18/01/2015

Rei da Arábia Saudita ordena revisão da sentença de blogger

As feridas nas costas e nas pernas de Raif Badawi não sararam a tempo da segunda ronda da flagelação, que foi adiada esta sexta-feira.

 
O rei Abdullah da Arábia Saudita enviou para o Supremo Tribunal o caso do blogger condenado em Novembro a 15 anos de prisão, mil chicotadas (divididas em doses de 50 durante 20 semanas) e a uma multa de mais de 200 mil euros por insulto ao islão e não obediência ao monarca, noticiou a BBC.

 Esta decisão parece indicar que as autoridades sauditas estão dispostas a rever a pena de Raif Badawi que esta sexta-feira viu adiada a segunda sessão de chicotadas por "razões médicas".

Foi flagelado pela primeira vez a 9 de Janeiro e a segunda série de 50 chicotadas tinha sido marcada para esta sexta-feira. Porém, "os médicos da prisão concluíram que a saúde de Raif não recomandava a flagelação [desta sexta-feira]", disse à AFP Ensaf Haidar, por telefone. Quando o marido foi condenado, ela partiu para o Quebeque com os três filhos do casal.

Ensaf Haidar explicou que o marido tem ferimentos que foram provocados pelas chicotadas de 9 de Janeiro, dadas em frente à mesquita de Jeddah, a cidade natal do blogger que defende o secularismo e a separação dos poderes na Arábia Saudita e escrevia sobre estas matérias no blogue que fundou, o Rede Liberal Saudita, entretando fechado pelas autoridades.

A Amnistia Internacional, que está a promover uma campanha mundial pela libertação do blogger, confirmou que as chicotadas previstas para esta sexta-feira foram adiadas, mas nota que adiamento não significa cancelamento. A punição, e caso o prisioneiro esteja em condições físicas, continua na sexta-feira da semana que vem. "Os médicos só concluíram que as cicatrizes não sararam devidamente e que ele não está, por enquanto, em condições para levar mais um castigo", esclareceu a AI em comunicado. Foi um médico da prisão, diz a AI, que sugeriu que o castigo prosseguisse dentro de uma semana.

A Arábia Saudita é o berço do wahabismo, um movimento religioso ultraconservador do islão sunita. Qualquer sugestão de separação de poderes político e religioso é considerada crime, assim como qualquer crítica à dinastia reinante.

Porém, como lembrou na quinta-feira o alto-comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, o jordano Zeid Al Hussein – que pediu ao rei Abdullah para conceder um perdão a Raif e o libertar –, a Arábia Saudita ratificou a convenção antitortura, como é classificado este tipo de punição.

Blogger saudita condenado a prisão e chicotadas

 
Blogger saudita condenado a prisão e chicotadas
 http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=797642&tm=7&layout=122&visual=61&source=correct

E o Primeiro Ministro da Arábia Saudita esteve na manifestação de Paris a favor da liberdade de expressão! Dava vontade de rir, esta hipocrisia (de parte a parte), se não fosse tão trágica. Um vídeo feito para despertar simpatias e suporte ao bloguer Raif Badawi.

A contestação internacional  à infame sentença está a dar algum resultado, pois, fez o rei intervir. 

Dez anos de prisão e mil chicotadas por criticar a promiscuidade entre a religião e a política? Levou as primeiras 50 chicotadas e já não pôde levar a 2ª dose de 50 na 6ª feira passada por estar demasiado ferido. Vão matá-lo lentamente... em nome de Allah e do seu Profeta!



Cartoonistas árabes reagem ao caso do Charlie Hebdo

Os cartoonistas árabes começaram a reagir ao ataque à redação do Charlie Hebdo, com trabalhos satíricos em que questionam o significado da liberdade de expressão no Ocidente e disparam contra a alegada hipocrisia dos seus próprios líderes O cartoon publicado no site da Al-Jazeera
O cartoon publicado no site da Al-Jazeera


 Têm sido vários os cartoons a abordar o tema noss países árabes. Um exemplo disso mesmo foi um site noticioso de língua árabe que publicou um desenho onde aparece um europeu com uma víbora a sair da boca debaixo do título: "Anti-Muçulmanos".

Na imagem adjacente, titulada "Antissemitismo", o mesmo homem aparece com a boca fechada por um cadeado com uma Estrela de David pendurada.

 Outro cartoonista, Hisham al-Shamaly, publicou um desenho onde um camponês egípcio grita "Vergonha", referindo-se à manifestação de Paris da passada semana, onde o primeiro-ministro israelita, Binyamin Netanyahu, desfilou na primeira fila com outros líderes mundiais.

