Um espectro percorre Portugal: é o espectro da pobreza, da miséria moral, da fraude, da mentira, do embuste, da indecência, da ladroagem, da velhacaria. Este indecoro do BES foi o destapar do fétido tacho da pouca-vergonha. Os valores mais rudimentares das relações humanas pulverizaram-se. Já antes haviam sido atingidos por decepções constantes daqueles que ainda acreditavam na integridade de quem dirige, decide, organiza. Agora, o surto alcançou a fase mais sórdida. Creio que, depois de se conhecer toda a extensão desta burla, algo terá de acontecer. Com outra gente, com outros padrões, não com estes que se substituem, num jogo de paciências cujo resultado é sempre o mesmo. Mas esta afirmação pertence aos domínios da fé, não aos territórios das certezas.
O Dr. Carlos Costa revelou ter avisado a família Espírito Santo de que ia ser removida. Na TVI, Marques Mendes, vinte e quatro horas antes, anunciara o cambalacho. Já destituído, Ricardo Salgado e os seus estabeleceram três negócios ruinosos para o banco, abrindo o buraco da vigarice para quase cinco mil milhões de euros. Quem são os outros cúmplices, e quais as razões explicativas de não estarem na cadeia?
Enquanto o País mergulha num atoleiro, o Dr. Passos nada o crawl, com esfuziante aprazimento, nas doces águas algarvias. Há dias, afirmou que os contribuintes não serão onerados com as aldrabices dos outros. Mas já foi criado um chamado Fundo de Resolução, com dinheiro procedente, de viés, do nosso próprio dinheiro, embuçado na prestação de um grupo de bancos. Quanto ao extraordinário Dr. Cavaco, o reconhecimento generalizado da sua inutilidade como medianeiro de conflitos, e conivente com o que de mais detestável existe na sociedade portuguesa, converteu-se num lugar-comum.
Foi o "sistema" que criou esta ordem de valores espúrios. Este poder dissolvente fez nascer, por todo o lado, a ideia do facilitismo, oposta às regras da convivência que estruturaram os princípios da nossa civilização, dando-lhe um sentido humano. Tudo é permitido, e esta noção brutal, inculcada por "ideólogos" estipendiados ou fanatizados concebeu as suas próprias regras. A impunidade nasce do "sistema", e Salgado é o resultado, não a causa, o resultado de um aproveitamento imoral estimulado pelas fórmulas dessa ordem de valores. Surpreendemo-nos com o comportamento de quem assim foi educado, porém temos de estudar e de analisar aquilo que os explica.
O "sistema", em cuja origem está a raiz do mal, não carece de "regulação", exactamente porque a "regulação" nada resolve e apenas prolonga a crise sobre a crise. O capitalismo sabe e consegue simular a sua própria regeneração. Mas é uma hidra que se apoia em referências na aparência inexpugnáveis, realmente falaciosas. Enfim: o nosso dinheiro está à guarda de ladrões.
Esta SEXTA-feira, 8 de Agosto, 21h30 na Casa do Fauno
- Sintra Palestra por Deana Barroqueiro
Entrada Livre
Queridos amigos e amigas, se forem passear e jantar a Sintra e vos apetecer ouvir-me contar histórias, no ambiente muito familiar e ao mesmo tempo mágico da Casa do Fauno, venham passar o serão connosco.
Vai ser a minha primeira acção ainda em convalescença, mas espero estar em forma, porque falar das minhas personagens reais dá-me um alento fantástico e eu transformo-me em aventureira, espia e navegadora. Fico à vossa espera, com muita vontade de rever os conhecidos e de conhecer novos amigos.
Resumo da palestra:
Portugueses dos Séculos XV e XVI – fidalgos e plebeus, navegadores e corsários, aventureiros e mercadores, estrategas militares e diplomatas, homens das Ciências, das Letras e das Artes, bem como mulheres sem nome mas de igual coragem –, numa espantosa odisseia de Descobrimento, desbravaram novos mundos em mares desconhecidos, carregando no bojo das suas naus (as mortíferas “prisões do mar”), não apenas mercadorias, mas sobretudo novos saberes, técnicas, costumes, ideias, crenças, linguagens e mesmo a escrita, que levaram aos quatro cantos do mundo e trocaram com os mais diversos povos do planeta, concretizando a primeira grande globalização da Idade Moderna.
Fernão Mendes Pinto, protagonista do romance O Corsário dos Sete Mares, de Deana Barroqueiro, encarna como nenhum outro aventureiro, as melhores características do português do Período dos Descobrimentos, ao explorar durante 20 anos, o Oriente longínquo – Malaca, Sião, Java, Samatra – sendo pioneiro no conhecimento da China e do Japão.
São histórias desta tremenda epopeia que a escritora quer narrar, através de mapas e objectos oriundos da “Pestana do Mundo”, numa conversa despretensiosa com os amigos da Casa do Fauno.Deana Barroqueiro - Romancista e Deana Barroqueiro. Morada da Casa do Fauno:
Quinta dos Lobos, 1, Caminho dos Frades (a 400 m da Quinta da Regaleira, Sintra) Coordenadas GPS: 38º 47.883 N – 9º 23.941 W
Como chegar à Casa do Fauno a partir de Sintra?
1. Vá até ao Centro da Vila de Sintra
2. Siga na direcção da Qta. da Regaleira / Seteais
3. Perto da porta principal da Qta. da Regaleira vire à direita (passando em frente à Qta. do Relógio) e entre na Rua da Trindade (que tem um sinal com a indicação de “rua sem saída”) – A partir daqui já poderá encontrar placas com a indicação “Casa do Fauno” e “Ishtar – Artes Mágicas”
4. Siga em frente durante cerca de 400 metros, chegando ao Caminho dos Frades
5. Quando vir a bifurcação da “Fonte dos Amores” continue pela direita e, cerca de 10 metros à frente, à sua esquerda, encontrará o portão da Quinta dos Lobos, onde se situa a Casa do Fauno e a loja Ishtar – Artes Mágicas (assim como o Almáa Sintra Hostel) Entre e encontre-nos à sua esquerda!
A 23 de julho, um pequeno país corrupto e torturador, mas rico em petróleo, onde nunca se falou nem falará português, vai entrar para a CPLP. Que país é este?
Em 1968 um obscuro funcionário público, que falhara três vezes o
exame de admissão à carreira, subia ao poder, nas primeiras, e até
agora únicas, eleições livres alguma vez realizadas na Guiné Equatorial
(GE), então um acidente da história da colónia recém independente de
Espanha. Francis Macias Nguema, um marxista que, mesmo assim, não
hesitava em chamar a Hitler o "salvador de África", era um homem doente,
perseguido por pesadelos, que tinha por hábito fumar marijuana, beber
iboga (com efeitos semelhantes aos do LSD) e jantar sozinho com
fantasmas, com quem conversava longamente. Ficou conhecido como "o
milagre único".
Reinou durante onze anos, tendo distribuído cargos pelos seus
familiares. Entre estes estava um sobrinho, o tenente-coronel Teodoro
Nguema Obiang, governador militar da Ilha de Bioko e da capital, Malabo,
bem como responsável pela famosa prisão Playa Negra, onde eram
encarcerados os opositores políticos. Aqui, um dos divertimentos eram as
"danças de sábado à noite", em que um prisioneiro era obrigado a dançar
à volta da fogueira durante horas, enquanto cantava laudas ao ditador.
