14/09/2016

FIC - CASCAIS

SEXTA, 16 DE SETEMBRO - 19 horas
Mesa-redonda na Casa das Histórias Paula Rego, Cascais.
Tema: Realidade e ficção nos romances históricos.
Deana Barroqueiro
Domingos Amaral ...
João Morgado
Maria João Lopo de Carvalho
Moderação: Ana Daniela Soares











SÁBADO, 17 DE SETEMBRO - 21.30 horas

Feira do Livro de Cascais

Estarei à espera dos meus amigos leitores, para uma dessas animadas conversas que me enchem de prazer.

09/09/2016

Feira do Livro do Porto








Amanhã, Sábado 10, a partir das 16 horas, vou estar na Feira do Livro do Porto, no Espaço Leya, para receber e falar com os meus amigos leitores. Nos jardins do Palácio de Cristal, um dos belos lugares da Invicta, de que tanto gosto. Lá os espero com o prazer de sempre.

Festival Literário de Ovar

Vou participar no Festival Literário de Ovar, no dia 11, Domingo, às 15.30 h, na Mesa Redonda 11, "Quando a Literatura e a História dançam tango", com João Pedro Marques e Maria João Lopo Carvalho.

Vejam o programa completo e variadíssimo aqui:
https://issuu.com/cmovar/docs/binder1?e=0


02/09/2016

Deana Barroqueiro na Feira do Livro de Belém

Vou estar amanhã, dia 3 de Setembro, a partir das 18 horas, na feira do Livro de Belém para conversar com os meus amigos leitores. Estes encontros são para mim, além do acto de escrever, os melhores momentos da minha vida de escritora.


01/09/2016

Uma viagem ao Passado

Na bela cidade de Viseu, que é o produto de milénios de História, fui de novo guia/contadora de histórias, para todos os que embarcaram no encantador comboio que percorre a cidade, mostrando os seus monumentos e recantos preciosos, em que a realidade e os mitos se confundem.
Um artigo de Daniela Soares Ferreira no Diário de Viseu

26/08/2016

Dia de Viriato, em Viseu

28 de Agosto 2016, Domingo

Vou participar em várias actividades da comemoração do dia deste herói ibérico, na bonita e culturalmente vivíssima cidade de Viseu. Estarei à conversa com quem me quiser ouvir, sobre os heróis (verdadeiros ou míticos), serei membro do júri na prova dos deliciosos bolos "Viriato" (que bom!!!) e julgo que, no dia 29,  segunda-feira de manhã, serei guia/contadora de histórias, durante um passeio do comboio turístico da cidade. Um programa em cheio. E se Viseu sabe acolher os visitantes!  


05/08/2016

Feira do Livro da Figueira da Foz

Domingo, dia 7 de Agosto, a partir das 17 h.

Vou estar na Feira do Livro da Figueira da Foz, no no Pavilhão Multiusos.
É sempre a minha oportunidade de conviver com os leitores/amigos e poder conversar com aqueles que me lêem, sobre História e Viagens. Lá os espero.



29/07/2016

Feira do Livro da Ericeira

31 de Julho, Domingo), pelas 17 h. no Parque de S. Sebastião

Vou estar na Feira do Livro da Ericeira É sempre a minha oportunidade de conviver com os leitores/amigos e poder conversar com aqueles que me lêem, sobre História e Viagens. Lá os espero.




27/07/2016

Colóquio em Lisboa

HOJE, 4ª feira, 27 de Julho, às 18 h. vou estar na Coimbra Taverna (Calçada de S. Francisco, 6A - ao Chiado) a falar da presença dos portugueses no Oriente, nomeadamente em Malaca, Samatra, Java e Malucas e a apresentar a viagem com O Corsário dos Sete Mares por esse mundos.

Apareçam para um agradável convívio.