Para além do primeiro-ministro israelita, também o Presidente Palestiniano, Mahmoud Abbas, foi caracterizado a colocar uma coroa nos túmulos das vítimas do Charlie Hebdo enquanto ignora as vítimas da guerra em Gaza.

Por sua vez, a Al-Jazeera publicou um cartoon, de Ahmed Rahma, onde se mostra um comandante árabe a dirigir-se para Paris com uma tabuleta a dizer "Eu Sou Charlie", enquanto por detrás dele se encontram diversos fotógrafos e jornalistas presos numa jaula. 

Boko Haram sequestrou 80 pessoas nos Camarões

O ataque a aldeias perto da fronteira com a Nigéria resultou em três mortos. Entre as pessoas raptadas estão cerca de 50 crianças.


O líder do grupo radical islâmico Boko Haram, Abubakar Shekau
O líder do grupo radical islâmico Boko Haram, Abubakar Shekau /  Reuters
Membros do grupo islamista Boko Haram sequestraram este domingo 80 pessoas nos Camarões, muitas delas crianças, e mataram outras três num ataque em aldeias no norte dos Camarões, segundo fontes governamentais e militares, citadas pela Reuters.
As informações iniciais apontam para que entre as pessoas raptadas estejam 30 adultos e 50 crianças, com idades entre os 10 e os 15 anos. 
O ataque deu-se durante a manhã na aldeia de Mabass e outras nos arredores, perto da fronteira com a Nigéria.
A porta-voz do governo dos Camarões, Issa Tchiroma, confirmou o ataque e o sequestro. Cerca de 80 casas foram destruídas.
Este rapto é tido como um dos maiores nos Camarões desde que os militantes do Boko Haram começaram a expandir a sua zona de operações. O grupo islamista tem vindo a fazer sequestros na Nigéria, entre os quais está o das 200 raparigas numa escola em Chibok, no passado mês de abril.


, Domingo, 18 de janeiro de 2015

O último Soba?

Alberto João Jardim 
  Último Acto: Jardim deixa governo da Madeira

Mundo muçulmano em protesto contra caricaturas do Charlie Hebdo

De novo a  indignação dos muçulmanos moderados e defensores da paz a  manifestar-se pela violência dos apedrejamentos, incêndios de igrejas e linchamentos de pessoas inocentes (pois nada tinham a ver com a caricatura de Maomé publicada na capa da última edição do Charlie Hebdo que vendeu 7 milhões de exemplares), pouco se distinguem dos islamistas fanáticos  dos atentados terroristas. A caricatura é inofensiva e de paz, com Maomé a verter uma lágrima pelos jornalistas assassinados e a frase "Tudo está perdoado". Mas "perdão", "piedade" e "tolerância"  são palavras, conceitos e valores que parecem ausentes ou esquecidas no Islão.

 Manifestação na Jordânia contra a publicação da caricatura de Maomé

Notícia:

 Pelo menos oito igrejas foram incendiadas no Níger e realizaram-se manifestações na sexta-feira na capital do país, Niamey, contra a publicação, pelo semanário francês Charlie Hebdo, de uma caricatura de Maomé 


Milhares de pessoas manifestaram-se em vários países muçulmanos esta sexta-feira, dia de oração, após o lançamento, na quarta-feira, de uma nova caricatura do profeta Maomé no semanário satírico francês Charlie Hebdo.

Os protestos mais graves ocorreram em Zinder, a segunda cidade do Níger, onde o Centro Cultural Francês foi incendiado por manifestantes, tendo os protestos causado quatro mortos e 45 feridos. Os manifestantes incendiaram também três igrejas, uma católica e duas protestantes, segundo as autoridades de Zinder, cidade do sul e localizada perto da fronteira com a Nigéria.

Na Mauritânia, largos milhares de pessoas marcharam da grande mesquita central de Nouakchott, tendo o chefe de Estado, Mohamed Ould Abdel Aziz, proferido breves palavras: "Eu sou muçulmano, somos todos muçulmanos. Nós lutámos contra o terrorismo no nosso próprio país e pagámos um preço elevado". Em Argel, entre 2.000 a 3.000 pessoas protestaram contra o último número do Charlie Hebdo, algumas gritando o nome dos irmãos Kouachi, os autores do ataque contra o jornal francês, de acordo com um jornalista da AFP.

Em Dacar, também na sequência das orações desta sexta-feira, pelo menos um milhar de pessoas protestaram contra os cartoons do Charlie Hebdo.

