveiro
Livraria Bertrand do Fórum Aveiro
* 19h00 - Apresentação de "O Romance da Bíblia" e tertúlia sobre os temas do Velho Testamento e a condição da mulher na Bíblia e hoje. Espero voltar a ver os meus queridos leitores de Aveiro com os amigos que desejarem acompanhá-los.
Dia 14/06, Segunda-feira - Lisboa
FNAC Colombo
* 19h00 - Nova apresentação de “O Romance da Bíblia”, pela Dra. Manuela Gamboa. Esperamos por todos os que quiseram ir ao lançamento do CNC e não puderam.
Ainda a tempo de ganhar "O Romance da Bíblia"
Caríssimos Leitores
Ainda vão a tempo de participar no Passatempo do Segredo dos Livros e ganhar um dos três exemplares de O Romance da Bíblia, oferecidos pela Editora Ésquilo.
O prazo termina às 23 h. de hoje, dia 8 de Junho.
Boa sorte!
Ainda vão a tempo de participar no Passatempo do Segredo dos Livros e ganhar um dos três exemplares de O Romance da Bíblia, oferecidos pela Editora Ésquilo.
O prazo termina às 23 h. de hoje, dia 8 de Junho.
Boa sorte!
23/05/2010
Passatempo do Segredo dos Livros

Oferta de 3 exemplares de "O Romance da Bíblia"
De 1 a 8 de Junho, o blogue Segredo dos Livros, em parceria com a Editora Ésquilo, vai lançar um passatempo, onde serão oferecidos três exemplares do meu novo livro.
Fiquem atentos ao prazo e vejam como participar AQUI!
Obs: Vou ficar por uns tempos sem poder trabalhar com o computador, daí ter feito o anúncio com tanta antecedência.
Boa sorte.
Obrigada, queridos leitores!
Foi um fim de tarde/começo de noite memorável.
Fechei a minha participação na Feira do Livro de Lisboa com chave de ouro: uma conversa gostosíssima com inúmeros leitores, em alguns casos com famílias inteiras, sobre a nossa História e as suas personagens fascinantes.
Conheci um produtor de cinema que gostaria de fazer um filme sobre as viagens de Pêro da Covilhã, O Espião de D. João II. E que me afirmou que se estivéssemos nos Estados Unidos, Austrália ou Inglaterra, os meus livros seriam guiões de filmes.
Falámos também das mulheres do Antigo Testamento, da condição da mulher nos nossos dias, da sua luta ou acomodação.
Foi tão bom estar na Feira do Livro, apesar do intenso calor! Obrigada a todos os que quiseram conversar comigo.
Fechei a minha participação na Feira do Livro de Lisboa com chave de ouro: uma conversa gostosíssima com inúmeros leitores, em alguns casos com famílias inteiras, sobre a nossa História e as suas personagens fascinantes.
Conheci um produtor de cinema que gostaria de fazer um filme sobre as viagens de Pêro da Covilhã, O Espião de D. João II. E que me afirmou que se estivéssemos nos Estados Unidos, Austrália ou Inglaterra, os meus livros seriam guiões de filmes.
Falámos também das mulheres do Antigo Testamento, da condição da mulher nos nossos dias, da sua luta ou acomodação.
Foi tão bom estar na Feira do Livro, apesar do intenso calor! Obrigada a todos os que quiseram conversar comigo.
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