Quando se cansava, era espancado com barras de metal incandescente,
aquecidas nas brasas. Segundo o historiador Randall Fegley, o atual
presidente da GE, Teodoro Nguema Obiang, dirigia, pessoalmente, muitos
dos homicídios neste centro de tortura. Mais. Teodoro era para Macias
"aquilo que Heinrich Himmler era para Adolfo Hitler".
O Dachau e o Kuwait de África
O regime era então conhecido como o "Dachau de África" e não foi
sem satisfação que o resto do mundo assistiu ao golpe de Estado que
Obiang liderou contra o seu tio, em 1979. Macias foi julgado e executado
- mas por "apenas" 157 assassínios que não implicavam nenhum dos
golpistas. Obiang foi recebido de braços abertos pela comunidade
internacional, disposta a esquecer o passado em prol de uma promessa de
abertura. O rei Juan Carlos de Espanha jantou em Malabo e, em 1981, o
país recebeu até a visita de João Paulo II.
Mas a Guiné Equatorial continuou a aparecer nos relatórios das
organizações internacionais como um regime pária e ditatorial. Até
meados dos anos 90, era tido como um "narco Estado". O general
brigadeiro Obiang foi "reeleito", em 1982, 1989, 1996, 2002 e 2009,
sempre com percentagens superiores a 97% dos votos - em 2002, um círculo
eleitoral conseguiu até atribuir-lhe 103 por cento. Os velhos modos de
fazer política não mudaram e Obiang nomeou familiares diretos para os
cargos mais importantes - filhos das suas cinco mulheres e familiares
próximos ocupam, até hoje, ministérios, direções-gerais, rádios, cargos
militares e grandes empresas, apropriando-se da riqueza do Estado. Ao
mesmo tempo, silencia opositores políticos, recorrendo à tortura e a
execuções.
Com a descoberta de petróleo, em 1996, a cleptocrática oligarquia
familiar torna-se numa das dinastias mais ricas do mundo. O país começa a
ser conhecido como o "Kuwait de África" e as grandes petrolíferas
mundiais - ExxonMobil, Total, Repsol - instalam-se lá.
Obiang é, hoje, um dos dez chefes de Estado mais ricos do planeta -
e o ditador há mais tempo no poder. Em 2011, ele tinha, só nos EUA,
mais de 700 milhões de dólares em contas pessoais e o seu filho favorito
fazia planos para comprar um iate por uns meros 360 milhões, o dobro do
orçamento do país para a Educação. A pena de morte está suspensa -
condição exigida para que a GE pudesse entrar na CPLP. Mas os opositores
políticos continuam a ser presos e torturados e nenhum mecanismo impede
as execuções extrajudiciais. O dinheiro, esse, continua a jorrar.
O príncipe, o Rolls e os sapatos azuis
Poucas histórias ilustram esta fantástica riqueza como a de
"Teodorin" Obiang, o diminutivo pelo qual é conhecido o ex-ministro das
Florestas, vice-presidente e herdeiro do regime. A sua riqueza é
conhecida por causa dos processos que lhe foram interpostos na justiça
dos EUA, de França e de Espanha, por lavagem de dinheiro e corrupção.
Trata-se de um playboy excêntrico, que gosta de se apresentar como
"príncipe", e de fazer uma vida consentânea, entre Paris e os EUA, no
seu jato, que usa como se de um táxi se tratasse, e na qual, segundo a
Foreign Policy (FP), não faltam festas com acompanhantes de luxo, drogas
e até tigres. Na Cidade Luz, é dono de uma mansão de seis andares, na
avenue Foch, uma das mais caras da cidade, e tem automóveis avaliados em
mais de 40 milhões de euros.
Na Califórnia, é proprietário de uma mansão em Malibu e tem como
vizinhos Mel Gibson e Britney Spears. Mas esta não é uma mansão
qualquer, mesmo para os padrões locais: são 1 400 m2 de construção, com
oito casas de banho e um número igual de lareiras, piscina com vista
para o Pacífico, campo de ténis e de golfe - e há 36 carros de luxo na
garagem (sete Ferraris, cinco Bentley, quatro Rolls Royce's; dois
Maybach...). O príncipe faz questão de pôr todo o pessoal (jardineiros,
seguranças, criados) em fila, quando chega e quando parte deste seu
"palácio".
O seu antigo motorista, Benito Gialcone, conta que ele pedia os
carros de forma a condizerem com a indumentária: "Estou de sapatos
azuis, traz-me o Rolls azul"). Certa vez, no Hermitage, fê-lo regressar
de táxi à mansão, pois, quando verificou que as pessoas paravam para
admirar o seu Bugatti Veyron, quis que fosse buscar o segundo, para que
os visitantes do museu soubessem que tinha dois. Trata-se, diz um
diplomata americano à FP, "de um idiota imprudente e instável". Mas um
com o qual os EUA - e Portugal - terão de lidar, num futuro próximo.
Direitos Humanos: Uma das piores ditaduras de áfrica
Prisões arbitrárias, execuções extrajudiciais, tortura, ausência de
liberdade de expressão e de associação. Ausência de tribunais
independentes e de Estado de direito, corrupção oficial generalizada.
Eleições fraudulentas, restrições à existência de partidos políticos.
Violência e discriminação contra crianças, mulheres, gays e pessoas com
HIV. Estas são, para o Departamento de Estado dos EUA, algumas das
características da Guiné Equatorial.
Área: 28051 km2 Língua: Espanhol População: 650 000 habitantes PIB per capita: 24 035 dólares (Portugal: 20 188 dólares) 78 % vive com menos de um dólar por dia 15% das crianças morrem antes dos 5 anos 1/3 dos adultos morre antes dos 40
(Banco Mundial; OMS)
Ricardo Salgado, presidente do BES, disse que os portugueses "não querem trabalhar" e que preferem viver à sombra do “subsídio de desemprego”.
