31/08/2020

História com Paladares - Viagem Gastronómica à Beira Interior

Viagem Gastronómica e Histórica a Vila Velha de Ródão - Castelo Branco - Idanha a Velha - Monsanto ~Belmonte - Guarda - Viseu.
A publicação, em Outubro, da minha História dos Paladares foi o pretexto para a Tryvel organizar uma viagem gastronómica e histórica, de 5 dias, à Beira Interior, em que servirei de guia/contadora de histórias, durante um belo percurso por aqueles lugares de ricas tradições.

Uma viagem que dá particular atenção às provas e degustação dos mais variados produtos da região, como pratos típicos beirões, um almoço inspirado nos banquetes do gastrónomo romano Apício, em Idanha-a-Velha, ou uma refeição kosher na comunidade judaica de Belmonte.

Será no fim de Outubro e o grupo terá no máximo 20 pessoas, por questões de segurança da pandemia. Se estiverem interessados, podem ver todos os pormenores na página da Tryvel, abaixo indicada. 

VIAGEM GASTRONÓMICA “HISTÓRIAS COM PALADARES”®️ O MELHOR E O MAIS SABOROSO DA BEIRA BAIXA E BEIRA ALTA 28 OUT a 1 NOV 2020 | € 990 DPL | BEBIDAS INCLUÍDAS | 20 TRYVELERS Com a escritora e conferencista DEANA BARROQUEIRO 
A VIAGEM: https://tryvel.pt/tour/viagem-gastronomica/




11/06/2020

OS MODERNOS AUTOS-DE-FÉ

Vou indignar muita gente, seguramente, com esta opinião, mas a minha própria indignação é mais forte do que o incómodo de ferir susceptibilidades.
Odeio autos-de-fé, mesmo que sejam a estátuas (como fazia a nossa Santa Inquisição quando as suas vítimas fugiam: na sua falta, queimavam um boneco em tamanho natural).

O assassínio de George Floyd, nos Estados Unidos da América, provocou uma imensa onda de indignação que se propagou solidariamente a muitos outros países, onde também existem racismo e discriminação, mais ou menos encapotados. Infelizmente, e quase sempre, estes movimentos de indignação colectivos e globais, que começam com genuína boa-fé e generosidade, tendem a suscitar a histeria do politicamente correcto, que vem de mãos dadas com o fundamentalismo e a prepotência (apoiados na força do número de uma multidão exaltada, que pensa mais com o coração e as tripas do que com o cérebro), acabando por cair naquilo que é suposto serem contra - a violência, a destruição e a censura.

Sentimentos crus que levaram desde tempos imemoriais aos linchamentos e aos autos-de-fé "purificadores" das consciências, pelos que querem re-escrever a História, apagando do passado tudo o que lhes ofende a sensibilidade ou a causa que defendem.

Indigna-me que se censurem, proíbam e destruam estátuas, livros, monumentos e agora até filmes, que são obras-primas e testemunhos de um passado colectivo, que deviam permanecer como memórias de tudo aquilo que não devia voltar a acontecer (e que se repete, afinal, ao longo dos séculos), que nos permitem tirar lições e ilações, se não estivermos cegos pela ignorância e pela febre das redes sociais. Os nazis começaram por fazer fogueiras e queimar tudo o que era, na sua opinião enquanto raça superior, "a cultura decadente do Ocidente", depois passaram a meter os seus autores em guetos e campos de extermínio.

Ainda há bem pouco tempo o mundo se indignou contra os jihadistas do Daesh que destruíram os Budas gigantes do Afeganistão e os monumentos de Palmira, que degolam os americanos e fazem "limpeza" aos que não são da sua fé. Vejo agora, na América, e em alguns países da Europa, o mesmo histerismo prosélito de grupos a vandalizarem monumentos, a derrubarem estátuas e a lançarem-nas ao rio.

Senti o mesmo calafrio! Gente que não sabe conhecer o aceitar seu passado, com os seus defeitos e virtudes, estudá-lo e contextualizá-lo, preferindo destruí-lo e apagá-lo, é pouco mais do que um bárbaro ignorante. Esquece-se que qualquer movimento que pense o contrário, vindo a cavalo noutra grande ideia, fará o mesmo auto-de-fé às suas ideias e convicções.

Indigna-me, sobretudo, que as instituições académicas e culturais se acobardem com a censura destes novos inquisidores. Agora, até o grande clássico, de todos os tempos do Cinema, "E tudo o Vento levou", também está proscrito? Para quando as fogueiras de livros nas praças públicas?

Mutiladas as estátuas de Colombo e de outras personagens históricas, nos EUA (irão renegar os pais fundadores da nação, que tinham plantações com escravos?). Isto é também um vírus e não se cura com o confinamento, nem com a vacina, só com Estudo e Cultura.

10/06/2020

Pêro da Covilhã, herói de um Romance Histórico de Cavalaria

"O Espião de D. João II" ou Como recriar a vida e viagens de Pêro da Covilhã

Personagem incontornável no dealbar do Renascimento europeu,  Pêro da Covilhã foi, durante séculos, praticamente desconhecido dos portugueses.

Era um misto de James Bond e Indiana Jones português, mas de existência real, que levou a cabo duas das mais desejadas empresas do seu tempo: descobrir um caminho, por terra para a Índia das especiarias e achar o encoberto reino do Preste João, uma demanda que só tem paralelo na busca do Graal, pelos Cavaleiros do Rei Artur.

PORTUGU esses

O episódio 2, da série de documentários sobre as relações dos portugueses entre si, no qual participei a convite de André Torres e Rui Veiga.

NÃO SE DEVE COMPARAR MARTIN LUTHER KING COM GEORGE FLOYD

Ninguém, incluindo assassinos e criminosos da pior espécie, deve ser morto, linchado ou mesmo condenado sem julgamento, muito menos às mãos da polícia que deve proteger TODOS os cidadãos, mesmo os que cometem crimes graves.

O que eu considero um erro, nesta luta seríssima contra o racismo, é meterem no mesmo saco o grande activista dos direitos dos negros, Martin Luther King, e um criminoso reincidente como George Floyd (um dos seus crimes foi o assalto com arma de fogo a uma mulher, que ia com o filho, uma criança).
Indignarmo-nos com a sua morte é uma coisa, transformá-lo num herói mundial, com cerimónias e romarias de homenagens ao seu caixão é outra: tira o valor e propósito à causa dos direitos dos negros.

A morte de George Floyd foi um acto de grande barbárie, infelizmente muito frequente na América e levantou grandes manifestações contra o racismo que já deviam ter acontecido nas outras ocasiões, forçando a uma nova legislação e regulação das polícias. E eu respeito a dor da sua família.

Eu nasci nos EUA, tenho dupla nacionalidade - americana e portuguesa -. mas, em vez de voltar para junto do meu pai, nesse país que era uma espécie de «El Dourado» para muitos portugueses, escolhi ficar por cá, porque me repugnava a mentalidade americana, esse racismo violento e visceral dos brancos contra os negros (e não só), aos quais na minha juventude ainda eram negados todos os direitos, havendo mesmo um apartheid em tudo semelhante ao da África do Sul, porque, para os brancos, os negros não passavam de descendentes dos seus escravos e, portanto, eram inferiores.

