28/11/2021

UM HOTEL A EVITAR: VILA GALÉ DE ALTER DO CHÃO

 HOTEL VILA GALÉ COCOLLECTION ALTER REAL é de evitar, porque cobram muito a troco de um péssimo serviço! 

A propósito de Gastronomia e de Turismo, não se justifica que certos hotéis se apresentem como sendo de 4 estrelas e não apresentam a qualidade que essa categoria exige. É o caso do HOTEL VILA GALÉ COCOLLECTION ALTER REAL, um nome com tanta prosápia, parecia anunciar uma óptima estadia. 

Pois desenganem-se e, se lá forem, preparem-se para comerem pouco e mal, quer ao pequeno almoço, quer ao almoço (e presumo que o jantar será mais do mesmo). Além de terem muito poucos funcionários e, portanto, um serviço de mesas lentíssimo, a comida é escassa - um cozido, prato único, numa mesa de 10 pessoas, nem sequer deu para que cada um provasse um pedaço de cada tipo de carne, sendo para mais uns pedaços minúsculos. 

No almoço para a Confraria Gastronómica do Alentejo, com 225 pessoas (a 35 euros cada uma), tiveram um belíssimo lucro e serviram-nos miseravelmente. No pequeno almoço de buffet (e também no almoço servido à mesa) quando acabava um dos produtos ou pratos expostos, já não era substituído, portanto quem chega mais tarde pouca variedade encontra... 

As sobremesas eram escassas e pouco ou nada tinham a ver com a região. Muito pior que qualquer hotel de 3 estrelas, onde já tenho comido maravilhosamente. Foi verdadeiramente mau, sendo isto da responsabilidade do Director do Hotel e do seu Chef (o "arroz amarelo", especialidade de Alter do Chão, era uma coisa requentada, de gosto horrível, que ninguém comeu). 

Acrescento que, quanto às instalações, que eram a Caudelaria Real, estão a deixar degradar os belos edifícios (as casas de banho do piso principal, nem fechos tinham nas portas das retretes; na casa de banho minúscula do meu quarto, bem pequeno (o roupeiro nem espaço tinha para pendurar calças, só dava para roupa curta), o tampo da sanita estava estragado). 

Outra coisa que correu pessimamente, para muita gente: o hotel é dificílimo de se encontrar, só com as coordenadas do GPS, porque não tem qualquer sinalix«zação desde o centro de Alter do Chão, e fica numa quinta no meio de nada, de um caminho térreo de cabras. O portão da quinta achava-se fechado iluminado por 2 pequenas luzes (como o jardim de uma casa), pois acabámos per chegar de noite. Andámos 2 h. à procura do hotel, eles não atenderam o telefone para pedirmos indicações e, dentro da quinta, também não há sinalização e tem de se rodar bastante até ver o hotel, tendo ainda o inconveniente de haver 2 edifícios com quartos, sendo um deles bem longe da recepção. 


 Foi uma péssima experiência e um hotel a que não voltarei. Procurem outros hotéis da zona, que decerto encontraram melhor, mesmo nos de mais baixa categoria.

27/10/2021

CRÍTICA DE VIRGÍLIO NOGUEIRO GOMES

 HISTÓRIA DOS PALADARES II - PERDIÇÃO 

pelo gastrónomo Virgílio Nogueiro Gomes

«Chegou! Exclamei de imediato quando me bateram à porta para entregar este livro que tive a oportunidade de ler de forma repetida. Pois, a autora tinha-me pedido para escrever o «Prefácio». Aqui estou, suspeito que sou, a fazer o elogio do livro e da sua autora. Para lerem o que escrevi para o primeiro volume é só clicar AQUI. 