A propósito desta "moralista" declaração de
Ricardo Salgado, feita no passado Maio, antes dos escândalos do BES e do
GES, de que era dono e senhor (DDT - Dono De Tudo). lembrei-me de uma
passagem do Sermão de Santo António aos Peixes, de Padre António Vieira, que é de uma actualidade extraordinária. Ora vejam:
"Antes, porém, que vos vades, assim como ouvistes os vossos louvores,
ouvi também agora as vossas repreensões. Servir-vos-ão de confusão, já
que não seja de emenda. A primeira cousa que me desedifica, peixes, de
vós, é que vos comeis uns aos outros. Grande escândalo é este, mas a
circunstância o faz ainda maior. Não só vos comeis uns aos outros, senão
que os grandes comem os pequenos. Se fora pelo contrário, era menos
mal. Se os pequenos comeram os grandes, bastara um grande para muitos
pequenos; mas como os grandes comem os pequenos, não bastam cem
pequenos, nem mil, para um só grande. (...) Tão alheia cousa é, não
só da razão, mas da mesma natureza, que sendo todos criados no mesmo
elemento, todos cidadãos da mesma pátria e todos finalmente irmãos,
vivais de vos comer! Santo Agostinho, que pregava aos homens, para
encarecer a fealdade deste escândalo, mostrou-lho nos peixes; e eu, que
prego aos peixes, para que vejais quão feio e abominável é, quero que o
vejais nos homens. (...) O POLVO O polvo com aquele seu capelo
na cabeça, parece um monge; com aqueles seus raios estendidos, parece
uma estrela; com aquele não ter osso nem espinha, parece a mesma
brandura, a mesma mansidão. E debaixo desta aparência tão modesta, ou
desta hipocrisia tão santa, testemunham constantemente os dois grandes
Doutores da Igreja latina e grega, que o dito polvo é o maior traidor do
mar. Consiste esta traição do polvo primeiramente em se vestir ou
pintar das mesmas cores de todas aquelas cores a que está pegado. As
cores, que no camaleão são gala, no polvo são malícia; as figuras, que
em Proteu são fábula, no polvo são verdade e artifício. Se está nos
limos, faz-se verde; se está na areia, faz-se branco; se está no lodo,
faz-se pardo: e se está em alguma pedra, como mais ordinariamente
costuma estar, faz-se da cor da mesma pedra. E daqui que sucede? Sucede
que outro peixe, inocente da traição, vai passando desacautelado, e o
salteador, que está de emboscada dentro do seu próprio engano, lança-lhe
os braços de repente, e fá-lo prisioneiro. Fizera mais Judas? Não
fizera mais, porque não fez tanto. Judas abraçou a Cristo, mas outros o
prenderam; o polvo é o que abraça e mais o que prende. Judas com os
braços fez o sinal, e o polvo dos próprios braços faz as cordas. Judas é
verdade que foi traidor, mas com lanternas diante; traçou a traição às
escuras, mas executou-a muito às claras. O polvo, escurecendo-se a si,
tira a vista aos outros, e a primeira traição e roubo que faz, é a luz,
para que não distinga as cores. Vê, peixe aleivoso e vil, qual é a tua
maldade, pois Judas em tua comparação já é menos traidor!"
Enquanto no futebol, tão promovido e supervalorizado, poucos resultados se vêem, em outros desportos tão desprezados pelos media, Portugal ganha medalhas, batendo-se com os mais fortes. Seis medalhas (1 de ouro e 5 de bronze), nos Jogos europeus que tiveram lugar na Alemanha. Com muito poucos apoios.
.
O seleccionador de canoagem, Ryszard Hoppe, manifestou-se esta segunda-feira "convicto" de que Portugal pode apresentar-se nos Jogos Olímpicos do Rio 2016 com "um mínimo de 10 atletas e pensar em duas ou três medalhas".
Numa análise aos Europeus da Alemanha, em que Portugal obteve o melhor desempenho de sempre, com uma medalha de ouro e cinco de bronze, o técnico polaco recordou que "a equipa está cada vez mais forte e maior": "Trouxemos 10 embarcações, oito foram a finais A e seis conquistaram medalhas. Isto é uma grande coisa."
"Quando houver mais apoio do Comité Olímpico de Portugal e do Instituto Português do Desporto e Juventude podemos chegar ao Rio 2016 com o mínimo de 10 atletas, e pensar em duas ou três medalhas. Recordo que destas seis medalhas nos Europeus, quatro são em distâncias olímpicas", vincou.
Ryszard Hoppe falava dos bronzes de Teresa Portela em K1 200 e 500 metros, do K4 1000 Fernando Pimenta/João Ribeiro/Emanuel Silva/David Fernandes e da C1 200 Hélder Silva - o título Europeu do K2 500 campeão do mundo Emanuel Silva/João Ribeiro e o bronze do K1 5000 Fernando Pimenta foram os pódios de distâncias não olímpicas.
"O balanço é muito positivo. Esperava bons resultados, mas ninguém pensou em seis medalhas. Três ou quatro era possível, seis é uma grande surpresa. Estou contente porque neste Europeu abrimos uma nova página com a primeira medalha das canoas em Europeus absolutos, com o Hélder Silva ou a Teresa Portela com a sua primeira medalha nos 500 metros e a terceira nos 200. Os K4 e K2 confirmaram o seu nível. Estes rapazes têm nível para chegar aos Jogos e ganhar medalhas", garantiu.
Hoppe revelou que lhe chamaram "louco" quando passou para outros treinadores as responsabilidades técnicas dos kayaks masculinos - que nos últimos dois anos conquistaram a prata olímpica, foram campeões do mundo e vice-campeões europeus -, mas assumiu que o fez a bem de uma "pacificação" e do forçoso reforço dos meios técnicos da federação.
"Não somos diferentes, tirando uns serem mais pequenos e outros mais altos. O importante é o trabalho e um sistema que funcione. A canoagem demonstrou que tudo é possível, mesmo em Portugal. Acho que até em outras modalidades, Portugal pode estar entre os melhores países da Europa e do mundo", defendeu.
O seleccionador afirmou ainda que se vai "reformar em Portugal", só não sabendo se o faz após os próximos Jogos Olímpicos, quando tiver 65 anos e 46 anos de treinador.
"A vida de um treinador é a motivação. Portugal é a minha segunda terra. Nos últimos 10 anos, foi mais importante para mim do que a Polónia, onde tenho a família", concluiu.
O seleccionador seguiu directamente da Alemanha para a Hungria, levando consigo Joana Vasconcelos, Francisca Laia e Maria Cabrita para os Mundiais de sub-23 e juniores, que decorrem no próximo fim-de-semana, em Szeged. Prova que antecede os Mundiais absolutos, em Moscovo, na Rússia, entre 7 e 10 de Agosto.
Humor negro, mas muitíssimo apropriado. Tenham um bom fim-de-semana e pensemos que, a nossa crise não tem comparação com a destas gentes. E que somos bem mais civilizados e tolerantes.
Da forma hollywoodesca de contar o mundo faz parte a estratégia de confinar o mal a uns patifes cheios de avidez ou de perversidade, responsáveis isolados por situações de afundamento moral ou de violação dos direitos das pessoas. Nesses filmes, a ordem e os seus mecanismos apresentam invariavelmente uma capacidade de autorregeneração quase ilimitada que se encarrega de depurar os maus e de devolver a normalidade a um quotidiano por eles ameaçado.
A sucessão de falcatruas e de desmandos no sistema bancário português nos últimos anos faz perguntar se são uns poucos desviantes que espezinham o que de outra forma seria uma ordem que funcionaria bem ou se é o próprio sistema que tem uma lógica baseada na voragem ilimitada e é desordenado por natureza. Por outras palavras, os casos do BPN, do BPP e agora do BES mostram exatamente o quê sobre o capitalismo na era do primado da finança: que ele descamba quando a regulação não funciona ou que não há mesmo regulação que o impeça de descambar?