A bandeira francesa foi queimada frente à Embaixada de França, no centro de Dacar, por um grupo de manifestantes que gritavam slogans em louvor de Maomé e contra Charlie Hebdo, tendo a polícia usado gás lacrimogénio para dispersar a multidão, que gritava "Alá é grande". Vários manifestantes criticaram o presidente Macky Sall por ter participado na marcha em Paris, no domingo, contra o "terrorismo", acusando-o de ser "um hipócrita" e de ter a obrigação - como sublinhou Malick Ndiaye, professor na Universidade de Dakar - de "pedir desculpas" aos senegaleses.

Em Carachi, no Paquistão, quando cerca de 350 manifestantes entraram em confronto com a polícia fora do consulado francês, pelo menos três pessoas ficaram feridas: Asif Hassan, fotógrafo da AFP alvejado nas costas, um agente da polícia e um operador de câmara de uma televisão local. Enquanto isso, manifestantes em Peshawar e Multan queimaram bandeiras francesas nas ruas e manifestações decorriam em Islamabad e Lahore.

Na Jordânia, em Amã, cerca de 2.500 manifestantes partiram da mesquita de Al-Husseini sob um forte aparato de segurança, empunhando cartazes que diziam "insultar o profeta é o terrorismo global". Em Cartum, centenas de sudaneses marchando na praça adjacente à Grande Mesquita entoaram frases a pedir a expulsão do "embaixador francês" e apelando a uma "vitória ao profeta de Deus", lendo-se numa bandeira que "o governo francês deveria pedir desculpas e pôr fim aos insultos a figuras religiosas".
http://zpinfo.com.ua/sites/default/files/styles/large/public/field/image/novyiy_vyipusk_charlie_hebdo_vyiydet_s_karikaturoy_na_proroka_muhammeda.png?itok=dbYkxgtT

16/01/2015

O alvorecer do lince ibérico em Portugal

 Para nos dispor bem...

Terroristas preparavam ataque contra a polícia belga

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Terroristas preparavam ataque contra a polícia belga

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Jogos de milhões e a tolerância com a gestão danosa

 (...) Perante o descalabro das contas públicas e privadas, a resposta do Estado tende a ser cega quando seca orçamentos e totalitária quando se trata de cobrar impostos. A máquina fiscal desenvolveu nos últimos anos uma capacidade de captura absolutamente fantástica. Talvez não seja a palavra adequada, mas em qualquer caso revela bem como os nossos amigos credores nos têm obrigado a um confisco extraordinário. 

 (...) Quando se pensa que o saque já ultrapassou todas os recordes, outros são batidos para consolo da administração. O nosso desconsolo é quando olhamos para aqueles para quem a exiguidade de recursos é apenas retórica centralista. O demissionário Alberto João Jardim continuará a gozar com o erário público, independentemente de quaisquer passivos acumulados, de haver ou não dinheiro, da falência de empresas e projetos. 

Ele gosta de fazer «tudo e mais alguma coisa», de inaugurar a qualquer custo, e daí não saiu democraticamente há 38 anos. Um dos seus caprichos absolutamente delirante é o Jornal da Madeira, onde continua a injectar milhões. A Região Autónoma tem 99% do capital do jornal e aí esbanja dinheiro sem vantagem para os madeirenses. Há uma semana, poucos dias antes de anunciar a sua demissão, lá depositou mais 2,6 milhões de euros… Já ninguém se espanta. É o habitual. E nem a austeridade reinante o tem afastado deste rumo.

Agora que Alberto João Jardim está prestes a abandonar o palácio de governo, não podemos deixar de nos interrogar sobre como foi possível que o escrutínio dos seus actos de gestão danosa tenha ficado tão aquém do necessário. Como foi possível que as instâncias fiscalizadoras tenham sido tão brandas e inconsequentes? Como foi possível que a lei fosse tantas vezes figura de estilo? Como foi possível o silêncio cúmplice de governos e presidentes? O voto em eleições é a suprema legitimação democrática, mas não dispensa em circunstância alguma o respeito da lei. Quantas vezes a lei foi assumidamente desrespeitada? Quantas vezes não se quis saber?

Jardim não está, nem esteve, só. Não foi o único a beneficiar de uma tolerância doentia. Outros, à frente da República, a desrespeitaram sem consequências. (...)

15/01/2015

Prémio Literário Agustina Bessa-Luís não foi atribuído

JN - 15 de Janeiro 2015
O júri do Prémio Literário Revelação Agustina Bessa-Luís, referente a 2014, decidiu não atribuir o galardão por "falta de qualidade das obras apresentadas".
 