Toda a minha vida defendi os direitos das minorias, dos injustiçados, do perseguidos, e Martin Luther King (assim como outros activistas negros) foi um dos meus heróis, cuja morte chorei. A sua vida e morte fizeram diferenças, mas pouco mudaram na mentalidade da América profunda, aquela que venera Trump, ou na atitude criminosa e racista da polícia contra os negros, matando gente inocente com toda a impunidade.

Mas, terá o ladrão George Flyd, nos nossos dias de redes sociais e veneração dos "famosos" de pacotilha, mais valor do que Martin Luther King?Lamento, se assim for.

13/05/2020

Romance Histórico de Reconstrução: O Navegador da Passagem



O Navegador da Passagem, sobre as viagens de descobrimento de Diogo Cão e Bartolomeu Dias em busca do «cabo» de África e de uma derrota para a Índia das especiarias, onde cabe também o achamento do Brasil.
do Brasil

TRUMP, O «CROMO» AMERICANO


O Presidente norte-americano, Donald Trump, abandonou a conferência de imprensa de segunda-feira, na Casa Branca, depois de sugerir a uma jornalista de origem chinesa que dirigisse à China a sua pergunta sobre a realização de testes à covid-19 nos Estados Unidos. 

Weijia Jiang, uma repórter norte-americana do canal de televisão CBS nascida na China e que emigrou para os Estados Unidos com os seus pais aos dois anos de idade, questionou Trump sobre a sua insistência em salientar o número de testes realizados no país.
“Refere muitas vezes que os Estados Unidos estão a fazer um trabalho muito melhor do que qualquer outro país no que diz respeito aos testes”, disse a jornalista. “Porque é que isso importa?”, questionou. “Porque é que olha para isto como uma competição global, quando todos os dias os americanos continuam a perder as suas vidas e continuamos a ter mais casos a cada dia que passa?”
Na resposta, o Presidente norte-americano disse que “há pessoas a perder as suas vidas em todo o mundo”.
“Talvez devesse fazer essa pergunta à China”, sugeriu Trump à jornalista. “Não me pergunte a mim, pergunte à China. Quando lhes fizer essa pergunta, talvez receba uma resposta muito invulgar.”
Em seguida, o Presidente norte-americano apontou para a jornalista que estava atrás de Weijia Jiang, a correspondente da CNN Kaitlan Collins, pedindo-lhe que fizesse outra pergunta. Mas a repórter da CBS reagiu: “Porque é que me fez essa pergunta a mim, especificamente, sobre a China?”
“Não estou a dizer-lhe especificamente a si, digo-o a qualquer pessoa que me faça uma pergunta desagradável”, respondeu o Presidente norte-americano.
Ao ver que a correspondente da CNN permitira que Weijia Jiang fizesse uma segunda pergunta antes de ela própria tomar a palavra, Donald Trump recusou-se a responder a Kaitlan Collins e passou à jornalista seguinte, Yamiche Alcindor, do canal público PBS.
Donald Trump deu por concluída a conferência de imprensa e abandonou os jardins da Casa Branca quando a jornalista Yamiche Alcindor também quis esperar que a sua colega da CNN fizesse uma pergunta.

05/05/2020

DIA MUNDIAL DA LÍNGUA PORTUGUESA

O Dia Mundial da Língua Portuguesa, uma das mais belas do mundo, comemora-se a 5 de maio, pela 1.ª vez, em 2020. Foi proclamado pela 40.ª Conferência Geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), em Novembro de 2019.

Alerta contra o radicalismo e terrorismo

ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA / JORNAL PÚBLICO 

Fiscalização das secretas alerta para jihadistas, supremacistas e radicais: Do terrorismo clássico à emergência de novos desafios, os fiscalizadores desfilam aos deputados uma série de perigos e necessidades. 


No relatório sobre as suas actividades em 2019 divulgado esta segunda-feira, o Conselho de Fiscalização do Sistema de Informações da República Portuguesa (CFSIRP), que tem a responsabilidade de fiscalizar a actividade dos serviços de informação portugueses - SIED (Serviço de Informações Estratégicas de Defesa) e SIS (Serviço de Informações de Segurança) -, alerta os deputados para diversos riscos.

Às referências, já habituais, ao jihadismo e ao perigo do regresso à Europa dos combatentes estrangeiros na guerra da Síria, ou o ciberterrorismo, o novo relatório assinala a extrema-direita racista e grupos conotados com as teses da supremacia branca e o aceleracionismo radical. Referindo-se aos riscos do terrorismo de matriz islamista jihadista da Al Qaeda e de outros grupos, como o auto--denominado Estado Islâmico que o relatório admite ser uma das “preocupações centrais dos serviços de informações portugueses, a fiscalização da secreta deixa um aviso: estas organizações têm demonstrado “assinalável resiliência e a realidade patente em várias zonas do continente africano (...) que não apenas na região do Sahel”, prossegue o texto assinado pelo jurista Abílio Morgado, o parlamentar socialista Filipe Neto Brandão e o antigo deputado do PSD António Rodrigues. Um fenómeno que os relatores classificam como disseminação por vários territórios e que, sublinham, “deve reclamar a preocupação da comunidade internacional, da Europa e de Portugal”.

O CFSIRP adverte, ainda, “que não está ultrapassada a delicada questão do regresso dos chamados combatentes estrangeiros, incluindo dos respectivos familiares”. Uma situação que afecta a cidadãos portugueses ou luso-descendentes e suas famílias. O conselho de fiscalização dos serviços de informações avisa, também, para os riscos de “extremismos violentos” de grupos conotados com a “supremacia branca” e radicais do chamado “aceleracionismo”. Estes últimos, anota o relatório, são uma tendência externa que ganha evidência.

O aceleracionismo é uma corrente, marginal, que se baseia na ideia de que o sistema capitalista deveria expandir-se, ou seja, acelerar, para causar uma mudança social radical, segundo a descrição feita num artigo publicado em 2017 pelo jornal britânico The Guardian. Sobre esta questão, o relatório apenas enuncia o problema. Considerando a actual situação de pandemia de covid-19, o CFSIRP não avança com propostas além das que já formulara no relatório do primeiro semestre da sua actividade em 2019. Então, defendia a revisão global do enquadramento normativo das secretas para o adaptar às exigências de segurança nacional, numa indirecta aos condicionamentos económicos vividos no SIRP, SIED e no SIS.

Mas, no relatório de Novembro de 2019, os fiscalizadores insistiam na urgência do acesso aos metadados, dados de tráfego e das comunicações sem acesso aos conteúdos das chamadas e das mensagens escritas. Um método que consideravam indispensável à segurança nacional para aprofundar a cooperação internacional, conferindo aos serviços de informação portugueses a legitimidade na lógica de reciprocidade com os serviços de informação congéneres no estrangeiro.

03/05/2020

A arte de fazer um Romance Histórico

Virtudes e defeitos deste género literário

Deana Barroqueiro

Cada roca com seu fuso, cada escritor com seu uso…

29/04/2020

BOLSONARO SOBRE NÚMERO DE MORTOS POR COVID-19: "NÃO SOU COVEIRO"

O CROMO BOLSONARO NO SEU MELHOR
Bolsonaro perante o número recorde de mortes por covid-19 no Brasil: “Lamento, mas quer que eu faça o quê? Eu sou Messias, mas não faço milagres” - , fazendo um trocadilho com o seu nome [Jair Messias Bolsonaro], após ser questionado por jornalistas sobre o facto de o Brasil ter ultrapassado o total de mortos da China, com um recorde de 474 óbitos nas últimas 24 horas, totalizando agora 5.017 óbitos.
Há dias disse que não sabia do número de mortos porque "não.era coveiro". E esta criatura desprezível é o presidente do Brasil!