Dos sobreiros da Vargem Fresca no caso Portucale até aos submarinos, das parcerias público-privadas mais leoninas e ruinosas para o erário público na saúde até aos swaps, da implantação de sedes de empresas do grupo em paraísos fiscais como o Luxemburgo até à assunção de fuga ao fisco durante anos consecutivos pelo seu dirigente máximo (a que uma amnistia fiscal desenhada à medida pelo legislador pôs termo) - a tudo isso o BES aparece indesmentivelmente associado. Tal foi o rosário de trapalhadas e de histórias mal contadas que brada aos céus a quietude de comentadores e editorialistas sempre tão lestos na atribuição à "classe política" ou aos dirigentes sindicais da responsabilidade pela ruína do País.
Dir-se-ia que a liberdade de mercado é mesmo assim, que o seu risco não para às portas de ninguém. Mas o certo é que não é nada disso que causa o afundamento do Grupo Espírito Santo. Porque não é risco de mercado o não reporte de 1,3 mil milhões de euros de passivos nas contas de uma holding. Nem é risco de mercado que uma filial pratique uma política de crédito cujo resultado são 5,7 mil milhões de euros emprestados sem saber para que fins nem a quem. Não, não é risco de mercado, é mesmo jogo de casino com dinheiro alheio.
Repito para que não haja dúvidas: com dinheiro alheio. O Banco Espírito Santo é um dos grandes responsáveis pelo gigantismo da dívida externa do País que motivou a intervenção da troika - uma dívida na sua esmagadora maioria privada e cujo resgate pelo Estado passou para todos nós, contribuintes, o ónus do respetivo pagamento em perda de salários, em perda de pensões ou em perda de qualidade dos serviços públicos de saúde de que se alimenta o crescimento do negócio de saúde do Grupo Espírito Santo. As tantas benesses do amigo Estado - a reprivatização, as PPP, as amnistias fiscais, a inação diante de desmandos sucessivos alimentada pelo vaivém entre direção de empresas do grupo e cargos parlamentares ou governamentais - são um retrato da democracia que temos.
Tresanda a BPN, Parte II. E a pergunta tem pois de ser: o que é que aprendemos com o BPN?
Deveríamos ter aprendido duas coisas. Primeira, que um setor bancário liberalizado gera e desenvolve práticas de poder, de promiscuidade e de contorno da lei que lhe dão uma força crescente. Segunda, que uma regulação a sério de um setor tão crucial implica presença do Estado por via acionista, única forma de conter verdadeiramente a deriva de destruição de uma finança sem rei nem roque.
Quando um destes dias nos vierem com a inevitabilidade de injetar capitais públicos no BES para controlar o risco sistémico, valia a pena lembrar tudo isto.
Togo adota alta tecnologia para proteger os elefantes africanos
O governo do Togo adotou a prática de submeter a
exames de DNA as presas de elefantes apreendidas. O objetivo é coordenar
a luta contra o tráfico de marfim e desmantelar as redes de caça ilegal
tanto no país, que é um dos centros de comércio de marfim na África,
como em outras regiões do continente.
As autoridades togolesas fizeram várias apreensões desde que países
asiáticos as alertaram para a detecção de significativas quantidades de
marfim procedentes de Lomé. Entre agosto de 2013 e janeiro de 2014 foram
apreendidas 4,5 toneladas e 18 pessoas foram detidas, segundo o
ministro de Segurança e Proteção Civil, Yark Damehame.
Togo intensifica esforços para combater o tráfico de marfim
Foto: Emile Kouton/AFP
“Uma equipe de especialistas locais, apoiada pela Interpol, fez
exames de DNA em 200 presas apreendidas em 2013 e 2014″, explicou o
comissário de polícia e chefe do escritório da Interpol em Lomé, Charles
Minpame Bolenga. “Os exames são feitos em um laboratório de Washington
[Estados Unidos]“.
Segundo Bolenga, os resultados permitirão à polícia togolesa conhecer
a origem das presas e a idade dos elefantes. Os primeiros exames
revelaram que a carga apreendida em 2013 “procedia de elefantes do oeste
e do centro da África e que a maioria era muito jovem”.
De acordo com o comissário de polícia, o governo ainda aguarda os
resultados dos exames feitos no material apreendido em janeiro.
“Compartilharemos a informação com todos os países envolvidos para que
possam proteger seus elefantes. Agora essa é a única forma de levar esta
luta de forma eficaz”, ressaltou Bolenga.
A convenção sobre o comércio internacional de espécies em risco de
extinção proibiu o comércio de marfim em 1989. Mas o tráfico continua
devido à forte demanda existente no Oriente Médio e na Ásia, onde as
presas de elefante são usadas para a fabricação de objetos decorativos e
como ingrediente da medicina tradicional.
Segundo ambientalistas, em 1900 havia 10 milhões de elefantes, em
1990 caiu para 1,2 milhão e hoje restam apenas 500 mil. A cada ano
morrem entre 22 mil e 25 mil animais, uma média de 60 por dia. De acordo
com a organização que zela por eles, 20% dos elefantes africanos podem
desaparecer na próxima década se a caça ilegal se mantiver no ritmo
atual.
Lome (AFP) - Togo is intensifying its efforts to crack
down on ivory trafficking after a number of large seizures, warning
smugglers that the country will no longer be a staging post for the
illegal trade.
In the past week alone, nearly four tonnes of ivory have been discovered at the tiny west African nation's main port in the capital, Lome, following other large seizures last year.
The discoveries came after African and Asian nations pledged last month to introduceurgent measures to tackle the illegal ivory trade, from slaughter of elephants to trafficking of tusks.
The meeting in Botswana in December agreed to implement a "zero
tolerance" approach to wildlife crime and international cooperation to
shut down criminal gangs involved in the practice.
On January 23, nearly 1.7 tonnes of ivory was found in a shipping
container bound for Vietnam from Lome, while on Thursday, a further 2.1
tonnes were discovered during a search of the same shipment.
Three people have been arrested, two of them Togolese nationals and the third a Vietnamese man.
Togo's environment and forest resources minister, Andre Johnson, told
AFP: "Investigations are ongoing to ensure that the network is
completely dismantled.
"Togo has today become one of the transit countries for these shameless traffickers."
Elephants, the world's largest land mammal, are one of Africa's biggest tourist attractions and are found across the continent.
But numbers have fallen from 10 million in 1900 and 1.2 million in 1980
to about 500,000 currently, according to conservation groups.
Trade in ivory was banned in 1989 under the Convention on International Trade in Endangered Species of Wild Fauna and Flora (CITES).
CITES and other animal protection groups have warned that as many as 20
percent of the continent's elephants could disappear within a decade if
current poaching rates are not tackled.
An estimated 22,000 elephants were killed illegally in Africa in 2012, the groups said.
'Heavily armed criminal networks'
Demand for tusks, particularly in Asia for decorative purposes and use in traditional medicines, has fuelled a lucrative illicit trade thought to be worth up to $10 billion a year.
The proceeds are said to often fund militia and rebel groups.
The head of Togolese environmental and animal protection group Horizon
Vert, Paul Dogboe, said they were "very worried" about ivory smuggling in Africa and particularly in Togo.
Johnson blamed "well-equipped and often heavily armed criminal networks"
for the trade, adding: "Our country will not tolerate trafficking in
objects of endangered species.
"This is why we, in close collaboration with some friendly nations including the United States, France and China, are having a serious crackdown.
"We shall also try to harmonise our strategies with those of other countries in the region."