Agustina Bessa-Luís
Esta decisão foi tomada "por maioria, na segunda reunião deliberativa realizada no Casino Estoril", no concelho de Cascais, disse à Lusa fonte da Estoril Sol, citando a ata da reunião dos jurados.
"Após demorada análise e debate sobre as obras apresentadas, o júri entendeu que nenhuma delas reunia as condições bastantes para a atribuição do galardão", disse a mesma fonte.

Esta não é a primeira vez que o galardão não é atribuído, logo na sua primeira edição, em 2008, e por idênticas razões, o júri, então presidido pelo escritor Vasco Graça Moura, decidiu também não entregar o prémio, que conta com o apoio da Gradiva para a edição da obra vencedora.

Raquel Ochoa, em 2009, com o romance "A Casa-Comboio", foi a primeira autora distinguida com este galardão que premeia autores portugueses, sem obra publicada e menores de 35 anos.

O júri da edição deste ano, a sétima do Prémio Literário Revelação Agustina Bessa-Luís, foi presidido por Guilherme D`Oliveira Martins, em representação do Centro Nacional de Cultura, e integrou também José Manuel Mendes, pela Associação Portuguesa de Escritores, Manuel Frias Martins, pela Associação Portuguesa de Críticos Literários, Maria Carlos Loureiro, pela Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas, Maria Alzira Seixo e Liberto Cruz, convidados a título individual e, ainda, Nuno Lima de Carvalho e Dinis de Abreu, pela Estoril Sol.

A lista de vencedores das diferentes edições do prémio, além de Raquel Ochoa, é constituída por Paulo Mourão Bugalho, com o romance "A Cabeça de Séneca", Tiago Manuel Ribeiro Patrício, com a obra "Trás-os-Montes", Marlene Correia Ferraz, com o romance "A vida inútil de José Homem", e Paula Cristina Rodrigues, com "Horizonte e Mar", que venceu no ano passado.

Em comunicado, a Estoril Sol afirma que relançará o Prémio Literário Revelação Agustina Bessa-Luís, assim como o Prémio Literário Fernando Namora, além de vir a atribuir ainda, pela primeira vez, o Prémio Vasco Graça Moura. Este novo galardão, em homenagem ao autor, falecido no passado mês de abril, destina-se a "distinguir a cidadania cultural".

Imagens de satélite revelam a devastação provocada pelo Boko Haram na Nigéria

 http://visao.sapo.pt/users/126/12625/boko-haram-ada8.jpg
 Imagens de satélite revelam como um ataque de proporções catastróficas quase limpou a cidade de Doron Baga do mapa.

 A organização terrorista islâmica, Boko Haram, que tem espalhado o terror em África nas últimas semanas, pôs em prática o seu "maior e mais destrutivo" ataque de toda a sua campanha ao destruir milhares de casas em duas cidades nigerianas, segundo conta a Amnistia Internacional.

Estas novas imagens de satélite revelam as proporções da devastação nas duas cidades vizinhas de Baga e Doron Baga, depois de terem sido ocupadas pelos rebeldes islâmicos na última quarta-feira.

 A Amnistia calcula que 3,700 casas e outros edifícios foram destruídos nas duas cidades. Doron Baga foi quase apagada do mapa.

"Estas detalhadas imagens de satélite mostram a devastação de proporções catastróficas em duas cidades, uma delas foi quase apagada do mapa em apenas quatro dias," afirmou Daniel Eyre, responsável pela Nigéria na Amnistia."De todos os ataques de Boko Haram, analisados pela Amnistia Internacional, este é o maior e o mais destrutivo de todos. Representa um ataque deliberado a civis cujas casas, clínicas e escolas estão, agora, em ruínas."

 O ministro da defesa da Nigéria revelou que 150 pessoas morreram na ocupação destas cidades por parte de Boko Haram. No entanto, Daniel Eyre contraria esta afirmação referindo que "estas imagens, juntamente com as histórias daqueles que sobreviveram ao ataque, sugerem que o número final de mortos é muito maior." De referir, também, que o Presidente nigeriano ainda não prestou qualquer declaração sobre estes acontecimentos.

A Amnistia calcula que a organização Boko Haram matou, pelo menos, quatro mil civis em 2014, sendo que centenas de milhares de pessoas foram forçadas a fugir para o norte da Nigéria. Calcula-se também que os rebeldes controlem, neste momento, cerca de 32000 km de território em redor dos estados vizinhos de Borno e Yobe.