Permito-me transcrever partes do prefácio: 

Da sua «Carta o Leitor» podemos ler o que sintetiza bem este livro: «Ao volume da Perdição, interessa menos a satisfação das carências alimentares e o acto de comer para sobreviver do que a culinária como conceito estético e, sobretudo, a gastronomia, enquanto ramo do saber elevado à categoria de arte, portanto, produto de civilização. … procurei explorar o lado simbólico, ideológico e artístico da alimentação, condimentando-o com o sal e pimenta das minhas memórias, emoções e paixões.» 

A mim apete-me escrever que vai muito para além do sal e da pimenta, e acrescenta, de facto, com tantas especiarias da pimenta à noz-moscada, e das ervas aromáticas do coentro ao alecrim. A sua escrita é muito pessoal, e muito completa! 

Com este livro a autora dá a volta ao mundo e à sua história utilizando sempre títulos e subtítulos a despertar a curiosidade. Andando pelo oriente e descobrir o paralelismo entre as nossas ricas e valorosas sopas-secas e a «Sopa Seca de Macau». 

A feliz e especial escolha de títulos e subtítulos é uma permanente e arrojada descoberta. Por exemplo com o título de «Paladares Místicos» um subtítulo que parece uma proposta de reflexão: «O milagre é acreditar nele». Ora um tema que continua a despertar muitas discussões, a começar pelo conceito de pecado, e depois a complexidade da resolução. A fé ou a crença de acreditar parece ser o melhor remédio…

 Ou os «Paladares Virulentos» onde se podem imaginar tantas mortes acidentais, e outras programadas da História, dando-nos de seguida uma atrevida receita de «Amanitas com Ovos de Codorniz Escalfados», seguramente para não morrer, mas consolar de prazer. 

A autora, com o seu estilo próprio, faz-nos viajar em permanência. Vai ao passado e regressa num ápice à realidade. Está em Portugal como rapidamente está em qualquer parte do mundo. A dimensão dos seus registos em relação à alimentação é invulgar. 

Soube, entretanto, que haverá um terceiro volume, para nosso contentamento e aprendizado. A minha curiosidade está já desperta para o novo e terceiro volume. Será inquestionável o valor da obra no seu todo. Também por isso temos que dizer à autora, e proclamar: BEM HAJA! Este é um livro que seguramente recomendarei aos meus alunos.



HISTÓRIA DOS PALADARES II - PERDIÇÃO

 O 2º Volume da HISTÓRIA DOS PALADARES II - PERDIÇÃO já se encontra à venda on-line no site da PRIME BOOKS, com desconto e oferta dos portes para Portugal e ilhas. Assim como nas livrarias por todo o país. Ver mais pormenores AQUI: https://www.primebooks.pt/autor/deana-barroqueiro

ÍNDICES DOS 2 VOLUMES

VOLUME I - SEDUÇÃO: Vencedor do Prix de la Littérature Gastronomique 2021, atribuído pela Académie Internationale de la Gastronomie (Paris) e considerado O Melhor Livro de Gastronomia de 2020

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INVESTIDURA DO PRÉMIO FEMINA

CERIMÓNIA NO CLUBE EÇA DE QUEIRÓS
 

DEANA BARROQUEIRO - PRÉMIO FEMINA 2021

 

PRÉMIO FEMINA 2021 - Notáveis Mulheres PELO ESTUDO E DIVULGAÇÃO DA CULTURA, HISTÓRIA E SOCIEDADE DE MATRIZ PORTUGUESA NO ESTRANGEIRO E NA LUSOFONIA. 

Deana Barroqueiro nasceu nos Estados Unidos da América, em 1945, e emigrou para Portugal aos dois anos de idade. Licenciou-se em Filologia Românica, na Faculdade de Letras de Lisboa, seguida de uma longa carreira de professora de Língua e Literatura Portuguesa e Francesa, com muitos projectos de Teatro e de Escrita Criativa e várias obras publicadas. Tem um vasto currículo de palestras, participação em documentários nacionais e internacionais, criação de guiões para televisão e cinema e artigos para jornais e revistas literárias. 