A senior police officer in charge of tackling drug trafficking and money laundering in Togo, Kodjo Katanga Yeleneke, has said that "tonnes" of ivory have previously left Lome for Indonesia.
As a result Togo's port authorities have increased checks on shipping
containers, using specialist security agents, forest rangers and police.
"The check on containers is very rigorous for some time now. All the
containers must be scanned before sending them to the terminal for
export," said one port customs officer.
Agents from the country's anti-drug trafficking and money laundering agency also carry out unscheduled checks in Lome, including shops, he added.
Last August, 700.5 kilogrammes of ivory -- most of it from Chad -- were
seized from a locally owned shop in Lome, while another suspected
trafficker, a Guinean, was found with 25 kilogrammes of ivory.
Em 13 minutos, o comediante inglês John Oliver, com um humor corrosivo, destrói totalmente a FIFA, mostrando os procedimentos muito pouco transparentes e a corrupção subjacente a esta organização que contribue para a ruína dos países pobres que recebem o Mundial de Futebol, como Portugal em 2004 e o Brasil agora.
Imperdível, para se conhecer este"polvo" que não obedece a leis nem a deveres. Legendado em Português.
John Oliver explain sarcastically, to the Americans, by knowing information about FIFA, how this grey organization produces the World Cup, that helps to ruin a country, like Portugal or Brasil.
You MUST see this vídeo! No subtitles in Portuguese (sem legendas em Português).
Os ministros da CPLP estiveram reunidos em Lisboa, na nova sede da
organização, e em cima da mesa esteve de novo a questão do Acordo
Ortográfico que Angola e Moçambique ainda não ratificaram. Peritos dos
Estados membros vão continuar a discussão do tema na próxima reunião de
Luanda. A Língua Portuguesa é património de todos os povos que a falam e
neste ponto estamos todos de acordo. É pertença de angolanos,
portugueses, macaenses, goeses ou brasileiros. E nenhum país tem mais
direitos ou prerrogativas só porque possui mais falantes ou uma
indústria editorial mais pujante.
Uma velha tipografia manual em Goa pode ser tão preciosa para a Língua
Portuguesa como a mais importante empresa editorial do Brasil, de
Portugal ou de Angola. O importante é que todos respeitem as diferenças e
que ninguém ouse impor regras só porque o difícil comércio das palavras
assim o exige. Há coisas na vida que não podem ser submetidas aos
negócios, por mais respeitáveis que sejam, ou às “leis do mercado”. Os
afectos não são transaccionáveis. E a língua que veicula esses afectos,
muito menos. Provavelmente foi por ter esta consciência que Fernando
Pessoa confessou que a sua pátria era a Língua Portuguesa.
Pedro Paixão Franco, José de Fontes Pereira, Silvério Ferreira e
outros intelectuais angolenses da última metade do Século XIX também
juraram amor eterno à Língua Portuguesa e trataram-na em conformidade
com esse sentimento nos seus textos. Os intelectuais que se seguiram,
sobretudo os que lançaram o grito “Vamos Descobrir Angola”, deram-lhe
uma roupagem belíssima, um ritmo singular, uma dimensão única. Eles
promoveram a cultura angolana como ninguém. E o veículo utilizado foi o
português. Queremos continuar esse percurso e desejamos que os outros
falantes da Língua Portuguesa respeitem as nossas especificidades.
Escrevemos à nossa maneira, falamos com o nosso sotaque, desintegramos
as regras à medida das nossas vivências, introduzimos no discurso as
palavras que bebemos no leite das nossas Línguas Nacionais. Sabemos que
somos falantes de uma língua que tem o Latim como matriz. Mas mesmo na
origem existiu a via erudita e a via popular. Do “português tabeliónico”
aos nossos dias, milhões de seres humanos moldaram a língua em África,
na Ásia, nas Américas. Intelectuais de todas as épocas cuidaram dela com
o mesmo desvelo que se tratam as preciosidades.
Queremos a Língua Portuguesa que brota da gramática e da sua matriz
latina. Os jornalistas da Imprensa conhecem melhor do que ninguém esta
realidade: quem fala, não pensa na gramática nem quer saber de regras ou
de matrizes. Quem fala quer ser compreendido. Por isso, quando fazemos
uma entrevista, por razões éticas mas também técnicas, somos obrigados a
fazer a conversão, o câmbio, da linguagem coloquial para a linguagem
jornalística escrita. É certo que muitos se esquecem deste aspecto, mas
fazem mal. Numa entrevista até é preciso levar aos destinatários
particularidades da linguagem gestual do entrevistado.
Ninguém mais do que os jornalistas gostava que a Língua Portuguesa
não tivesse acentos ou consoantes mudas. O nosso trabalho ficava muito
facilitado se pudéssemos construir a mensagem informativa com base no
português falado ou pronunciado. Mas se alguma vez isso acontecer,
estamos a destruir essa preciosidade que herdámos inteira e sem mácula.
Nestas coisas não pode haver facilidades e muito menos negócios. E
também não podemos demagogicamente descer ao nível dos que não dominam
correctamente o português.
Neste aspecto, como em tudo na vida, os que sabem mais têm o dever
sagrado de passar a sua sabedoria para os que sabem menos. Nunca descer
ao seu nível. Porque é batota! Na verdade nunca estarão a esse nível e
vão sempre aproveitar-se social e economicamente por saberem mais. O
Prémio Nobel da Literatura, Dário Fo, tem um texto fabuloso sobre este
tema e que representou com a sua trupe em fábricas, escolas, ruas e
praças. O que ele defende é muito simples: o patrão é patrão porque sabe
mais palavras do que o operário!
Os falantes da Língua Portuguesa que sabem menos, têm de ser ajudados
a saber mais. E quando souberem o suficiente vão escrever correctamente
em português. Falar é outra coisa. O português falado em Angola tem
características específicas e varia de província para província. Tem uma
beleza única e uma riqueza inestimável para os angolanos mas também
para todos os falantes. Tal como o português que é falado no Alentejo,
em Salvador da Baía ou em Inhambane tem características únicas. Todos
devemos preservar essas diferenças e dá-las a conhecer no espaço da
CPLP. A escrita é “contaminada” pela linguagem coloquial, mas as regras
gramaticais, não. Se o étimo latino impõe uma grafia, não é aceitável
que através de um qualquer acordo ela seja simplesmente ignorada. Nada o
justifica. Se queremos que o português seja uma língua de trabalho na
ONU, devemos, antes do mais, respeitar a sua matriz e não pô-la a
reboque do difícil comércio das palavras.
Os actos do ISIS obrigam a pensar que não basta derrotá-los no terreno, é preciso algo mais.
Com Bush ironicamente de volta ao Iraque em forma de
porta-aviões (o USS George H.W. Bush foi enviado pela Casa Branca para o
mar Arábico, de forma a ajudar as forças iraquianas em combate) e com
Tony Blair a justificar o seu passado (“Nós não causámos a crise no
Iraque”), os jihadistas do Estado Islâmico do Iraque e do Levante (ISIS)
divulgaram ontem no Twitter uma série de fotografias onde são vistos a
conduzir para valas e a fuzilar dezenas de homens desarmados.