22/06/2016

63º Encontro dos Descobrimentos - O Japão e o Mundo Ocidental

Dia 28 de Junho, cerca das 16 h, Deana Barroqueiro terá uma intervenção e participará numa mesa redonda, com João Morgado,  sobre os primeiros contactos dos Portugueses com o Brasil e o Japão: "Fernão Mendes Pinto - Um “achamento” que mudou uma nação"

No 63º Encontro dos Descobrimentos - O Japão e o Mundo Ocidental - 2ª Edição
Local: Centro Cultural de Cascais | Avenida Rei Humberto II de Itália, S/N - Cascais
Programa
09h30 - Recepção dos Palestrantes
10h00 - Abertura
10h10 - Palestras:
"Direito, Justiça e Globalização" (Palestras + Debate):
Alberto Carvalho Neto - "Da Caravela à Globalização - Cooperação dos Países de Língua Portuguesa e Espanhola e as suas relações com a Ásia"
Vice-Presidente da Federação Sino-PLPE
Ana Rodrigues da Silva - "Reflexos da globalização na pratica judiciária: o exemplo do regulamento sucessório europeu"
Juíza do Tribunal de Cascais
Gonçalo Sopas de Mello Bandeira - "Lavagem de Dinheiro em Portugal e no Brasil: alguns aspectos”
Prof. da ESG/IPCA, Investigador no CEDU-Universidade do Minho
José António Mouraz Lopes - "A relevância das politicas públicas anticorrupção"
Juíz Conselheiro do Tribunal de Contas de Portugal
Nuno Miguel Pereira Ribeiro Coelho - "Aspectos distintivos dos sistemas judiciais dos países de língua oficial portuguesa"
Juíz Desembargador do Tribunal da Relação do Porto
Moderador: Nelson Faria de Oliveira
Presidente do CIC - Centro Internacional de Cultura e Secretário-Geral da CJLP - Comunidade de Juristas de Língua Portuguesa
12h30 - Pausa para o Almoço
14h00 - Palestras:
"Vila do Bispo em 30 minutos"
Adelino Soares
Presidente da Câmara Municipal de Vila do Bispo
Artur de Jesus
Licenciado em História - Vila do Bispo
"Portugal e o Japão na Era Contemporânea: Da Diplomacia à Economia, do Desenvolvimento à Educação"
Pedro Miguel Amakasu Raposo Medeiros
Professor nas Universidades Lusíadas
"Desafios Presentes e Futuros | A Nova era de ligação entre Portugal e o Japão | A Ascenção do Quinto Império"
João Ribeiro
Presidente da Associação de Amizade Portugal-Japão
Arlindo Catoia Varela
Diretor da AEB - Associação de Comércio Exterior do Brasil e Ex–Presidente da Câmara Portuguesa de Comércio e Indústria do Rio de Janeiro
15h50 - Coffee Break
"A face humanista de Cabral"
João Morgado
Professor e Chefe de Gabinete do Presidente da Câmara de Belmonte e Autor de diversas Obras, entre as quais "Vera Cruz"
"Fernão Mendes Pinto - Um “achamento” que mudou uma nação"
Deana Barroqueiro
Professora e Autora de numerosos romances inspirados em conhecidos personagens da História, com ênfase nos Descobrimentos
Mesa Redonda com João Morgado e Deana Barroqueiro
"Oportunidades de negócios entre Brasil, Portugal e Japão"
Nelson Faria de Oliveira
Presidente do CIC - Centro Internacional de Cultura e Secretário-Geral da CJLP - Comunidade de Juristas de Língua Portuguesa
17h00 - Encerramento

15/06/2016

A Páginas Tantas - O Romance Histórico

O Romance Histórico

Inês Pedrosa, Rita Ferro e Patrícia Reis, moderadas por Ana Daniela Soares conversam sobre o Romance Histórico, sem papas na língua. Só hoje pude ouvir o programa, pelo que só agora lhes agradeço, muito sensibilizada, as referências elogiosas que me fizeram. Bem hajam, caras companheiras de Escrita.


Ouvir o programa aqui: A Páginas Tantas


09/06/2016

Um Blog entre Bibliotecas: [Autores Portugueses] Deana Barroqueiro

Um Blog entre Bibliotecas: [Autores Portugueses] Deana Barroqueiro: Deana Barroqueiro é autora de numerosos romances inspirados em conhecidos personagens da História. A sua pesquisa minuciosa leva-a a rec...