27/04/2020

OS CROMOS DO CORONAVÍRUS: TRUMP

Donald Trump, o Presidente dos EUA, para combater a covid-19, aconselhou os americanos a injectarem-se com "shots" de desinfectantes, nomeadamente lixívia e a levarem radiações ultravioletas.

Donald Trump sugeriu, na última conferência de imprensa da Casa Branca sobre a Covid-19, que a injecção de desinfectante no corpo poderia ajudar a matar o novo coronavírus. O Presidente lançou ainda a hipótese de expor os doentes a radiações ultravioleta, uma vez que este vírus pode ser sensível ao calor.

As declarações de Trump provocaram rapidamente manifestações de preocupação por parte da comunidade médica, que previa o que aconteceu, pois o número de envenenados com detergentes que foi parar aos hospitais, mostra como a América profunda sofre de um atraso quase medieval, em termos de mentalidade.
 

OS «CROMOS» DO BRASIL: OS IRMÃOS «METRALHA»?

Em menina, eu lia a banda desenhada do «Tio Patinhas», onde aparecia um bando de meliantes mascarados que eram os irmãos Metralha.
Esta notícia é sobre outros irmãos suspeitos do Brasil:
Carlos Bolsonaro
«Polícia identifica filho de Bolsonaro como líder de esquema de 'fake news'»
 A Polícia Federal brasileira identificou o vereador Carlos Bolsonaro, filho do Presidente, Jair Bolsonaro, como um dos líderes de um esquema ilegal de desinformação, segundo uma investigação sigilosa conduzida pelo Supremo Tribunal Federal, divulgada pela imprensa local.

De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, o inquérito foi aberto em Março do ano passado pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, para apurar o uso de notícias falsas para ameaçar e caluniar juízes daquele tribunal.

O jornal detalha ainda que Carlos, segundo filho do chefe de Estado, é investigado por suspeita de ser um dos líderes do grupo que cria e divulga notícias falsas, de forma a intimidar e ameaçar autoridades públicas na internet. A Polícia também investiga a participação no esquema do seu irmão e deputado federal, Eduardo Bolsonaro.

Os Irmãos "Metralha" com o seu papai

OS "CROMOS" DA COVID-19 EM PORTUGAL

Cromos da Covid-19, também os há por cá, e não são poucos!
Como o presidente da Câmara de Trofa, o social democrata Sérgio Humberto, que devia ser imediatamente demitido das suas funções, para as quais não tem formação nem moral, nem política.

«O presidente da Câmara da Trofa colocou um ‘gosto’ numa publicação no Facebook que apelava à transformação da Assembleia da República numa câmara de gás, precisamente por causa da celebração do 25 de Abril numa altura em que as pessoas estão obrigadas a ficar em casa. O coordenador da equipa de assistentes operacionais da Câmara da Trofa escreveu o seguinte "Se houver quem ponha aquele espaço a funcionar como uma câmara de gás, eu pago o gás". O presidente da câmara ‘gostou’ do que leu.
Apesar desta boçalidade, pelos vistos, para o PSD, não há drama, pois, como justificou o presidente da distrital do PSD Porto, Alberto Machado:
“Não estamos a falar da página oficial do autarca”.»
(Expresso)
São estes "cromos" - nas fotos, respectivamente, Sérgio Humberto e Alberto Machado - que envergonham a Democracia e a Liberdade!

21/04/2020

SAMS - UM HOSPITAL FECHADO DURANTE A PANDEMIA?!


UM HOSPITAL BEM EQUIPADO, FECHADO DURANTE A PANDEMIA?!

 E não há quem se escandalize? Os sócios, sem hospital, calam-se? Os media não se interessam? As redes sociais, sempre tão indignadas, não protestam? 

 Portugal é o único país que se dá ao luxo de ter um hospital totalmente equipado com 120 camas, ventiladores, blocos, etc., com a sua equipa médica disponível parada em casa porque o dito hospital está, simplesmente, fechado em plena crise da covid-19!

O hospital é o do SAMS, do sindicato dos bancários. 

O hospital anuncia-se assim: ​«Inaugurado em Setembro de 1994 e em funcionamento desde Novembro do mesmo ano, o Hospital do SAMS constitui uma aposta clara no alargamento e melhoria dos cuidados de saúde disponibilizados aos Beneficiários e Utentes. Assente em critérios como a Qualidade e a Inovação, reúne condições únicas ao nível de capacidade e diversidade de serviços. Concebido na perspectiva de desenvolver uma gestão de recursos humanos e materiais ao serviço de uma medicina de qualidade, humanizada e tecnicamente avançada, é, sem dúvida, um Hospital projectado para o futuro.​»

Nem mais! Muita parra e pouca uva, porque, quando os portugueses precisam dele, fecha-se em copas!

 Numa altura em que o Governo está a montar hospitais de campanha em Lisboa — e não só — para fazer face ao crescente número de casos do novo coronavírus, os Serviços de Assistência Médico-Social (SAMS), que são geridos pelo Sindicato dos Bancários Sul Ilhas (SBSI) — actual Mais Sindicato —, têm todas as suas unidades de saúde fechadas, nomeadamente o hospital localizado nos Olivais, que não tem data prevista de reabertura.

Quem mandou fechar o hospital e porquê, numa altura tão complexa para o Serviço Nacional de Saúde (SNS), em que está a ser feita uma articulação com o sector privado, para garantir o cuidado de um número cada vez maior de doentes?

A Direcção-Geral de Saúde (DGS) garante que a autoridade de saúde local apenas determinou o “a suspensão provisória” da urgência e não de toda a unidade hospitalar:
“A Autoridade de Saúde Local determinou a suspensão provisória de actividade do Serviço de Urgência do hospital, como medida cautelar, na sequência da detecção de casos confirmados de COVID-19 em profissionais de saúde neste serviço. O encerramento de toda a unidade dos SAMS nada tem a ver com esta determinação da Autoridade de Saúde Local”, refere a DGS.

A Direcção do Hospital SAMS terá aproveitado a Pandemia para pôr os seus médicos, enfermeiros e auxiliares (que tanta falta fazem) em "lay-off"?

E os seus sócios doentes, que ficaram abandonados, vão parar ao SNS, que está a braços com os infectados da Covid-19?

E o governo não tem poder para requisitar este hospital?

Ricardo Jorge contra a peste bubónica no Porto

(Francisco Louçã - Expresso) 

Médico nascido no Porto em 1858, ajudou-nos a perceber uma epidemia e como o serviço público de saúde é uma condição da democracia. É o que Portugal lhe deve. 