A confiar
na sua versão, terão sido executados 1700 soldados iraquianos que
descrevem como desertores, mas a BBC diz que eram soldados que, perdido o
combate, se renderam aos fanáticos do ISIS. Seja isto verdade ou
encenação (a versão “verdade” interessa às duas partes, ao ISIS para
alardear a sua força, ao exército iraquiano para mostrar a impiedade dos
adversários), não há a mínima dúvida de que o ISIS baseia a sua
actividade, presente ou futura, no terror e na brutalidade mais abjecta.
Fuzilar ou decapitar têm sido actos frequentes no seu avanço e agora
que o mundo reparou neles com mais atenção vão tornar-se mais
exibicionistas e mais perigosos. A aura de invencibilidade com que
ocuparam cidades iraquianas como Tikrit ou Mossul, assim como a forma
com que se insinuam no território (em parte com apoio da população
sunita que a irresponsabilidade de Maliki marginalizou), obriga a pensar
que não basta derrotá-los episodicamente no terreno, é preciso algo
mais.
É por isso que o discurso de Blair traz consigo, no entanto,
algo de incómodo. Porque ao dizer que “a crise reside dentro da região,
e não fora”, só confirma quão aventureira e inqualificável foi a
invasão de 2003 que tão alegremente levou ao derrube de Saddam. Não
porque com ele no poder o Iraque estivesse melhor (tinha o “sossego”
criminoso das ditaduras), mas porque no fragor da “vitória” foi
esquecido o dia seguinte. O resultado está à vista. E agora ninguém sabe
como travar o terror do Levante.
Mais de 350 mil pessoas decidiram emigrar desde a chegada da troika. Só
no ano passado sairam do país 128 mil. Metade dos novos pensionistas do
Estado pediu reforma antecipada, apesar da subida da taxa de
penalização. Portugal deve apostar em África diz o presidente executivo
da Mota-Engil. Construtora prepara cotação da 'sub-holding' africana na
Bolsa de Londres. Estado encaixa 157 milhões de euros com saída da REN.
Mais de 30% do capital da empresa está agora disperso em bolsa.
Quando a Selecção Nacional perde um primeiro jogo no Mundial por indisciplina, arruacice e falta de empenho, torna-se muito difícil arranjar desculpas para uma derrota de 4-0. Segue a análise do triste desempenho dos nossos jogadores.
É difícil extrair alguma coisa positiva do que aconteceu em
Salvador. Não faz sentido procurar bodes expiatórios. Houve erros e antes de os
corrigir é preciso assumi-los.
por Sílvio Vieira
Paulo
Bento preparou os portugueses para momentos de sacrifício frente à
Alemanha. O que ninguém esperava era por 90 minutos de desespero total.
Foi a Lei de Murphy no seu expoente máximo: correu
mesmo mal. O momento em que Pepe perde a cabeça, mais do que o golo
sofrido logo no início, foi o instante decisivo para o desastre.
Faltou equilíbrio emocional aos homens de Paulo
Bento. Já antes da grande penalidade, que resultou no primeiro golo dos
alemães, Rui Patrício tinha cometido um erro primário ao oferecer um
golo que Khedira desperdiçou.
Ofegantes, não só pelo calor mas também por esse
colete-de-forças mental, os jogadores portugueses pareciam esperar por
Ronaldo. O melhor do mundo ainda tentou carregar a equipa, mas não havia
equipa para carregar.
Sinopse do filme de terror
Muller é o
herói desta película. O avançado alemão marcou três golos e esteve no
momento em que tudo muda, quando Pepe, vilão da história, não foi capaz
de se controlar.
Com o jogo ainda sem tendência clara, a Alemanha,
mais organizada, chegou ao primeiro golo, através de uma grande
penalidade cometida por João Pereira. Muller fez o primeiro.
Meireles e Moutinho faziam parte do elenco, mas
foram substituídos por duplos. Os dois médios não destruíram, não
construíram e era por eles que poderia passar grande parte da reacção.
A imperturbável Alemanha foi assistindo à queda da
selecção nacional e aproveitou as ofertas. Hummels ganhou o duelo a
Pepe, num canto, e marcou o segundo.
O central português deixou-se levar pelo erro,
ficou perturbado, e ainda antes do final da primeira parte deitou tudo a
perder. Muller, aí está o protagonista, queixou-se de um toque e Pepe
reagiu. O árbitro pode ter exagerado, mas um jogador do Real Madrid, da
selecção portuguesa, um campeão europeu, não deve expor-se assim.
O
gesto de Pepe pode ser um esboço de agressão, mas tem tanto de inútil
como de provocatório e prejudicou, sem conserto, a equipa. A partir
desse fatídico minuto 37 não havia muito mais a fazer. Ou Ronaldo vestia
a capa de Super Homem, ou aconteceria o que acabou por acontecer.
O
filme acaba no final dos primeiros 45 minutos. A segunda parte é,
apenas, um extra para Muller. O avançado do Bayern marcou mais um e a
Alemanha geriu Portugal à distância.
Os azares e o árbitro
O peso dos números
não foi o único problema. Além de Pepe, Portugal perde, ainda, Coentrão e
Hugo Almeida, que motivaram alterações forçadas, devido a lesões.
Depois
há Milorad Mazic. Não é um grande árbitro, cometeu erros, mas o sérvio
não pode servir como bode expiatório para um fiasco como este.
Assumir
os erros próprios pode ser um caminho interessante a seguir. Faltou
chama a uma selecção sem alma, sem agressividade, vergada a uma poderosa
Alemanha. Convém sublinhar que Portugal teria, mesmo, que viver
momentos de sacrifício perante um sério candidato ao título.
A
esperança reside na lição que Paulo Bento e os jogadores podem tirar de
um pesadelo de 90 minutos. Portugal não passou a ser a pior selecção do
mundo e ainda vai a tempo de despertar.
Governo garante ter recuperado a iniciativa e travado o avanço dos combatentes do ISIS. Atentado no centro de Bagdad levanta dúvidas sobre a segurança na capital.
Intensificam-se os esforços para travar o avanço das forças rebeldes do Estado Islâmico do Iraque e do Levante (ISIS), que se instalaram no Norte do Iraque e numa rápida progressão têm vindo a conquistar terreno em direcção a Bagdad. O Exército do Iraque, apoiado por unidades de combate curdas e milícias populares xiitas, montou um cordão de segurança em torno da capital. Os Estados Unidos estacionaram o seu porta-aviões George HW Bush no Golfo Pérsico, e num gesto inédito, o Irão manifestou a sua disponibilidade para cooperar com Washington para garantir a segurança e estabilidade do Iraque.
As movimentações das tropas nacionais parecem, para já, ter surtido algum efeito no que diz respeito à protecção de Bagdad. Os extremistas do ISIS e os grupos sunitas armados que entretanto se juntaram à insurreição foram obrigados a abrandar o ritmo perante a oposição militar em redor da capital. As Forças Armadas iraquianas garantiam ontem que tinham recuperado a iniciativa contra os militantes, recuperando duas cidades a Norte da capital e “eliminando” 279 terroristas em 24 horas, informou o porta-voz do primeiro-ministro Nouri al-Maliki, numa conferência de imprensa transmitida em directo pela televisão.