02/06/2016

Lotte Reiniger - Papageno - (1935).m4v

Lotte Reiniger é um dos símbolos da arte do cinema de animação e merece uma homenagem da Google, que recria a técnica desta artista, as sombras que ganham vida para contar ou recriar histórias.
A artista nasceu em Charlottenburg, na Alemanha, a 2 de Junho de 1899. Lotte Reiniger criou filmes fantásticos, usando cartolina preta, tesouras e ilimitada imaginação, ainda antes de Walt Disney.
Lotte Reiniger foi pioneira numa técnica inigualável de contar histórias, criando personagens em papel e dando-lhes vida.
Mas não são apenas as histórias de silhuetas de Reiniger que marcam esta grande figura do cinema de animação. É a forma como inspirou outros artistas – ninguém fez como Lotte, mas muitos beberam do seu talento.
O teatro de sombras foi transportado por Lotte Reiniger para o cinema. A mulher que sonhara ser actriz cria, em 1919, o primeiro filme, chamado ‘Das Ornamentdes verliebten Herzens’. Mas recriou os grandes contos de fadas, com as suas sombras encantadoras.
Veja a ‘curta-metragem’ que recorda a obra de uma figura única do mundo das artes.

Para quem gosta de A Flauta Mágica, de Mozart, aqui fica a ária de Papageno.

25/05/2016

Feira do Livro de Lisboa

Estarei, na Feira do Livro de Lisboa, no Parque Eduardo VII, para conversar com os meus Amigos Leitores, no meio de livros, uma das coisas que mais amo. 


1 - Sábado, dia 28 de Maio, a partir das 16 horas
Na Praça Leya, face ao Pavilhão da Casa das Letras,será o meu primeiro encontro com os  que estiverem dispostos a dar-me dois dedos de conversa. 

2 - Sábado, dia 4 de Junho, a partir das 16 horas
Volto a estar na Praça Leya, no mesmo lugar, para mais umas horas de convívio


Comigo estará um representante da Tryvel/TryArt que, em parceria com a Casa das Letras/Leya, organiza as viagens culturais com os meus dois romances O Corsário dos Sete Mares - Fernão Mendes Pinto (a Malaca, Samatra, Java e Molucas, de 15 de Outubro a 1 de Novembro de 2016) e O Espião de D. João II (ao Egipto e Etiópia, na Páscoa de 2017),para prestar informações a quem estiver interessado.


21/05/2016

Viaje com a escritora Deana Barroqueiro

Nos dias 28 de Maio e 4 de Junho (Sábados, às 16 horas), estarei na Feira do Livro de Lisboa para conviver com os meus leitores. A agência de viagens TRYVEL/TRYART fez uma parceria com a minha editora Casa das Letras/Leya, para a apresentação das duas viagens que faremos com os meus romances: a 1ª, a Malaca, Java, Samatra e Molucas, com "O Corsário dos Sete Mares", na 2ª quinzena de Outubro de 2016 (ver no post anterior ou Aqui o magnífico programa - http://tryvel.pt/tour/corsario-sete-mares/), e a 2ª, ao Egipto e Etiópia com "O Espião de D. João II - Pêro da Covilhã", na Páscoa de 2017. Durante a Feira haverá uma campanha com desconto para quem se inscrever até 15 de Junho.

18/04/2016

Venham viajar com Deana Barroqueiro e O Corsário dos Sete Mares até à Malásia e Indonésia


A minha viagem com a Tryart, como guia cultural

Embarcar numa Cápsula do Tempo, rumo ao passado e ao apogeu da grande saga dos Descobrimentos Portugueses, na senda de Fernão Mendes Pinto, O Corsário dos Sete Mares e dos primeiros navegadores que passaram além da Taprobana. Uma viagem de sonho e aventura em busca das ilhas afortunadas, por eles descobertas, das fabulosas paisagens, lendas e tradições que guardaram na memória ou registaram nos seus livros de viagens e peregrinações.

Ainda estamos longe da 2ª quinzena do mês de Outubro, de 2016, mas, mais vale avisar com tempo, para que não me digam depois que não sabiam! É de facto uma viagem pensada ao pormenor para maravilhar e também para partilhar memórias do nosso passado colectivo, no rasto de Fernão Mendes Pinto, o Corsário dos Sete Mares, por Malaca, Samatra, Java e Molucas. Imperdível! Será que vou ter amigos internautas a acompanhar-me nesta belíssima aventura, para ouvirem as muitas histórias que tenho para contar e verem paisagens e monumentos de cortar a respiração? Oxalá!