Nos Estados Unidos da América, a escritora recebeu uma comenda pela Câmara de Newark, em reconhecimento do seu contributo para a divulgação e promoção da língua e cultura portuguesas entre as comunidades de emigrantes da América, Canadá e Europa. As suas obras eram estudadas em escolas e universidades de Paris, Bolonha e Brasil. 

Enquanto escritora, publicou uma colecção de sete romances de viagens e aventuras, Cruzeiro do Sul, sobre os Descobrimentos Portugueses; Contos Eróticos do Velho Testamento, sobre as mulheres da Bíblia, traduzido e editado em Espanha, Itália e Brasil; uma trilogia de romances que abarca toda a Expansão Portuguesa do séc. XV e XVII, O Navegador da Passagem – Bartolomeu Dias, O Espião de D. João II – Pêro da Covilhã e O Corsário dos Sete Mares – Fernão Mendes Pinto. Noutra linha temática, D. Sebastião e o Vidente (Prémio Máxima de Literatura 2007 - Prémio Especial do Júri) retrata a crise da perda da nacionalidade, retomada no seu último romance histórico, «1640» e a Restauração. 

O primeiro volume da sua História dos Paladares I – Sedução (Dezembro 2020) foi galardoado com o Prix International de la Littérature Gastronomique 2021, pela Académie Internationale de la Gastronomie. https://premio-femina8.webnode.pt/

O 2º volume da trilogia História dos Paladares II - Perdição acaba de ser publicado, em Outubro de 2021. O 3º volume - Redenção, está no prelo para ser publicado no próximo ano.



PRÉMIO FEMINA 2021

 

O Prémio Femina foi criado em 2010 por João Micael, fundador e Presidente da Matriz Portuguesa – MPADC - Associação para o Desenvolvimento da Cultura e do Conhecimento, para agraciar as Notáveis Mulheres Portuguesas e da Lusofonia - oriundas de Portugal, dos Países de Expressão Portuguesa, das Comunidades Portuguesas e Lusófonas, e Luso-descendentes, que se tenham distinguido com mérito ao nível profissional, cultural e humanitário no Mundo, pelo Conhecimento e pelo seu relacionamento com outras Culturas em Portugal ou no estrangeiro. 

A atribuição dos prémios às Agraciadas é feita por uma Comissão de Honra constituída por Personalidades de relevo cultural e profissional, de nacionalidade Portuguesa e da Lusofonia. 

A investidura do Prémio Femina é realizado numa cerimónia formal, onde as Agraciadas recebem o prémio entregue pelos membros da Comissão de Honra. O Prémio Femina tem o Estatuto de Interesse Cultural, reconhecido pelo Ministério da Cultura, para efeitos de Mecenato Cultural.


PRÉMIO FEMINA 2021


PARA JOÃO PIRES RIBEIRO

 JOÃO PIRES RIBEIRO 

 Quando um homem tem sucesso na sua vida profissional, diz-se que tem por trás uma grande mulher. 

O contrário é ainda mais verdadeiro, por ser muito mais difícil de se ver. Mas, eu tenho essa sorte, tão rara. 

Assim, dedico este PRÉMIO FEMINA PELO ESTUDO E DIVULGAÇÃO DA CULTURA, HISTÓRIA E SOCIEDADE DE MATRIZ PORTUGUESA NO ESTRANGEIRO E NA LUSOFONIA ao meu marido, João Pires Ribeiro, porque se não fosse o seu apoio e a sua generosidade eu não seria seguramente a escritora que sou. Ele completa-me.



28/09/2021

PRÉMIO FEMINA 2021 - NOTÁVEIS MULHERES

 

DEANA BARROQUEIRO  GALARDOADA COM O  PRÉMIO FEMINA 2021 
PELO ESTUDO E DIVULGAÇÃO DA CULTURA, HISTÓRIA E SOCIEDADE DE MATRIZ PORTUGUESA NO ESTRANGEIRO E NA LUSOFONIA. 