No ano passado assinalaram-se os 120 anos do último foco de peste bubónica numa cidade da Europa ocidental. Esse surto aconteceu no Porto, e o seu estudo e combate devem-se, em grande medida, à acção de um médico notável, Ricardo Jorge (1858-1939). Portuense de origem humilde, foi um aluno brilhante, tendo-se matriculado na Escola Médico-Cirúrgica com apenas 16 anos, numa época em que a ciência ainda era socialmente desvalorizada, se comparada com as humanidades. A sua actividade como médico e professor centrou-se no desenvolvimento da medicina e na modernização do seu ensino, que acusava de escolástico, dogmático e caduco. Em 1881, foi um dos fundadores da “Revista Scientifica”, a qual juntava cientistas com reformadores políticos e sociais (republicanos e socialistas). Em 1884, passou a ocupar-se da higiene pública e, no mesmo ano, promoveu quatro conferências sobre higiene, sepulturas, cemitérios e cremação, que seriam publicadas no livro “Higiene Social Aplicada à Nação Portuguesa”, onde propunha, perante o cenário insalubre com que se deparou, que o Estado criasse um sistema de saneamento. Pouco depois, seria convidado para integrar uma comissão de estudo das condições sanitárias na cidade, no âmbito da qual redigiu o relatório “O Saneamento no Porto”. Em 1899 publicou “Demografia e Higiene da Cidade do Porto: Clima, População, Mortalidade”, em que descrevia a cidade e identificava as condições habitacionais e de higiene das ilhas como causas de proliferação de doenças.

A peste no Porto 
O livro “A Peste Bubónica no Porto” reúne os relatórios médicos destinados às autoridades civis, redigidos por Ricardo Jorge entre Julho e Agosto de 1899. Ler estes documentos nesta altura é uma viagem extraordinária. Apesar de a covid-19 e a peste bubónica serem distintas, não só porque a primeira é um vírus e a segunda é provocada por uma bactéria mas sobretudo porque as condições sociais de habitação e higiene foram determinantes para contrair a peste, transmitida por pulgas de ratos, ficamos a conhecer uma parte importante do debate sobre políticas públicas de saúde através destes relatórios. Também descobrimos as medidas que há mais de um século foram tomadas para travar o contágio da peste, num cenário de ausência de qualquer medida de apoio social aos infectados. No dia 4 de Julho de 1899, Ricardo Jorge recebeu um bilhete enviado por um negociante da Rua de São João que o alertava para estranhos falecimentos ocorridos na Rua da Fonte Taurina, na Ribeira. Ele próprio lá se dirigiu, recolheu amostras e fez o estudo bacteriológico do material recolhido nos bubões dos infectados. A sua primeira batalha foi provar que se tratava de peste bubónica e que ela, afinal, não estava erradicada da Europa há 300 anos, como se pensava; a segunda foi provar que se tratava de uma epidemia e não de um caso isolado. O debate sobre as medidas profilácticas e sanitárias a tomar, da construção de balneários públicos à perseguição dos agentes transmissores (cada rato grande entregue numa esquadra de polícia valia 20 réis, 10 réis se fosse pequeno), está intimamente ligado com estas questões. Cerca de dois meses depois, foi imposto um cordão sanitário à cidade, controlado pelo Exército, o que originou a revolta quer das elites quer das classes populares. O Porto foi cercado. Suprimiram-se os comboios, as feiras e as romarias, foi imposta uma quarentena de nove dias aos passageiros e trabalhadores dos comboios. No entanto, foram as medidas radicais anti-contágio de Ricardo Jorge, nomeadamente as respeitantes ao isolamento dos infectados, que contiveram a doença e, consequentemente, a mortalidade.

As barreiras sociais na doença 
As descrições minuciosas feitas por Ricardo Jorge das condições higiénicas e de habitação em que viviam os infetados são um verdadeiro trabalho etnográfico, que desenha o retrato do Porto, a anatomia social da cidade. Nos seus relatórios encontramos também reflexões sobre reações ao cerco da cidade, que provocaram a asfixia de toda a atividade comercial e industrial, resultando em desemprego e dificuldades de abastecimento de bens alimentares, de onde surgiu uma grande agitação social, de que o próprio médico seria vítima. Ricardo Jorge demarcou-se de muitas regras sanitárias impostas administrativamente, invocando simultaneamente razões sociais e científicas, numa crítica interessante à ausência de articulação entre a política e a medicina na escolha de medidas. De tal modo o debate foi intenso que a Sociedade de Medicina e Cirurgia (Agosto de 1899) lhe enviou uma mensagem, assinada por 52 médicos, na qual sublinhava a sua “coragem cívica, a sua serenidade em meio da desorientação geral, a sua devoção pela causa pública, a compreensão nítida dos seus deveres”, revelando a querela entre decisores políticos e associações médicas, que reivindicavam a importância do conhecimento científico e a necessidade de este valer no desenho das medidas de combate à peste.
Se as classes populares não sabiam, o aparelho do Estado era incompetente para decidir por si as medidas higienicamente mais convenientes. Dizia Ricardo Jorge: “Cidade porca na rua e em casa, mobilize-se um exército não para sitiá-la mas para limpá-la”, numa crítica evidente à imposição do cerco. Banhos obrigatórios, desinfecção de roupas e casas, isolamento, notificação obrigatória de infecção eram algumas das medidas que defendia.

O ataque contra Ricardo Jorge 
A alteração da rotina e do negócio quotidiano, aliada à ignorância e ao medo, fizeram de Ricardo Jorge um alvo preferencial da fúria popular, tendo sido mesmo acusado de sair “misteriosamente de noite a deitar ratos pestosos nas sarjetas” ou que seria ele quem “espalha e entretém a epidemia”. Um dia, perante a detecção de um caso num bairro pobre da cidade, a brigada sanitária cercou o prédio. A infectada, para escapar à brigada, atirou-se da janela e morreu. Ricardo Jorge foi logo acusado pelos vizinhos. A turba em fúria dirigiu-se à casa onde julgava viver o médico, para a apedrejar. Valeu-lhe já não residir nessa moradia da Rua do Almada. Mas foi, logo depois, sitiado em sua casa e preparou-se para o confronto de caçadeira na mão, valendo-lhe, porém, a chegada da cavalaria da Guarda Municipal, que dispersou a multidão. Pouco depois, em Outubro de 1899, Ricardo Jorge partiu para Lisboa, onde foi nomeado inspector-geral dos Serviços Sanitários do Reino, lente de Higiene na Escola Médico-Cirúrgica e membro do Conselho Superior de Higiene e Saúde. A ele se deve a organização dos Serviços de Saúde Pública.
Hoje é indiscutível a importância da saúde pública no combate a epidemias. Sabemos que sem um Serviço Nacional de Saúde e sem medidas de apoio social o mapa da tragédia seria o das fronteiras sociais, como no tempo da peste bubónica. Ricardo Jorge ajudou-nos a perceber uma epidemia e como o serviço público de saúde é uma condição da democracia. É o que Portugal lhe deve.