No entanto, um atentado no centro de Bagdad no domingo de manhã mostrava que a muralha em torno do centro político maioritariamente xiita é tudo menos inexpugnável: um bombista suicida fez-se explodir, matando nove pessoas e deixando mais de 20 feridos – e a capital em ponto de ebulição.
A 50 quilómetros de distância, na localidade de Khlais, um centro de recrutamento do Exército nacional foi atingido por quatro morteiros, que fizeram seis mortos: três soldados e três voluntários que se apresentavam para o combate contra os sunitas, respondendo ao apelo do clérigo xiita , o xeque Abdulmehdi al-Karbalai. Segundo a Reuters, o sermão da última sexta-feira motivou “milhares de xiitas” a procurar os centros do Exército para “pegar em armas e combater os terroristas, defender o seu país, o seu povo e os seus lugares sagrados”, conforme pediu o líder religioso.
Mais a Norte, entre Mossul e a fronteira síria, a violência tomou conta da cidade de Tal Afar, onde convivem xiitas e sunitas mas onde a maioria é de origem turca. Os confrontos agudizaram-se quando os residentes dos bairros sunitas recorreram ao ISIS, acusando a polícia e as forças armadas xiitas de estarem a varrer as suas áreas com fogo de artilharia. Os extremistas reagiram entrando em força na cidade e deixando as tropas nacionais, em minoria, sem reacção.
Fonte governamental disse que o Exército se viu forçado a responder de helicóptero – um avião militar iraquiano foi afastado por mísseis antiaéreos do ISIS. “A situação aqui é desastrosa. Os tiroteios são intensos e a maioria da população está feita refém dentro das suas casas, não pode abandonar a cidade. Se os combates se prolongarem vamos ter um massacre de civis”, estimou à Reuters um dirigente local.
"Este é o destino dos xiitas"
Através do Twitter, os jihadistas do ISIS divulgaram uma série de fotografias que mostram esquadrões de execução em actividade, informando que tinham executado 1700 soldados do exército iraquiano. Nas imagens, cuja autenticidade foi confirmada pelo porta-voz do Exército iraquiano, general Qassim al-Moussawi, vêem-se dezenas de homens a serem conduzidos para valas comuns onde depois terão sido fuzilados. As legendas das imagens informam que os mortos eram desertores do Exército do Iraque, que foram capturados pelos insurrectos - segundo o general al-Moussawi, as fotografias foram tiradas na província de Salahuddin, onde ocorreram violentos combates. Os mortos, diz a BBC, serão soldados que se renderam aos islamistas e não desertores.
“Este é o destino dos xiitas que [o primeiro-ministro] Nouri al-Maliki mandou combater os sunitas”, lê-se numa das legendas. Outra mensagem esclarece que a execução dos soldados iraquianos foi uma acção de retaliação e vingança pela morte do comandante extremista Abdul-Rahman al-Beilawy, que esteve envolvido na captura de Tikrit e Mossul, a segunda maior cidade do país. As duas mantêm-se sob o controlo dos extremistas.
A verificar-se, de forma independente, a sua autenticidade, este não será o único crime de guerra cometido nos últimos dias no Iraque, advertiu a alta comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Navi Pillay, referindo-se a relatos já confirmados de outras atrocidades.
A agência da ONU para os Refugiados, e a Organização Internacional para as Migrações, voltaram a alertar para a periclitante situação humanitária em que se encontram os mais de 500 mil iraquianos que abandonaram a cidade de Mossul e outras localidades tomadas pelo ISIS e se estão a encaminhar para a região do Curdistão. Um responsável municipal de Erbil, Rizgar Mustafa, dizia ontem à radio Voice of America que mais de 110 mil pessoas tinham procurado refúgio na cidade, e “esse número deverá aumentar nos próximos dias”.
"Portugal é longe?” Perguntou-me um jovem gasolineiro, com acento
nordestino, num posto de abastecimento da Rodovia dos Bandeirantes, a
meio caminho entre São Paulo e Campinas. Disse que sim e perguntei-lhe
de onde era: “Sou do Pernambuco [Estado do Nordeste]. Aqui todo o mundo é
de lá.” E com “todo o mundo” estamos a falar de aproximadamente 20
colegas de trabalho que corriam incessantemente de carro para carro. O
trânsito era intenso na tarde deste sábado. “Todos? – estranhei – O
patrão só gosta de gente de lá?”. Riu-se: “Que nada. É que os
paulistanos não gostam muito disto. Têm de trabalhar todo o final de
semana e só com um dia de folga.”
Confirmei a existência desta pequena colónia
pernambucana ao pagar a conta na caixa da bomba, onde fui atendido por
Marcos, natural de Caruaru, uma cidade do interior desse estado
nordestino. “É português? É bonita a forma como falam, gostava de falar
desse jeito. Um dia queria conhecer o Portugal. Como faz para ir lá?”
Aconselhei avião ou barco. Franziu a testa como se reflectisse pela
primeira vez sobre a existência de um oceano a separar os dois países.
A
conversa fez-me recordar uma outra, bem mais desconcertante, há alguns
anos, perto de Jaboatão dos Guararapes, em Pernambuco. Aqui verifiquei,
pela primeira vez, a distância mental que muitos brasileiros têm acerca
de Portugal, pelo menos quando o assunto é geografia.
No
estacionamento de uma pequena gasolineira, um motorista de pesados
estranhou o meu sotaque e perguntou-me de onde vinha. “Português? Do
Portugal? Pensei que fosse argentino…” Atropelou-me com novas questões.
“Portugal é perto da Europa? É bonito? Gostava de conhecer. Como faço
para ir lá?" O avião pareceu-me a sugestão mais lógica, mas o meu
interlocutor torceu imediatamente o nariz. “Nunca andei nesse bicho e
não vou voar. Queria ir no meu caminhão!”
“De caminhão?!” Contive
uma gargalhada. “Bem… não é possível. Há o mar a separar-nos… se não
for de avião, só de barco…” A segunda hipótese também desagradou. “Não
ando de barco nem morto. Queria ir por estrada.” Levei algum tempo a
demonstrar a impossibilidade física da demanda e tenho dúvidas que tenha
conseguido, mas guardei o episódio na memória.
Tempos depois, já
em Lisboa, encontrei um amigo angolano que havia residido alguns anos em
Olinda, no litoral pernambucano. Veio à baila a história do camionista,
mas ele tinha uma experiência ainda mais perturbadora para a troca. Ao
chegar de avião a Recife (capital pernambucana), após uma curta estadia
em Luanda, apanhou um táxi no aeroporto. O motorista perguntou-lhe de
onde vinha. “De Angola? É angolano? Sério? E como fala tão bem
português?” O meu amigo não estranhou tanto, estava habituado às dúvidas
que suscitavam o seu país de origem a muita gente por aquelas paragens.
“No
meu país fala-se português”, explicou paciente. Espanto do motorista.
“Sério? Sabia não. Pensei que só se falava no Brasil”. Ao ouvir isto, o
angolano não se conteve: “Então e em Portugal? Não falam português?”.