Deana Barroqueiro nasceu nos Estados Unidos da América, em 1945, e emigrou para Portugal aos dois anos de idade. Licenciou-se em Filologia Românica, na Faculdade de Letras de Lisboa, seguida de uma longa carreira de professora de Língua e Literatura Portuguesa e Francesa, com muitos projectos de Teatro e de Escrita Criativa e várias obras publicadas. Tem um vasto currículo de palestras, participação em documentários nacionais e internacionais, criação de guiões para televisão e cinema e artigos para jornais e revistas literárias. 

Nos Estados Unidos da América, a escritora recebeu uma comenda pela Câmara de Newark, em reconhecimento do seu contributo para a divulgação e promoção da língua e cultura portuguesas entre as comunidades de emigrantes da América, Canadá e Europa. As suas obras eram estudadas em escolas e universidades de Paris, Bolonha e Brasil. 

Enquanto escritora, publicou uma colecção de sete romances de viagens e aventuras, Cruzeiro do Sul, sobre os Descobrimentos Portugueses; Contos Eróticos do Velho Testamento, sobre as mulheres da Bíblia, traduzido e editado em Espanha, Itália e Brasil; uma trilogia de romances que abarca toda a Expansão Portuguesa do séc. XV e XVII, O Navegador da Passagem – Bartolomeu Dias, O Espião de D. João II – Pêro da Covilhã e O Corsário dos Sete Mares – Fernão Mendes Pinto. Noutra linha temática, D. Sebastião e o Vidente (Prémio Máxima de Literatura 2007 - Prémio Especial do Júri) retrata a crise da perda da nacionalidade, retomada no seu último romance histórico, «1640» e a Restauração. 

A sua obra mais recente é uma História dos Paladares, em 3 volumes: I - Sedução; II - Perdição; III - Redenção ainda no prelo.
O primeiro volume da sua História dos Paladares I – Sedução (Dezembro 2020) foi galardoado com o Prix International de la Littérature Gastronomique 2021, pela Académie Internationale de la Gastronomie (Paris). 
https://premio-femina8.webnode.pt/

03/09/2021

DEANA BARROQUEIRO NA FEIRA DO LIVRO

DEANA BARROQUEIRO À CONVERSA COM OS LEITORES 

DOMINGO, DIA 5, ÀS 17 H - FEIRA DO LIVRO 
No stand Vasp premium - A46 / A48. 

Caríssimos Amigos, finalmente vou poder estar com os meus leitores à conversa na Feira do Livro. Morro de saudades desse convívio, por favor, apareçam. Podem trazer os livros de outras editoras para eu assinar, se quiserem. Tenho uma novidade para contar aos que aparecerem. Um grande abraço a todos e lá os espero.


29/05/2021

"LIVE" E SESSÃO DE AUTÓGRAFOS DA HISTÓRIA DOS PALADARES

 Primeira apresentação presencial da História dos Paladares

Com sessão de autógrafos e um "LIVE" em directo com intervenções on-line de especialistas em gastronomia  (ver programa) 

Na sequência do Prémio Internacional da Literatura Gastronómica 2021, atribuído à obra História dos Paladares | Volume I – Sedução, de Deana Barroqueiro, pela Academia Internacional da Gastronomia (Paris), é um prazer anunciar a apresentação deste livro, com público, já que devido à pandemia não nos foi possível fazê-lo mais cedo.

Este prémio, de grande prestígio internacional, veio valorizar ainda mais esta obra, cuja apresentação contará com a participação de personalidades como Dr. João Micael, Dr. Duarte Lebre de Freitas, Chef João D´Eça Lima, entre outros. 