Artigo publicado no jornal “Expresso” a 10 de Abril de 2020

10/04/2020

A HIPOCRISIA DOS HOLANDESES - «OS LADRÕES DO MAR» - 2

Do meu romance «1640», retirei este excerto em que relato o modo como actuavam os neerlandeses/holandeses, para «criarem riqueza» e construírem os Países Baixos: 



«Mal encomendara a minha alma a Deus, quando o milagre aconteceu, anunciado por brados de alarme no navio dos corsários e toque de retirada. Os assaltantes embainharam as armas e fugiram pela xareta como bugios, abandonando no nosso convés os companheiros feridos. Ainda não havíamos recobrado do espanto, já eles tinham cortado os cabos que os prendiam ao patacho e, de velas desfraldadas, voavam rumo ao Oriente.
A causa da nossa salvação era uma poderosa nau neerlandesa que surgia a barlavento e navegava a todo o pano. Apercebendo-se do nosso estado lastimoso, permitiu a fuga aos homens do Crescente para vir em nosso socorro, dando-nos uma salva de aviso e lançando ao mar esquifes com muitos remadores.
– São gente do estado rebelde da Holanda. Luteranos!
Seis províncias neerlandesas – Holanda, Zelândia, Utreque, Frísia, Groeninghen e Guélria – haviam-se rebelado contra o jugo filipino e declarado independência, tendo feito guerra à Espanha até assinarem a Trégua dos Doze Anos, em 1609.
– Nunca pensei que havia de me alegrar com a vista de hereges – disse o capitão, preparando-se para receber os batéis dos nossos salvadores que não tardaram a acostar-nos.
Ao subirem para o convés, foram saudados com grandes brados de júbilo por quantos ainda se tinham de pé, contudo a nossa alegria foi sol de pouca duração, vendo como os holandeses traziam armas de grande poder de fogo, em vez das ferramentas para o concerto do barco, cercando-nos com um movimento rápido e ameaçador. Os oficiais saudaram o nosso capitão e o renegado espanhol, que lhes servia de língua, trasladou a fala do seu comandante:
– O capitão lamenta os vossos mortos às mãos dos infiéis, porém, sois agora seus prisioneiros e, como tais, deveis entregar-lhe prestes o livro da carregação, o regimento e os demais documentos do navio, assim como a sua carga, com toda a pedraria, ouro e prata que levais arrecadados. Isto se quereis conservar a vossa vida e liberdade.
Um punhado de homens feridos e exaustos, mantidos sob a mira dos mosquetes e arcabuzes, nada podia fazer contra uma horda de hereges bem treinados nas lides do corso, que nos desarmaram num instante.
– Porque vindes, com capa de amizade, atacar-nos traiçoeiramente, estando nós assim desapercebidos e sem defesa? Há doze anos que a vossa nação tem tréguas com a Espanha... – a voz do capitão sevilhano tremia de indignação por se ter fiado na ajuda de corsários da República da Holanda, que eram conhecidos dos marinheiros das outras nações como os “mendigos do mar”, por enriquecerem à custa da pirataria, da fraude e da pilhagem dos navios.
– A “bendita” trégua acabou há dias – informou o renegado, em tom escarninho, perguntando em seguida: – Ninguém vos avisou de que estávamos de novo em guerra?
Mostraram, no entanto, alguma piedade para connosco – ou, talvez temessem represálias, se fossem capturados, pois estávamos muito perto da costa portuguesa –, permitindo-nos cuidar dos feridos e dar fundo aos mortos segundo os ritos da nossa Fé.
O capitão pediu ainda ao comandante corsário que, por sua honra, acautelasse as mulheres que iam a bordo de toda a ofensa e desacato que os seus homens lhes poderiam fazer na cobiça do saque, no que ele acedeu em parte, mandando encerrar numa câmara da popa, com guardas à porta, três donas de qualidade que viajavam com as filhas.
As escravas e algumas mulheres de baixa condição foram deixadas à mercê da chusma herética, apesar das suas súplicas e lágrimas que nos cortavam o coração e, durante muito tempo, acabrunhados de vergonha por não lhes podermos valer, ouvimos os gritos de desespero das infelizes e os risos e doestos dos seus algozes.
Os neerlandeses eram piratas formigueiros, da casta dos que roubam tudo às vítimas, até as roupas que trazem nos corpos, e os seus batéis andaram durante horas num vaivém constante a transportar o rico saque do patacho para a nau. Quando já não tinham mais que carrear, arrastaram-nos de novo para o convés, como reses de abate, onde esperávamos a todo o momento ser passados à espada ou lançados borda fora, amarrados de pés e mãos, um costume muito referido pelos raros sobreviventes dos ataques destes hereges.
– Dai-vos por afortunados – disse-nos o renegado, sempre escarninho e como se nos lesse o pensamento – por o capitão ter boas entranhas, pois em vez de vos lançar ao mar ou de vos deixar arder junto com o patacho, vai dar-vos um batel para chegardes à praia. Ora largai as jóias e pedraria que tendes escondidas nos corpos, como pagamento do transporte.
Quatro rascões de má catadura agarraram-nos e, à força de pancadas e repelões quando lhes resistimos, arrancaram-nos as botas e as roupas, deixando-nos tão nus como quando Deus nos trouxe ao mundo, e fizeram uma busca cuidadosa ao vestuário, arrecadando tudo o que acharam de valor. Sem se darem por satisfeitos, encheram copos de vinho que nos forçaram a beber, para se certificarem de que não tínhamos escondido na boca alguma pedra preciosa ou anel, porém, o pior ainda estava para vir.
– Agora o corpo – ordenou o língua e preveniu com uma risada: – É melhor não resistir se quereis viver.
Gozando com a nossa humilhação e vergonha, os bragantes manietaram-nos, forçando-nos a expor os corpos por onde metiam os dedos com a brutalidade das feras, zombando com chalaças de que não entendíamos as palavras, mas cujos arremedos não nos deixavam dúvidas quanto ao que diziam.
Lançaram-nos de mãos amarradas num batel, apenas com as calças vestidas e trouxeram as mulheres, primeiro as donas nobres com as filhas, só com os vestidos que tinham no corpo, depois as que lhes tinham servido de divertimento e cuja vista fez recrudescer a arruaça dos verdugos e nos trouxe lágrimas de piedade aos olhos pelo estado miserando a que as tinham reduzido.
Vinham rotas e ensanguentadas, umas de olhos mortiços, outras de rostos intumescidos das pancadas, por terem oferecido resistência, outras ainda soluçando e gemendo sem cessar. Foram atiradas para o batel como fardos, que alguns de nós, já libertos das cordas, recebemos nos braços, passando-as com todo o cuidado às corajosas donas que connosco estavam e as recebiam com palavras de conforto. Os corsários levaram o nosso piloto para melhor fazerem a navegação daquela costa, depois de atearem o fogo ao patacho.
À medida que nos afastávamos, com os olhos postos nas chamas que consumiam o nosso barco, suplicávamos em altos brados a Deus para que o esquife onde íamos, assim tão desconcertado e carregado de infelizes, não fosse ao fundo antes de atingir as costas de Setúbal.
Nessa hora de aflição ninguém se deu conta de como as duas formosas moças que, depois de libertadas pelos seus algozes, ainda não haviam dito uma palavra nem vertido uma lágrima, se tinham lançado silenciosamente do batel para desaparecerem no mar da sua vergonha.»

(Deana Barroqueiro - «1640»)
Nota: A capa do livro é uma parte de um quadro que comemora a vitória dos portugueses sobre os holandeses que tentaram ocupar o Brasil.




A HIPOCRISIA DOS HOLANDESES - «OS LADRÕES DO MAR» - 1

 Os holandeses tornaram-se, na União Europeia, os paladinos de uma "moral" intransigente, contra aquilo que consideram "os desmandos dos países do Sul", cujos povos só pensam em gastar o dinheiro do seu PIB e das ajudas da UE em vinho, mulheres e outros prazeres, incluindo os da pandemia do coronavírus.

E os seus governantes dizem que são contidos nos gastos, parcos nos prazeres e que criaram a sua nação e a sua riqueza com trabalho árduo e honesto, portanto, não estão dispostos a serem solidários com os preguiçosos do Sul.