14/01/2015

Muhammad cartoons Documentary

Um documentário muito detalhado da história das caricaturas de Maomé e da sua manipulação pelos imãs das comunidades muçulmanas da Europa, para desencadear a revolta e a violência, a fim de conseguirem maior poder e fazer pressão sobre os governos e imporem as suas proibições. Chegaram ao ponto de acrescentar caricaturas falsas para acirrar os ódios. En inglês não legendado em português.

Uma breve história das caricaturas de Maomé



From NBCNews.com... http://www.nbcnews.com/watch/nbcnews-com/before-the-attack-a-timeline-of-the-danish-muhammad-cartoons-381358147541 Before the Attack: A Timeline of the Danish Muhammad Cartoons

        
COPENHAGEN - Danish newspaper Jyllands-Posten, which angered Muslims by publishing cartoons of the Prophet Muhammad 10 years ago, will not republish Charlie Hebdo's cartoons due to security concerns.

"It shows that violence works," the newspaper stated in its editorial on Friday.
Denmark's other major newspapers have all republished cartoons from the French satirical weekly as part of the coverage of the attack, which killed 12 people in Paris on Wednesday. Many other European newspapers also republished Charlie Hebdo cartoons to protest against the killings. When Jyllands-Posten published 12 cartoons by various artists in September 2005, most of which depict the Prophet Muhammad, it sparked a wave of protests across the Muslim world in which at least 50 people died. 

"We have lived with the fear of a terrorist attack for nine years, and yes, that is the explanation why we do not reprint the cartoons, whether it be our own or Charlie Hebdo's," Jyllands-Posten said. "We are also aware that we therefore bow to violence and intimidation." Jyllands-Posten decided to tighten its security level in the wake of the Paris attack. "The concern for our employees' safety is paramount," it said in Friday's editorial.
         

Violence works’ - No to Hebdo reprint


VIDEO
www.bbc.co.uk
Why the paper which ran Muhammad cartoons in 2005 is not standing with Charlie Hebdo
através da aplicação The BBC website

Flemming Rose, o editor cultural do jornal dinamarquês Jyllands-Posten que publicou em 2006 as 12 caricaturas de Maomé que desencadearam as manifestações, ataques, fatwas e ameaças de morte do mundo islãmico ao seu jornal e jornalistas, afirma não ter publicado a capa do Charlie Hebdo, com a caricatura de Maomé, por medo, pois o seu jornal, junto com o francês, é o mais vulnerável de todos ao terrorismo. 

 Flemming Rose diz, com amargura, que as armas são mais fortes do que a caneta, a escrita. E acusa a comunidade internacional por, em 2006, não se ter unido, como agora, para os defender, pelo contrário, até os recriminaram. 

Se tivesse havido esse movimento de defesa da liberdade e da nossa civilização, talvez as coisas estivessem diferentes. 

 English:


Danish newspaper Jyllands-Posten which controversially published 12 cartoons depicting the Prophet Muhammad in 2005 has decided to not reprint Charlie Hedbo’s post-attack front cover. 

  "Sometimes the sword is mightier than the pen," said Flemming Rose, the newspaper’s cultural editor.

Mr Rose explained that their newspaper had been living with death threats and several foiled terrorists attacks since it published the cartoons which were republished by several European newspapers in 2006, sparking worldwide protests among some Muslims.

14 Jan 2015 

Será que o terror venceu a Liberdade de Expressão?

Milhões de pessoas nas manifestações do "Je suis Charlie", indignação generalizada dos jornais e jornalistas do mundo ocidental, porém, nos dias seguintes, ao anunciarem a publicação histórica do Charlie Hebdo, pelos sobreviventes do massacre dos terroristas islâmicos, esses mesmos jornais não publicaram a capa que mostra uma caricatura,embora pacífica,de Maomé, ou publicaram-na tapando a cara do profeta.

Por medo seguramente de represálias dos terroristas, portanto estes ganharam a batalha!

Se TODOS os jornais de França, da Europa e do resto do mundo civilizado publicassem a capa sem medo, o impacto seria muito maior do que qualquer manifestação, por maior que seja. Contudo, os jornais preferem publicar a propaganda dos jihadistas, que é disso que se trata, quando mostram fotos e vídeos dos seus crimes. Que tremenda hipocrisia!

Assim se destrói um bom Serviço Nacional de Saúde...