Para o Outono está anunciado o segundo Volume da História dos Paladares “Perdição”, que incidirá sobre a relação da gastronomia com a religião, moda, cinema,,,

PROGRAMA 
Dia: 03 JUNHO 2021 – Quinta-feira (feriado) 
Local: TRYVEL | Calçada da Estrela 52 em Lisboa) 
Horários: 
15H30–17H30: Sessão PRESENCIAL de autógrafos pela autora 
18H00-19H30: Apresentação da “História dos Paladares” (Sessão online live) Apresentação Online – Canal Youtube 
Convite para assistir – https://www.youtube.com/watch?v=sMQ1MXoeeNM
Participantes: Deana Barroqueiro | Dr. João Micael | Dr. Duarte Lebre de Freitas | Chef João D´Eça Lima 
Acção: Prime Books | Tryvel Groups & Incentives 

O Livro narra-nos o percurso interessantíssimo, da história da evolução do gosto, que levou à educação do paladar e à eleição da gastronomia como uma arte, através de acontecimentos, episódios históricos, mitos nacionais e universais, focando personagens que influenciaram significativamente o mundo dos paladares; com mais de 250 receitas de época, que permaneceram, ao longo dos séculos, quase inalteradas até hoje.

26/05/2021

Folha de Sala - O Prémio Internacional de Literatura Gastronómica

Folha de Sala: Uma agenda cultural que destaca espectáculos de teatro, música e outros, não esquecendo o lançamento de livros e discos, o cinema e ainda a realização.
O livro de Deana Barroqueiro

19/05/2021

O Golias israelita contra os david palestinianos

 Será que o holocausto, sofrido pela geração dos avós e pais, não ensinou nada aos actuais israelitas?

Talvez porque a maioria não sofreu na pele esses horrores, não se coíbem agora de reproduzir os actos dos nazis nas expulsões dos palestinianos das suas casas e territórios (em Gaza há 2 milhões de palestinianos encerrados num território do tamanho do concelho de Sintra), metê-los em guetos murados e campos de refugiados (campos de concentração) ou bombardeá-los com fogo desproporcionado, que destrói e mata indiscriminadamente, perante a hipocrisia dos países seus aliados europeus e americanos. Segue o testemunho de Manuel Rosendo, jornalista da Antena 1 - RTP:

«E a Palestina tem direito a quê?
O Presidente dos EUA, Joe Biden, falou ao telefone com o PM israelita, Benjamin Netanyahu. Disse depois que Israel tem o direito de se defender. Já sabíamos: Israel, como qualquer país, tem o direito de se defender. O que Joe Biden deveria ter incluído na sua mensagem - até para se demarcar da escola de Trump - é o direito que reconhece, ou não, aos palestinianos. Os palestinianos não têm direito de defesa?

Repor a verdade na sequência dos factos também é importante:
Na origem desta onda de violência está a brutalidade israelita contra os palestinianos que celebravam o fim do Ramadão na esplanada das Mesquitas e a ameaça de despejo de famílias palestinianas de Sheikh Jarrah, Jerusalém Oriental. Foi o Hamas que respondeu aos ataques israelitas, não foi Israel que respondeu aos ataques do Hamas.

E há ainda uma pergunta que sempre fica fora dos debates, mas é o "pecado original" do conflito: um povo sob ocupação, a que defesa tem direito? Deve fazer o quê? Aceitar e calar?
Esperar apoio de uma "comunidade internacional" com discursos bonitos, apelando à paz e ao calar das armas, mas nada faz para garantir que a Lei Internacional e as resoluções da ONU sejam cumpridas?

Um alerta: que ninguém tresleia estas palavras e veja nelas um apelo à violência.»
Pode ser uma imagem de 1 pessoa, em pé e ao ar livre
Ofelia Silva, Maria Coutinho e 13 outras pessoas
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15/05/2021

GRANDES EMPRESÁRIOS OU ABUTRES PREDADORES DO PAÍS?