Os holandeses/neerlandeses  ou sofrem de amnésia em relação à sua História ou são pura e simplesmente hipócritas!

Os Países Baixos foram criados à custa dos roubos, matanças e extorsões que os seus corsários e as suas armadas (pretensamente comerciais, mas que eram de guerra) faziam aos povos do Sul, muito em particular aos portugueses e espanhóis, mesmo quando assinavam tréguas ou tratados de paz, que não respeitavam.

Foram conhecidos como os "Ladrões do Mar" e "Piratas Formigueiros", por roubarem tudo o que viam. Perseguiam os navios portugueses e espanhóis, assaltando-os, saqueando-os e queimando-os, com toda a gente lá dentro, conquistando os seus territórios ultramarinos, sobretudo os de Portugal na África e na Ásia, muitos deles construídos de raiz, à custa de muito suor e sangue, e cujos povos eles escravizaram, destruindo-lhes a civilização, como fizeram nas Molucas.
Se quiserem ver como esta gente "trabalhava", leiam o excerto do meu romance «1640», que vos deixo aí acima.

06/04/2020

COVID-19: A "SORTE GRANDE" DOS VIGARISTAS, CORRUPTOS E ATÉ DE ASSASSINOS

Não há mais vida além da covid-19?


Desde Janeiro que não há praticamente notícias sobre outra coisa que não seja o coronavírus e a covid-19. Tudo o mais deixou de existir.

As notícias da doença são repetidas durante 24 h, até à exaustão, em todos os Media, sobretudo em nos canais televisivos, que são o principal meio de acesso à informação dos que estão em quarentena.  Não falam de outra coisa.

Todos os grandes casos de Justiça, da gente corrupta que enriqueceu, roubando o Estado, o povo ou os accionistas dos bancos e empresas, desapareceram por completo dos radares dos Media. Que aconteceu a essa gente? Por onde anda Isabel dos Santos, Ricardo Salgado, Sócrates  e quejandos? Continuam a fazer impunemente lavagem de dinheiro sujo  ou a porem aquele de que se apropriaram fraudulentamente nas off-shores?

E os que fugiram aos impostos, os do futebol, por exemplo, livraram-se das investigações?

A Justiça, deixou de funcionar, com medo do vírus? Se já era lenta antes da pandemia, será que paralisou? Vi e ouvi a Ministra da Justiça (que aprecio) a falar dos presos  que seriam postos em liberdade (com que concordo), mas não lhe ouvi uma única palavra sobre os criminosos de colarinho branco. Aposto que estarão "confinados ao isolamento" nas suas luxuosas moradias com piscina e outras mordomias (pagas com o saque que fizeram durante anos ao país), em quarentena como eu e os meus leitores. Parece-me mais umas férias de luxo e um prémio!

UCRANIANO MORTO À PANCADA, ALEGADAMENTE, POR INSPECTORES DO SEF

Ihor Homenyuk, tinha 40 e poucos anos, casado e com dois filhos 













E não provoca a maior indignação que nenhum governante venha dar uma explicação aos portugueses sobre crimes cometidos por organizações policiais ou militares, como o que alegadamente cometeram três inspectores do SEFDuarte Laja, Bruno Sousa e Luís Silva - espancando até à morte,  cobardemente,  Ihor Homenyuk, um ucraniano (que estava detido numa sala do aeroporto de Lisboa, sedado e manietado no chão). Estes inspectores gabaram-se do feito dizendo que "já não precisavam de ir ao ginásio", manifestando a impunidade de quem sabe que não tem testemunhas numa época trágica (mas, para seu azar, até houve testemunhas de colegas)?
Esmagaram-lhe o peito e as costas à bastonada, até a vítima não poder respirar e deixaram-no durante longas horas a morrer no chão da sala, até outro inspector o descobrir. E todos os que ouviram os seus gritos e não lhe prestaram auxilio, foram coniventes com o crime. Que foi encoberto por muita gente.
E o inspectores foram enviados para casa, pela sua directora com a pena de não poderem sair de casa? Como nós, em quarentena?

O SEF demorou mais de três horas a comunicar ao MP a morte do cidadão ucraniano nas suas instalações do aeroporto. E levou seis dias a informar a Inspecção-Geral da Administração Interna

Tenho direito a saber por que razão a cadeia de comando do SEF não se pronunciou sobre esta morte. São responsáveis pelo encobrimento de um crime tão repugnante, para mais cometido por forças de segurança que, num estado democrático, têm o dever e obrigação de proteger os cidadãos, mesmo os que possam ter cometido faltas ou mesmo serem criminosos?

Isto faz-me lembrar de um outro crime, que teve lugar há anos, numa esquadra da polícia de má memória, em que os inspectores decapitaram um preso. Julguei que barbaridades destas já não eram possíveis no nosso país.

TENHO DIREITO A UMA EXPLICAÇÃO DOS RESPONSÁVEIS E QUERO QUE OS CULPADOS SEJAM CASTIGADOS, ASSIM COMO OS SEUS CHEFES, QUE OS ENCOBRIRAM OU NÃO QUISERAM SABER.

03/04/2020

A PANDEMIA É UMA BÊNÇÃO PARA OS NEOLIBERAIS CONVICTOS

HUMOR NEGRO

Não consigo deixar de pensar no regozijo dos neoliberais mais fundamentalistas que passaram os últimos anos a queixarem-se das reformas que os velhos usufruem (esquecendo-se que a maioria de nós descontou durante mais de 35 anos para isso, portanto é dinheiro próprio, não é uma esmola). 

Como a Pandemia tem feito, e continuará a fazer, uma razia nos velhos acima dos sessenta anos, os neoliberais vão ficar com o problema resolvido: a morte dos velhos é o seguro de vida para os jovens executivos, empresários, empreendedores e outros que tais. 

E, se mesmo assim ainda não chegar para lhes assegurar uma vidinha de ricos, podem começar a "despachar" os pais e os avós mais resistentes à pandemia. Tapem-lhes a cara com uma almofada, durante o sono, que a morte se confundirá com a covid-19 e ninguém desconfiará.


02/04/2020

OS CROMOS DO CORONAVÍRUS: NICOLÁS MADURO

Maduro acusa navio cruzeiro português de acto de “terrorismo e pirataria” 

Um barco da Marinha da Venezuela afundou-se após colidir com o cruzeiro de turistas que tinha bandeira portuguesa, Resolute.
O Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, acusou o cruzeiro de ter cometido um acto de “terrorismo e pirataria” contra um barco da Marinha venezuelana que se afundou segunda-feira, após uma colisão.
Segundo Maduro, o barco venezuelano foi abalroado “de maneira brutal”. Tratou-se. contudo, de um acidente nas manobras e o navio cruzeiro recolheu todos os 'náufragos".

Maduro instou as autoridades do Curaçau, onde o barco está ancorado, a investigar este “acto de pirataria internacional”.

AS "PÉROLAS" DE MADURO:
«O barco [de bandeira portuguesa] que investiu contra a nossa nave é oito vezes mais pesado, é como se um gigante pugilista de 100 quilogramas agarrasse um menino pugilista e o golpeasse”, frisou.

"Trata-se de um acto de terrorismo e pirataria que há que investigar”, porque “se tivesse sido um barco de turistas não teria tido essa atitude de querer agredir“.

“As investigações continuam. As autoridades de Curaçau, em cumprimento dos compromissos internacionais, devem fazer a investigação, informar oficialmente e tomar as providências porque foi um acto de pirataria internacional”. disse Nicolás Maduro.