Em Democracia também se pode destruir o tecido social do país, lançar o povo na miséria e privá-lo dos seus direitos fundamentais. E de maneira legítima, por obra daqueles que foram eleitos democraticamente para o governar.
Esses direitos que nos trouxe a Revolução do 25 de Abril, como o direito à Liberdade de Expressão, à Educação, à Justica, ao Trabalho e à Saúde, estão a ser progressiva e sistematicamente suprimidos. Assusta-me ver Portugal a regredir para uma situação que lembra o estado da nação, durante a ditadura de Salazar.
A destruição do Serviço Nacional de Saúde está à vista de todos os que necessitam de cuidados médicos e não têm dinheiro para se tratarem nas clínicas e hospitais privados. Pessoas morrem quando podiam ser curadas.

Segue o testemunho do Bastonário da Ordem dos Médicos:

As 10 razões da congestão das urgências

 POR JOSÉ MANUEL SILVA
12.01.2015

De Norte a Sul do país, mesmo antes da epidemia de gripe, as urgências estão em ruptura, algumas em caos. Já ocorreram várias mortes desnecessárias, que ficarão indeléveis no curriculum dos efeitos colaterais das medidas tomadas pelo Ministério da Saúde. Gerir a Saúde não é o mesmo que gerir uma repartição de Finanças.
Mas porquê a congestão? É a consequência dos cortes excessivos na Saúde.

1. Por razões economicistas, o Ministério reduziu o tempo de abertura dos centros de saúde e USF, não contrata os médicos de família reformados de que necessita (reformaram-se 1400 nos últimos cinco anos), fechou múltiplos SAP (em Dezembro de 2013 ainda foram feitos dois milhões de atendimentos em SAP, que desapareceram na monitorização mensal da ACSS de 2014), e atrasou a reforma dos cuidados de saúde primários. Os doentes com doença aguda não urgente ficaram sem alternativa às urgências hospitalares.

2. Fecharam ou encerraram as camas de agudos dos hospitais concelhios e as respectivas urgências, concentrando os doentes num menor número de urgências hospitalares.

3. Encerraram milhares de camas hospitalares de internamento de agudos, quando Portugal já tinha um número insuficiente de camas. Segundo os mais recentes dados da OCDE, Portugal tem 3,4 camas por cada mil habitantes, enquanto, por exemplo, a Alemanha tem 8,3, a Bélgica tem 6,3, o Luxemburgo tem 5,2 e a Holanda tem 4,7.

4. Conforme o próprio relatório da Gulbenkian referiu, Portugal tem uma população idosa particularmente doente, frágil e só, sem apoios sociais suficientes, obrigando-a a recorrer frequentemente às urgências e internamento hospitalar.

5. Em muitos hospitais as equipas das urgências foram reduzidas abaixo dos limites mínimos de segurança, até para a procura de rotina, e o espaço físico é insuficiente para o afluxo de doentes.

6. Os hospitais foram proibidos de contratar médicos directamente em prestação de serviço para as urgências, mesmo dentro dos limites legais de remuneração, impedindo o hospital de os escolher pela qualidade e de os integrar nas equipas de trabalho.

7. Foi imposta a contratação através de empresas de mão-de-obra temporária, que muitas vezes não têm médicos para os turnos a que concorrem, desorganizando completamente as urgências e, pela permanente rotação de médicos desconhecidos, impedindo a formação de equipas de trabalho.

8. Os hospitais não têm autonomia, foram asfixiados financeiramente, com cortes acima das imposições da troika, e levados à falência técnica pelo Ministério da Saúde.

9. Não foi feito o planeamento e preparação atempada para o Inverno.

10. Os cuidados continuados não têm capacidade de resposta às necessidades e não têm meios para tratar as intercorrências clínicas dos doentes institucionalizados, obrigando ao recurso às urgências hospitalares.

13/01/2015

Blogger saudita que “insultou o Islão” recebeu as primeiras 50 de 1000 chicotadas

A Arábia Saudita é um dos países muçulmanos mais fundamentalistas e repressivos dos direitos humanos (sobretudo das mulheres) e da liberdade de expressão. Pura hipocrisia a participação do seu representante na manifestação de Paris.


Raif Badawi, co-fundador do site Rede Liberal Saudita, foi condenado a dez anos de prisão e 1000 chicotadas. As primeiras foram aplicadas numa praça pública
10/01/2015

Centenas de espectadores numa praça pública em Jidá viram, sexta-feira, Raef Badawi a ser chicoteado 50 vezes. Durante 15 minutos, em silêncio e sem chorar, Raef Badawi foi sujeito ao castigo decidido pelas autoridades da Arábia Saudita que incluem, além de dez anos de prisão, mil chicotadas repartidas por 20 semanas por ter insultado o Islão.