 O DIREITO À INDIGNAÇÃO NÃO MOVE OS CIDADÃOS

Vejo e ouço nas comissões de inquérito parlamentares um punhado de "grandes empresários portugueses" que devem centenas de milhões aos bancos, em empréstimos que não pagaram (nem pagarão), sem que nada produzissem para o desenvolvimento da economia do país. Inquiridos pelo Parlamento (que nos representa a todos), mostram a arrogância de quem se considera intocável, acima da lei, cometa os crimes que cometer, que se permite rir na cara dos deputados, troçando abertamente de todos nós, quando fingem uma amnésia total sobre as suas empresas e o destino dos milhões que levaram dos bancos e se esvaíram nos seus bolsos sem fundo. 

Uns, como o Presidente do Benfica, afirmam despudoradamente que foram testas de ferro de Ricardo Salgado nas negociatas de empresas falidas. Com tantos milhões que passaram para as suas contas, dizem nada ter de seu, senão uma barraca, uma moto d'água, uma garagem, ou que vivem com o ordenado mínimo (como eu ouvi dizer a Ricardo Salgado, denominado pelos media subservientes como "o dono disto tudo"). 

Esta gente é o cancro que corrói a sociedade e a democracia de um país. São bajulados pelos media e apoiados pelos governantes,  embora sejam um escárnio para o cidadão honesto que paga com esforço os seus impostos e outras obrigações, para a população que luta diariamente para sair da miséria e para todos os empresários cumpridores que procuram produzir bens e levar as suas empresas a bom porto, sem golpaças nem desvios de fundos para offshores. 

É pena que as redes sociais não lancem campanhas de indignação contra estes predadores da nação, em vez de o fazerem contra estátuas do passado. Estes empresários de pacotilha é que são os causadores da pobreza do país, da sua falta de recursos, do seu atraso, porque a Justiça portuguesa é lentíssima e impotente para os apanhar, deixando prescrever os seus crimes ou descartando provas. Eis alguns deles, embora haja muitos mais:

 LISTA DOS DEVEDORES DO NOVO BANCO 

A lista dos maiores devedores é preenchida por empresas lideradas com pessoas próximas de Ricardo Salgado, o ex-líder do Grupo Espírito Santo. Mais de metade do total desta dívida foi contraída por grupos ligados à construção e ao imobiliário. À cabeça encontrava-se o Grupo Mello, que detém as auto-estradas da Brisa e vários hospitais privados, com 945 milhões de euros. Segue-se a Ongoing, o grupo de Nuno Vasconcellos que foi arrastado na queda da Portugal Telecom e que muitos apontavam como sendo um testa de ferro de Salgado na empresa. A dívida da Ongoing ascendia a 606 milhões. 








Com 603 milhões de dívida ao Novo Banco estava o grupo Moniz da Maia, também ligado à construção e obras públicas. Segue-se a Martifer, com atividades no campo da construção e energia, com 560 milhões de dívida. Em seguida está a Promovalor, o grupo imobiliário liderado pelo presidente do Benfica, Luís Filipe Vieira, com 466 milhões de euros. Com 442 milhões de dívida estava a Macquarie Motorways, empresa de construção londrina detida por um grupo financeiro australiano. Com dívidas a rondar os 300 milhões de euros encontravam-se o empresário madeirense Joe Berardo, e as construtoras Prebuild, Grupo Lena e Obriverca. 

 Seguem-se a Pelicano (284 milhões), o construtor José Guilherme (267), a Legacy Investments Asset Group, sedeada num offshore “apanhado” nos Panama Papers detida por capital angolano, e o grupo Imatosgil (223), também envolvido no negócio ruinoso da CGD na empresa espanhola La Seda. Abaixo dos 200 milhões estavam dívidas do Sport Lisboa e Benfica (190), do grupo Previdente, de António Carlos de Almeida Simões (154), o grupo Temple do imobiliário de luxo de Vasco Pereira Coutinho (125), a Energia Limpia, com participação do GES e da Sapec (120), a brasileira Asperbras cuja filial no Congo era liderada por José Veiga. 

A lista dos 20 maiores devedores é fechada com o crédito de 47 milhões à EBD (antiga Espírito Santo Health & SPA). 