 NOTA: O navio de turistas foi registado em Portugal, mas não pertence ao nosso país, mas sim ao Canadá e a outro país qualquer.


31/03/2020

Ex-ministros denunciam Bolsonaro à OMS por campanha de desinformação ��



Twitter, Facebook e Instagram também apagam publicações de Bolsonaro, mas não apagam as de Trump... PORQUÊ? 


 O Twitter foi a primeira rede social a apagar conteúdos do Presidente do Brasil relacionados com a pandemia da Covid-19. Seguiram-se, nas últimas horas, o Facebook e o Instagram, com o argumento que as regras excluem publicações em que a "desinformação que possa causar danos reais às pessoas".

 Em causa está um novo vídeo de Jair Bolsonaro, no qual o Presidente brasileiro conversa com um vendedor ambulante de Taguatinga, nos arredores de Brasília. “Conversei com as pessoas e elas querem trabalhar. É o que eu disse desde o início. Vamos tomar cuidado, as pessoas com mais de 65 [anos] devem ficar em casa”, bradou Bolsonaro.

 Outra das ideias propaladas pelo Presidente foi a de que a cloroquina, fármaco utilizado para tratar a malária, “está a funcionar em todos os lugares”, algo que ainda carece de validação científica.

 A pandemia da Covid-19 já fez 159 vítimas mortais no Brasil. Há registo de pelo menos 4579 infectados. Ex-ministros da saúde lançaram um manifesto repudiando as declarações de Jair Bolsonaro minimizando a pandemia do novo Coronavírus.

30/03/2020

Confinamento nas "Caravelas de Descobrir"

No meu romance "O Navegador da Passagem" - Bartolomeu Dias (há muito esgotado), descrevo um outro tipo de confinamento, o das caravelas e naus de descobrir, as "gaiolas ou prisões do mar", como eram então chamadas, em que se viajava por mares desconhecidos, por vezes quase uma ano, como na odisseia da descoberta do Cabo das Tormentas/Boa Esperança.
Aqui vos deixo a descrição do que acontecia quando chegavam às costas da Guiné, com as calmarias.

 O Navegador da Passagem:

       «O marinheiro gritou a alta voz a saudação da manhã:
       – São oito horas. Deus nos dê os bons dias. Boa viagem faça a caravela, senhor capitão, mestre e toda a companhia. Ámen.
       Os quartos de vela começavam a ressentir-se com as baixas dos marinheiros e grumetes, aquando da rendição às quatro, oito e doze horas, de manhã e em iguais turnos depois do meio-dia, dividindo-se os homens da tarde em dois grupos que alternavam com as noites, tendo cada tripulante e oficial de servir dois quartos de vela de quatro horas cada um. O pessoal que estava de serviço ao nascer do sol, antes de ser rendido, baldeava as pontes com água do mar, tarefa repetida pelo turno das quatro da tarde, e os que vinham mais frescos punham-se à bomba, para escoar a água que nunca secava e acabava por apodrecer, tornando mais intenso o fedor na caravela.
       Na derrota da Guiné, os alísios do nordeste tinham sido substituídos por uns ventos caprichosos e imprevisíveis que assolaram o mar com tornados e ondas altíssimas, sacudindo os três navios como madeiros à deriva, para logo cessarem tão subitamente como haviam começado. Era todavia um sossego enganador, escondendo perigos invisíveis, com a pequena frota a navegar às cegas através de um denso nevoeiro, imobilizando-se por fim numa grande calmaria, quente como fornalha.
       Bartolomeu Dias achava-se já na amurada do lado da proa, quando Pêro de Alenquer surgira na coberta com um matalote que lhe transportava a caixa do astrolábio e fora postar-se junto ao mastro principal a fim de evitar os balanços da caravela enquanto tomava a altura do sol. Sabia que ele preferia executar aquele trabalho em terra onde era possível manter o aparelho imóvel e obter uma medição mais correcta, mas não fariam escala antes de S. Jorge da Mina e o mar com aquela calma parecia um lago de águas mortas.
(...)

Os homens padeciam do mal das calmarias, como lhe anunciara o barbeiro, uns com febres e outros com bostelas pela testa, moléstia frequente naquela costa. Não era difícil que o mal se pegasse aos matalotes de toda a armada, posto que, durante os períodos de imobilidade da frota, os batéis andavam cá e lá entre os três navios para os homens confraternizarem e tomarem algum desenfadamento. Sem demora mandou aviso a todos os oficiais para lhe virem prestar contas das suas dificuldades e necessidades.
       – Na S. Pantaleão – queixou-se João Infante, muito agastado – a água tem gusanos e fede que nem tapando o nariz se adrega a beber.
       – Ao passar a linha, danou-se grande parte dos alimentos – confirmou Diogo. – Andei com o despenseiro a ver dos estragos e tanto as carnes salgadas como as secas estão corruptas, o azeite, a manteiga, a marmelada e o mel fervem como se estivessem ao fogo, de mesmo fermentaram as passas e os figos que levávamos para os enfermos.
       – E o bichedo que ali se cria, por via da corrupção das viandas com esta calma, é tanto que até parece as pragas do Egipto – acrescentou João Álvares, o mestre da naveta das provisões, apoiando o seu capitão.
       – Nós também não vamos mal servido deles – disse mestre João Grego da S. Pantaleão.
        – Nem nós, tão-pouco! – apressou-se a dizer António Leitão, para mostrar que a nau capitânia não gozava de privilégios especiais ou de melhores grumetes. – E com os homens a adoecerem, uns após outros, não podemos fazer a baldeação e lavagem com vinagre do porão, pois não temos assaz de gente com forças para trazer a carga para a ponte.
       Os porões dos três navios, onde se armazenavam os víveres, principalmente o da naveta pela grande quantidade de alimentos que transportava, em nada se distinguiam já da aterradora ideia que os matalotes faziam das profundezas do inferno e cada descida ao bojo das caravelas era um calvário de sofrimento. As fezes e urina dos coelhos, galinhas e carneiros vivos, metidos em gradados e capoeiras, mas também dos homens que, apesar das proibições, bastas vezes ali se aliviavam, empestavam o ar e serviam de viveiros a enxames de piolhos, pulgas, percevejos, baratas e ratazanas.
       – O guardião só à força de castigos e pancada faz entrar lá os grumetes, para alguma limpeza, pois saem cobertos de bichos e infestam o navio.
       – Água, para lavar roupas, conveses ou porões, só a do mar, mestre Leitão – recomendou Bartolomeu Dias. – Mesmo corrupta, não se pode desperdiçar, pois não sabemos quando chegaremos à Mina para a aguada. »

 Nota: O quarto da alva, das quatro às oito da manhã.
(O Navegador da Passagem - Deana Barroqueiro)

OS CROMOS DO CORONAVÍRUS: KIM JONG-UN

OS CROMOS DO CORONAVÍRUS: KIM JONG-UN

A Coreia do Norte sem coronavírus? Oficialmente, sim. Mas as dúvidas são muitas. Apesar de ser o país mais isolado do mundo, a Coreia do Norte faz fronteira e tem contactos com a China, onde o coronavírus surgiu há cerca de três meses.