Corsário dos Sete Mares

  • Destino: Ilhas Molucas Indonésia, Malásia.
  • Duração 17 dias
  • De: 15/10/2016 a: 31/10/2016
  • Preço: 4495€
1º Dia – Lisboa / Dubai
Comparência no aeroporto da Portela até 120 minutos antes da partida. Roga-se aos viajantes que, antes de entrarem na cápsula do Tempo, se apresentem e convivam com os seus companheiros de aventura. Assistência nas formalidades de embarque e saída, com destino ao Dubai.
2º Dia – Dubai / Kuala Lumpur / Malaca
Chegada ao Dubai, desembarque em trânsito e prosseguimento da viagem em avião da mesma companhia, com destino a Kuala Lumpur, capital da Malásia. Não será uma longa rota, porque, graças à magia da Emirates e das suas naus voadoras, os onze meses da viagem de Lisboa a Malaca estão reduzidos a cerca de um dia, com escalas e aguadas incluídas. Chegada às 21h50 locais e após as formalidades de desembarque, transfer em direcção a Malacca. Depois da conquista da cidade por D. Afonso de Albuquerque, os caminhos são tão seguros como os de Portugal, podendo os viajantes admirar as paisagens com prazer e sem temor. À chegada, alojamento e refeição ligeira no Hotel Impiana Heritage 4* ou similar.
3º Dia – Malaca
Após o pequeno almoço, saída para visita da cidade de Malacca, o porto de chegada, de encontro e de partida dos aventureiros portugueses, pioneiros da globalização, para todas as nações do Oriente longínquo. Visita aos seus pontos de maior interesse histórico: a Famosa, Porta de Santiago construída em 1511, ponto de entrada para a Fortaleza Portuguesa; a Igreja de S. Pedro, a mais antiga igreja de Malacca ainda em uso e onde S. Francisco Xavier foi sepultado. Paragem no sopé da colina para apreciar o Poço do Sultão antes da visita ao Bairro Português. Prosseguimento até às ruínas da Igreja de S. Paulo, lado a lado com túmulos holandeses do século XVII e a Praça Vermelha onde se destaca o cor-de-rosa salmão do Edifício Administrativo holandês que alberga nos dias de hoje o Museu de Malacca e alguns escritórios governamentais. Visita à Igreja de Cristo antes de paragem para almoço em restaurante local. Após o almoço, visita ao Templo de Cheng Hoon – o único templo onde se professam as 3 maiores doutrinas da crença chinesa: Taoísmo, Budismo e Confucionismo. Passeio ao longo da antiga Estrada de Malacca que acaba nas margens do rio Malaka. Jantar em restaurante local. Regresso ao Hotel para alojamento. Durante 130 anos (1511- 1641), Malacca foi portuguesa e dela se contarão, ao longo do dia, infindas histórias de corsários, mercadores, mercenários e… casados.
4º Dia – Malaca / Kuala Lumpur
Após o pequeno almoço, viagem de regresso a Kuala Lumpur. À chegada, visita às Caves Batu nos subúrbios leste da cidade, onde será possível observar o modo de vida malaio, em toda a sua diversidade, e as tradicionais indústrias “Cottage”. Visita à fábrica Royal Selangor Pewter – o maior fabricante de estanho do mundo. Almoço em restaurante local. De tarde, visita à Chinatown onde se evocará o 1º encontro entre os portugueses e os chineses, em 1511, quando alguns capitães de juncos ofereceram ajuda a D. Afonso de Albuquerque para a conquista de Malacca, tendo o Capitão-mor enviado por eles cartas com pedido de amizade ao imperador da China. Segue-se um passeio pelo mercado central nocturno onde os locais regateiam animadamente a mercadoria. Jantar em restaurante local com buffet malaio e show cultural. Transfer e alojamento no Royal Hotel 4* ou similar.
5º Dia – Kuala Lumpur