VENDA RUINOSA DO NOVO BANCO

O Banco de Portugal anunciou a venda de 75% do Novo Banco ao fundo abutre Lone Star. Dos 4900 milhões injectados directa e indirectamente pelos contribuintes, através de empréstimos ao fundo de resolução, nem um cêntimo será recuperado neste negócio. E o Estado ainda pode ser chamado a pagar mais por um banco que deixa de lhe pertencer. 
Dossier organizado por Luís Branco.



08/05/2021

Prémio Internacional da Literatura Gastronómica 2021

História dos Paladares: I - Sedução, de Deana Barroqueiro, vence o Prémio Internacional da Literatura Gastronómica 2021, da Academia Internacional da Gastronomia (França)

2ª edição revista


NOTA À IMPRENSA 

Prémios da Academia Internacional de Gastronomia e moção de reconhecimento e de apoio à restauração, 2021
A Academia Internacional de Gastronomia, reunida em Assembleia Geral no dia 5 Março, decidiu atribuir os seus prémios 2021. 

5 Prémios atribuídos a Portugal: 
1. Prix au Chef de l’Avenir – Alexandre Silva – Restaurante Loco 

2. Prix au Sommelier – André Figuinha – Restaurante Feitoria 

3. Prix au Chef Pâtissier - João Picão - Restaurant Jncequoi 

4. Prix de la Littérature Gastronomique - "História dos Paladares " - Deana Barroqueiro 

5. Prix Multimédia – Programa "A nossa Cozinha" de Maria José de Sousa

Prémios Internacionais 1. Grand Prix de l'Art de la Cuisine Considerando a situação provocada pela pandemia foi, excepcionalmente, decidido atribuir 4 prémios ex-aequo a todos os nomeados, como homenagem a toda a actividade de restauração. 

A História dos Paladares I - Sedução 
É uma obra singular e ambiciosa, que não pode ser reduzida a uma vertente meramente histórica, embora principal, porque ela é muito mais do que isso, ao abarcar uma miríade de categorias, temas e estilos que a completam e lhe dão vida. Com Prefácio do Prof. Dr. João Paulo Oliveira e Costa, ed. Prime Books. 

É a história da evolução do gosto, que levou à educação do paladar e à eleição da gastronomia como uma arte, percorreu um longuíssimo caminho, desde a Idade da Pedra até aos nossos dias. Esse percurso é aqui narrado através de acontecimentos passados nos cinco continentes, estórias e mitos nacionais e universais, personalidades que reflectiram e influenciaram o mundo dos paladares (reis, filósofos, cientistas, escritores) e também receitas que atravessaram séculos ou mesmo milénios, por via oral, manuscrita ou impressa, através de incontáveis gerações, chegando quase inalteradas às nossas cozinhas. Uma história mundial, daí ser ambiciosa, mas também nacional e subjectiva, pelas escolhas pessoais da autora, que dá particular atenção a Portugal, nomeadamente, às influências exercidas e sofridas, na culinária e alimentação, tanto pelos portugueses como pelos povos que contactaram durante a nossa Expansão Marítima, como se pode ver ainda hoje, na gastronomia de muitas nações dos vários continentes, o cozido à portuguesa, o sarapatel ou o porco em vinha-de-alhos. 

 A vastidão do tema (fruto de um trabalho de 5 anos) levou a autora a dividir a sua obra em dois volumes, que se completam, embora com perspectivas distintas: este, da Sedução, acabado de sair, gira em torno dos paladares mais viscerais e que mais apelo fazem aos sentidos; e o da Perdição, ainda no prelo, que liga a Gastronomia a outras artes, como o cinema, moda, religião, e também ao prazer, fausto e tentação…

29/04/2021

Sabores da Memória 13 com Deana Barroqueiro

Com a 2ª edição da História dos Paladares - I Sedução prestes a aparecer no mercado, convido os que se interessam pelo património gastronómico e pelos sabores da memória, a ouvir esta minha conversa com o Chefe João d'Eça Lima.