Resposta pronta do taxista: “Ah, mas não falam bem. É um português meio
estranho…”
Muitos são os animais que habitam nas grandes cidades e que passam
despercebidos no "stress" do quotidiano. Aqui podem conhecer a vida selvagem que habita Lisboa.
Uma curta metragem documental sobre a biodiversidade da cidade de Lisboa
e o trabalho que o LxCras tem vindo a desenvolver enquanto centro de
recuperação de animais selvagens.
A short documentary about Lisbon's biodiversity and the work that LxCRAS has been developing as a wildlife recovery center.
Nature and Wildlife in Portugal.
Natureza e Vida Selvagem em Portugal.
Prémio mundial das ciências forenses distingue Duarte Nuno Vieira
O catedrático Duarte Nuno Vieira foi distinguido com o prémio mundial Douglas Lucas Medal 2014, estando agora entre os melhores "CSI" do mundo.
Em Portugal, este cientista foi de enorme relevância, enquanto presidente do Instituto Nacional de Medicina Legal (INMI), lutando pela criação da base de dados de ADN. Contudo, após 16 anos de trabalho, em Novembro de 2013, foi afastado do cargo pela ministra da Justiça, Paula Teixeira da Cruz, sem que lhe fosse prestada qualquer justificação. Segundo um artigo do DN, "as posições que defendia na organização dos serviços periciais, diferentes das do Executivo, contribuíram certamente para o desfecho (...) Soube que não tinha sido reconduzido quando estava em missão no Gana". Ou seja, a facada nas costas, dada por má consciência!
Tratando-se da “mais alta distinção” no
domínio das ciências forenses, o prémio vai ser entregue a Duarte Nuno
Vieira durante o “20th World Meeting of the International Association of
Forensic Sciences”, que decorrerá em Seul, na Coreia do Sul, em
outubro, segundo uma nota da Reitoria da UC.
Segue a notícia do Jornal As Beiras:
Criado em 1999 pela Academia Americana de
Ciências Forenses, o Prémio Douglas Lucas Medal é atribuído, de três em
três anos, “a um especialista forense que se tenha destacado
particularmente pela contribuição dada para o desenvolvimento das
ciências forenses a nível internacional”, adianta.
Na sua decisão, aprovada por unanimidade, o
júri realçou “o valioso trabalho desenvolvido pelo galardoado em
diversos domínios das ciências forenses – e muito particularmente no
âmbito da patologia e clínica forense – especialmente na defesa dos
direitos humanos, bem como na organização de serviços médico-legais e
forenses em vários países do mundo, e o forte impacto que o trabalho que
concretizou até hoje teve na comunidade forense internacional”.
Citado na nota, Duarte Nuno Vieira, professor
da Faculdade de Medicina de Coimbra, recebeu com “enorme surpresa e
profunda emoção” a notícia da sua distinção “por um júri constituído
pelos mais reputados e reconhecidos cientistas forenses internacionais”.
Entre os galardoados com o Prémio Douglas
Lucas Medal, contam-se o britânico Alec Jeffreys (que descobriu a
utilização do ADN para fins forenses), o norte-americano Clyde Snow
(criador da antropologia forense e da sua aplicação aos direitos
humanos) e o suíço Pierre Margot (considerado “a maior autoridade
mundial no domínio da criminologia”).
Parabéns a Duarte Nuno Vieira! Uma vaia estrondosa para a ministra da Injustiça!
Com esta bela canção temos o reverso da medalha, a parte escondida do negócio: Não foi o mesmo em Portugal, no Mundial 2004, com a construção de 10 estádios, a maioria dos quais está agora desactivada ou prestes a ser demolida por não ser usada e implicar custos astronómicos de manutenção?
Não deixem de ver esta delícia de vídeo de humor galego, mesmo que não gostem de futebol!
Texto do Vídeo:
"Primeiro vídeo da campanha 'O Mundial fala galego' da AGAL. Em 2014 a Copa do Mundo de futebol joga-se no maior país galegofalante, celebra-se no Brasil.
As galegas e galegos partilhamos língua, o galego-português, com a equipa anfitrioa e também com outra das grandes favoritas: Portugal.
Partilhamos língua com o Neymar e com o Cristiano, amjbos no mundial falam galego.
For my Chinese speaking friends, my short story about the Pirate-Of-The-Seven-Seas (Fernão Mendes Pinto), written for the collective book of stories, "Think Twice", of the Literary Festival of Macau, The Script Road 2013. Also in English and Portuguese.
O original, em Português, do conto "Eu, o Outro" (escrito para a colectânea de textos do Festival Literário de Macau - A Rota das Letras 2013), sobre Fernão Mendes Pinto, com o qual procurei concluir a história de O Corsário dos Sete Mares que no romance ficou em aberto. Para ler no blogue I, The Other/Eu, O Outro
For my English speaking friends, my short story about the Pirate-Of-The-Seven-Seas (Fernão Mendes Pinto), written for the collective book of stories, "Think Twice", of the Literary Festival of Macau, The Script Road 2013. You can read it in the blogue I, The Other.
Os exemplares que restam da 1ª edição (2002)
dos meus 2 livros Contos Eróticos do Velho Testamento e Novos Contos Eróticos os Velho
Testamento, (que tiveram outras edições com os títulos de Romance da
Bíblia e Tentação da Serpente) estão à venda por 2 (dois) €uros cada um, no
pavilhão A59 da Editora Livros Horizonte. Eu ontem comprei vários para
oferecer, pois já não tinha exemplares. Têm capas lindíssimas, muito
sensuais.
Na Praça Leya, junto ao pavilhão da Casa das Letras - ao cimo do Parque, à direita de quem sobe -, vou estar de novo à espera dos amigos para uns momentos de conversa sobre livros e tudo o mais que quiserem.
"O Corsário dos Sete Mares - Fernão Mendes Pinto" é Livro do Dia da Casa das Letras, com o preço de 11.30 €uros.
Como me têm perguntado por onde andam os meus livros na Feira (onde
vou estar hoje, Sábado 31, na Praça Leya, a partir das 16 h)., aqui fica
para quem quiser saber:
Porto Editora - Sextante: D. Sebastião e o
Vidente O Navegador da Passagem (navegações de Bartolomeu Dias e
reinados de D. João II e D. Manuel).
Leya/Casa das Letras: O Corsário dos Sete Mares - Fernão Mendes Pinto.
Eranos/Ésquilo - Pavilhão C20: O Espião de D. João II (viagens e
missões de Pêro da Covilhã) Tentação da Serpente (romance erótico com a
saga das mulheres do Velho Testamento - reedição de O Romance da
Bíblia e dos Contos e Novos Contos Eróticos do Velho Testamento).
Livros Horizonte - A59: A Colecção de romances históricos de aventuras e viagens de descobrir, Cruzeiro do Sul (7 Volumes ilustrados sobre as viagens dos navegadores e espiões portugueses dos Descobrimentos).
Ainda existem exemplares da 1ª edição dos Contos e Novos Contos Eróticos do Velho Testamento).
Na Praça Leya, junto ao pavilhão da Casa das Letras - ao cimo do Parque, à direita de quem sobe -, estarei à espera dos amigos para uns momentos de conversa e assinar livros a quem quiser. São os melhores momentos da minha vida de escritora!