O discurso do regime de Pyongyang garante a inexistência de ocorrências. Contudo, as medidas de contenção sugerem que “as autoridades sabem que há casos e que o país corre grandes riscos”, alerta um professor de Estudos Coreanos da Universidade de Londres. Coreia do Norte ainda não registou qualquer caso de infeção com o coronavírus Covid-19, pelo menos a acreditar nas informações oficiais.

A imprensa na vizinha Coreia do Sul e nos EUA tem reportado múltiplas suspeitas de casos, cuja confirmação não seria de estranhar tendo em conta que o país faz fronteira com a China, o epicentro do vírus. Nos últimos dias, as autoridades de Pyongyang selaram fronteiras, fecharam embaixadas, mandaram pessoal diplomático de volta para os seus países, suspenderam o turismo e encerraram muitos locais públicos e todas as escolas.

A revista “Foreign Affairs” escreveu na semana passada que “a Coreia do Norte está extraordinariamente impreparada para uma emergência médica desta magnitude”, com “um sistema de saúde em ruínas” e “sedento de investimento público”. Numa altura em que o número de mortos em todo o mundo ultrapassou os 4.700, a Coreia do Norte “está indiscutivelmente mais vulnerável a um surto viral deste tipo do que qualquer outro país do mundo”, sublinha a publicação num artigo que alude ao “maior teste” que o líder do regime, Kim Jong-un, enfrenta até à data.
(JORNAL EXPRESSO)
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NÚMEROS NEGROS (MENOS NEGROS?)

COVID-19: PORTUGAL HOJE, 30 DE  MARÇO

OS NÚMEROS NEGROS (MENOS NEGROS?)
Nas últimas 24 horas houve mais 21 mortes em Portugal por Covid-19. No total há registo de 140 vítimas mortais, de acordo com o último relatório de situação publicado esta segunda-feira pela DGS, pouco depois das 12.00 h.

 CÔMPUTO GERAL DOS DADOS DISPONIBILIZADOS
Há 6.408 pessoas infectadas e 4.845 aguardam resultados laboratoriais. Houve um aumento de mais 446 casos confirmados face a domingo, o que representa uma variação de 7,5%.
Do total de infectados 571 pessoas estão internadas, das quais 164 nos cuidados intensivos. A grande maioria está a recuperar em casa.

 A região Norte continua a ser a que regista maior número de mortos (74), seguida da região Centro (34) e da região de Lisboa e Vale do Tejo (30) e depois o Algarve, com duas vítimas mortais. Sobre as 140 mortes registadas, 85 tinham mais de 80 anos, 31 tinham idades entre os 70 e os 79 anos, 16 vítimas tinham idades entre os 60 e os 69 anos, seis entre os 50 e os 59 e dois óbitos ocorreram no grupo etário entre os 40 e os 49 anos.

Os concelhos onde há mais casos confirmados são o Porto, Lisboa, Vila Nova de Gaia, Maia, Matosinhos, Gondomar e Ovar. É por isso o Norte que continua a registar o maior número de infecções (3.801), seguindo-se a região de Lisboa e Vale do Tejo (1.577 casos), a região Centro (784), o Algarve (116) e o Alentejo (45). Na Madeira há registo de 44 casos e os Açores têm confirmados 41 casos. Há nesta altura 11.482 contactos em vigilância pelas autoridades. Em relação aos casos de infecção, a faixa etária mais afectada é a dos 40 aos 49 anos, seguida dos 50 aos 59, dos 30 aos 39 e dos 60 aos 69 anos.

27/03/2020

OS «CROMOS» DO CORONAVÍRUS: BORIS JOHNSON

Das asneiras do Brexit às da infecção colectiva para tornar os ingleses imunes, deu o dito por não dito, mente e desmente-se, sem pingo de vergonha! Foi infectado, por ironia do destino.

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, está infectado pelo coronavírus, anunciou nesta sexta-feira o próprio no Twitter. Johnson fez o teste depois de ter sintomas leves, já está em isolamento profiláctico e promete continuar a liderar a resposta do Governo durante a crise pandémica de covid-19.

O ministro da Saúde, Matt Hancock, também está infectado. “Desenvolvi nas últimas 24 horas sintomas leves e testei positivo para coronavírus”, escreveu no Twitter o primeiro-ministro. “Estou agora em isolamento, mas continuarei a chefiar a resposta do Governo por vídeo-conferência à medida que combatemos este vírus. Juntos vamos derrotá-lo”.

OS «CROMOS» DO CORONAVÍRUS: O Ministro das Finanças Holandês

Em tempo de crise global, em vésperas de uma recessão económica a que ainda ninguém adivinha a dimensão e em plena pandemia em Portugal, “repugnante” não é palavra que se queira ouvir a um primeiro-ministro. Mas assim foi no final da reunião de ontem do Conselho Europeu.

Wopke Hoekstra, ministro das finanças holandês, terá dito esta semana que “a comissão europeia devia investigar países como Espanha, que afirmam não ter margem orçamental para lidar com os efeitos da crise provocada pelo novo coronavírus, apesar de a zona euro estar a crescer há sete anos consecutivos”.

E António Costa não gostou de ser confrontado com as declarações. "Esse discurso é repugnante. Ninguém está disponível para ouvir o ministro das Finanças holandês a dizer o que disseram em 2009, 2010, 2011.  Não foi a Espanha que importou o vírus. O vírus atinge a todos por igual. Se algum país da UE acha que resolve o problema deixando o vírus à solta nos outros países, não percebeu bem o que é a UE", disse. Também não percebeu bem o coronavírus.

E o que saiu da reunião entre chefes de governo? Pouco ou nada de conclusivo. Apenas a noção de que quatro países resistem às 'coronabonds' - Holanda, Alemanha, Finlândia e Áustria – e que, eventualmente, mais do que nunca, a desunião entre países europeus pode resultar num desfecho, tragicamente “repugnante”.

(Jornal Expresso)

Palavras de ministro são ″repugnantes″? Governo holandês vai ...

OS «CROMOS» DO CORONAVÍRUS: TRUMP


“Para que precisam de 30 mil ventiladores”, pergunta Trump, que duvida do número de infecções nos EUA “Tenho a sensação que em muitas áreas estão a anunciar números maiores do que na realidade vão ser”, disse Trump à Fox News.

Os Estados Unidos tornaram-se, na quinta-feira à noite, o país com maior número de casos registados de covid-19 - neste momento são 85.991 as pessoas infectadas com o novo coronavírus. Porém, pouco depois da divulgação deste dado, o Presidente Donald Trump criticou os governadores dos estados e questionou os pedidos de material médico.

Na entrevista de quinta-feira à noite à Fox, o Presidente dos EUA foi mais longe e duvidou da necessidade desse material. “Eu não acredito que precisem de 40 mil ou 30 mil ventiladores”, afirmou. Uma crítica directa ao governador de Nova Iorque, Andrew Cuomo, que disse que essa era a necessidade deste estado perante o aumento de número de casos e o risco para a vida dos cidadãos.

“Sabem, quando se entra num grande hospital vemos que eles têm dois ventiladores. Agora, de repente, estão a perguntar ‘podemos comprar 30 mil'?”, disse Trump, que foi também duramente criticado por Cuomo pela sua atitude perante a doença que já matou 24.007 pessoas e todo o mundo, e 1178 nos EUA, segundo o mapa interactivo da Universidade Johns Hopkins​.
(Jornal Público)
Trump diz que conclusões de relatório comprovam sua 'total ...