Uma testemunha anónima contou à Associated Press que o co-fundador do site Rede Liberal Saudita, e laureado em 2014 com o prémio Repórteres sem Fronteiras, estava algemado mas com a cara descoberta. Foi transportado da prisão para o local, pouco depois de terem terminado as orações do meio-dia numa mesquita próxima. Cumpriu, assim, as primeiras 50 chicotadas por ter criticado o poder dos líderes religiosos na Arábia Saudita, no blogue que fundou com a activista dos direitos das mulheres Suad al-Shammari e onde defendeu o fim da influência da religião na vida pública daquele país.

Outra testemunha disse à Amnistia Internacional que a multidão se juntou em círculo. "Quem passava juntou-se e a multidão cresceu. Mas ninguém sabia porque é que Raif estava a ser castigado. Era um assassino? Um criminoso? Não reza?", perguntavam. Depois, "um polícia aproximou-se por trás e começou a bater-lhe. Raif levantou a cabeça em direcção ao céu, fechou os olhos. Estava em silêncio mas era visível pela expressão do rosto e movimento do corpo que estava a sofrer". O polícia bateu nas pernas e nas costas, contando até 50.

Activistas dos direitos humanos acreditam que as autoridades sauditas estão a utilizar Raef Badawi, pai de três filhos, como exemplo do que pode acontecer a quem ousa criticar o poder instalado. “Castigos físicos não são novidade na Arábia Saudita mas punir publicamente um activista pacífico que apenas manifestou as suas ideias é uma mensagem de intolerância horrível», criticou Sarah Leah Whitson, directora para o Médio Oriente e Norte de África da Human Rights Watch. A organização sedeada em Nova Iorque apelou ainda ao Rei Abdullah para anular a sentença e perdoar “imediatamente” o blogger.

O pedido também foi reforçado pela Repórteres sem Fronteiras (RSF) que classificou a punição de “odiosa”. “Apesar de as autoridades sauditas terem, até aqui, ignorado os pedidos repetidos pelas organizações internacionais, a RSF afirma que vai continuar o seu combate para que este cidadão, que apenas abriu o debate público sobre a evolução da sociedade através do seu blogue, possa ser libertado rapidamente”, disse Lucie Morillon, uma das directoras da organização francesa.

 Aliados próximos da Arábia Saudita, os Estados Unidos criticaram a “punição inumana” e pediram a anulação da sentença “brutal”. Apelaram ainda à “reavaliação do dossier de Badawi e da sua condenação”.

A União Europeia (UE) veio, igualmente, lamentar a flagelação, dizendo que as “punições físicas são inaceitáveis e contra a dignidade humana”. Um porta-voz da diplomacia da UE, citado pela AFP, reiterou a “forte oposição” de Bruxelas à sentença e apelou às autoridades sauditas de “suspender todas as punições a Badawi e a colocar um fim à utilização de flagelação”. Riade deve travar estas "sentenças violentas no contexto da reforma judicial" em curso, e que “abre a possibilidade de melhorar a protecção dos direitos individuais”, indica a mesma fonte.

Em 2013, Badwi foi condenado a sete anos de prisão e 600 chicotadas mas depois de um recurso o juiz agravou o castigo. A mulher e os filhos vivem no Canadá, para onde foram viver logo após a detenção.

O co-fundador da Rede Liberal Saudita foi acusado de criticar a política religiosa e já tinha sito acusado de renúncia à fé, crime que pode levar à pena de morte. As autoridades desistiram desta acusação mas detiveram Badwi, em 2012, na altura com 35 anos.

 Notícia corrigida às 07h14 de 11 de Janeiro de 2015: Altera número de chicotadas a que Raif Badawi foi condenado, de 600 para 1000.

11/01/2015

Mini-entrevista para o Jornal i

Jornal i -  Suplemento LiV (Leituras e Viagens)
 3/4 de Janeiro de 2015

10/01/2015

Al-Qaeda reivindica atentados em França

Al-Qaeda no Iémen reivindica atentados e avisa que França vai sofrer novos ataques

Numa mensagem que está a circular na internet, Hareth al-Nadhari diz que o massacre ensinou aos franceses os limites da liberdade de expressão e que se tratou de uma vingança pelos insultos ao profeta. 
 
 Ao todo, o conjunto de ataques em França fez 20 mortos, para além dos quatro reféns que morreram no supermercado, os terroristas mataram também uma mulher polícia e outras 12 pessoas no Charlie Hebdo.
  As autoridades franceses continuam à procura da companheira do homem que atacou esta sexta-feira um supermercado em Paris e que terá fugido durante o assalto policial.
www.rtp.pt|De RTP, Rádio e Televisão de Portugal - Sandra Salvado

Três dias de terror, 20 mortos

As doze vítimas do atentado ao "Charlie Hebdo", uma polícia municipal, os dois irmãos Kouachi, o sequestrador do supermercado em Paris e quatro reféns morreram.
09-01-2015 19:12 por Inês Alberti e Rodrigo Machado (infografia)
 França: Três dias de terror chegam ao fim com 20 mortos
Depois de três dias de tiros, mortes, perseguições policiais e muitas suspeitas, chegou ao fim a busca pelos responsáveis do ataque de quarta-feira ao jornal satírico "Charlie Hebdo", que fez 12 mortos.

Os dois suspeitos, os irmãos franco-argelinos Cherif e Said Kouachi, com 32 e 34 anos, foram mortos pela polícia francesa esta sexta-feira.

Os irmãos Kouachi tinham-se barricado durante várias horas num armazém na zona industrial de Dammartin-en-Goële (cerca de 40 quilómetros de Paris), depois de um tiroteio e uma perseguição policial que fez cerca de 20 feridos.

O cerco terminou por volta das 17h00 quando a polícia invadiu o espaço e foram ouvidos tiros, explosões e fumo a sair do armazém.

Durante este tempo todo estava dentro do armazém um civil. Contudo, os irmãos Kouachi nunca se aperceberam da sua presença e, segundo o procurador-geral de Paris, ele terá mantido contacto com as autoridades através de mensagens escritas.

Simultaneamente, em Paris, as autoridades francesas lidavam com outra situação de reféns: um homem, que se suspeita ser Amedy Coulibaly (32 anos), sequestrou várias pessoas dentro de um supermercado judaico no bairro de Port-Vencennes. Inicialmente a informação indicava que havia apenas cinco reféns, mas depois verificou-se que eram mais.

A polícia entrou no estabelecimento, matou Amedy e libertou a maioria dos reféns, mas quatro morreram. Em conferência de imprensa, ao fim da tarde, o procurador-geral de Paris disse que se calcula que as quatro vítimas tenham sido assassinadas pelo terrorista, antes da entrada dos polícias, mas que tudo será confirmado por autópsias.

Nesta altura continua a monte uma suspeita, Hayat Boumeddienne, mulher de Amedy, que se julga ser sua cúmplice nos crimes praticados mas que não estava dentro do supermercado.

Agora que a população e as autoridades francesas podem respirar de alívio, desenha-se uma rede de ligações entre os incidentes dos últimos dias.

A comunicação social francesa avança que os dois irmãos estavam em contacto com Amedy, no supermercado e, por isso, a investida policial aconteceu simultaneamente.

As autoridades francesas calculam que os três homens (Chérif e Said Kouachi e Amedy Coulibaly) já se conheciam anteriormente e pertenciam ao mesmo grupo islâmico.

As autoridades suspeitam ainda que Amedy, em conjunto com Boumeddienne, foi o responsável pela morte de uma polícia em Montrouge na quinta-feira. As autoridades identificaram-no através de amostras de ADN retiradas de uma camisola deixada no local do assassinato.

Conclusão: os três incidentes dos últimos dias (o atentado ao Charlie Hebdo, o tiroteio em Montrouge e o sequestro do supermercado em Porte de Vincennes), assim como os seus protagonistas, podem estar relacionados. Aliás, os próprios terroristas admitem-no. Em declarações concedidas por telefone, durante a ocupaçaõ do supermercado, Amedy afirma que tinha agido em coordenação com os irmãos Kouachi.

08/01/2015

O mundo não tem medo

Ataque ao "Charlie Hebdo" 

Pela liberdade de expressão, contra a barbárie do terrorismo, milhares de pessoas saíram à rua para prestarem a sua homenagem às vítimas do atentado no "Charlie Hebdo", de Paris a Buenos Aires. Morreram pelo menos 12 pessoas.

 Milhares de parisienses acorreram à praça da República, na capital francesa, para prestar homenagem às vítimas do atentado terrorista no "Charlie Hebdo". Entre os presentes, muitos jornalistas.


Através das redes sociais, foram ainda convocadas manifestações em dezenas de outras cidades francesas, mas também um pouco por todo o mundo. 

Em Genebra, por exemplo, dezenas de pessoas também saíram à rua, enquanto em Copenhaga o ministro da Defesa dinamarquês, Nicolai Wammen, acendeu uma vela junto ao edifício da embaixada francesa. Há mais homenagens: Bruxelas, Berlim, Istambul, São Paulo, Rio de Janeiro, Buenos Aires, Washington, Monte Real...

PARIS, Praça da República

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