Pequeno almoço no Hotel e um novo salto no tempo para um passeio na cidade, nascida por volta de 1850. De manhã, visita ao Monumento Nacional, ao Museu Nacional, à Galeria KL e ao Museu do Palácio do Rei. Paragem para fotos nas Torres Petronas, na Torre de Observação. Almoço buffet no restaurante 360 Atmosphere na torre KL. Depois do almoço, regresso ao Hotel. Tarde livre para descanso ou outras actividades de carácter pessoal. Alojamento.
6º Dia – Kuala Lumpur / Medan / Parapat / Ilha Samosir
Pequeno almoço no Hotel. Transfer privativo para o aeroporto de Kuala Lumpur para embarque em avião da Malaysia Airlines com destino a Medan, na ilha de Samatra, para retomar a rota de Fernão Mendes Pinto, as suas estadias no reino de Aru, como embaixador e mercenário nas guerras com Aceh. Chegada ao aeroporto de Kualanamuamu, recepção pelos nossos representantes locais e partida com destino a Parapat – famosa estância de montanha nas margens leste do imenso lago vulcânico Toba – passando por pequenas povoações e vastas plantações de óleo de palma, borracha e campos de arroz em terraços. Almoço em caminho. À chegada a Parapat, embarque em ferry com destino a Samosir – uma ilha no centro do Lago Toba. Alojamento e jantar no Hotel Toledo Inn ou Tabo Cottages ou similar.
7º Dia – Ilha Samosir / Lago Toba / Ilha Samosir
Depois do pequeno almoço, início da visita da Ilha de Samosir de barco. Visita à tradicional aldeia de Ambarita com antiga mobília megalítica em frente às casas tradicionais.  Paragem para visitar a aldeia de Simanido e assistir à dança tradicional do povo Batak Toba. O rei de Batak foi um dos primeiros aliados dos portugueses, depois da conquista de Malaca, a quem pediu ajuda militar para as suas guerras com Aceh. Os seus festins tradicionais tinham como suprema iguaria, o coração, o nariz, as orelhas e as palmas das mãos e dos pés dos seus inimigos, acompanhados de um arroz de cabidela, feito com o seu sangue. Recomenda-se como opção o Rendang de carne. Almoço entre as visitas. A última visita será às aldeias de Tomok com o seu túmulo do rei Sidabutar e de Toba village. Regresso ao Hotel para jantar com músicas tradicionais Batak. Se for concerto de gamelão ou representação de um títere Si Gale Gale, que possa incarnar o espírito de Fernão Mendes Pinto, a noite será de festa maior. Alojamento.
8º Dia – Ilha Samosir / Parapat / Brastagi / Medan
Pequeno almoço. Logo após, continuação da viagem até Brastagi, via o anel rodoviário do Lago Toba. No caminho, passagem por plantações de pinheiros, pelo magnífico cenário do Lago Toba e por quintas férteis de frutas e vegetais. Visita ao antigo Palácio do Rei de Simalungun em Pematang Purba. Almoço e passagem pela esguia queda de água de 100 metros de altura que desce até ao Lago Toba. Chegada a Brastagi, uma refrescante estância de montanha dominada por dois vulcões activos. Visita a um mercado de fruta. Continuação até Medan através da luxuriante floresta tropical húmida de Sumatra. À chegada a Medan, jantar e alojamento no Hotel Santika Premier Dyandra 4* ou similar.
9º Dia – Medan / Jakarta
Pequeno almoço no Hotel. Em hora a determinar localmente, transfere para o aeroporto para embarque às 12h20 em avião da Garuda Indonesia – voo GA 187, com destino a Jakarta, na ilha de Java. Chegada às 14h45. Assistência e transfere privativo para o Hotel Alila Jakarta 4* ou similar. Instalação. Tempo livre. Jantar e alojamento.
10º Dia – Jakarta / Banten / Jakarta
Pequeno almoço no Hotel. Dia inteiro de visita a Banten (a cerca de 1h30 de Jakarta), uma cidade com uma grande riqueza histórica com as ruínas do Palácio de Surosowan, o Palácio Kaibon, a Grande Mesquita de Banten, a Fortaleza de Speelwijk e o porto de Banten, o “hub” principal para os navios e outras embarcações que se dirigiam ao velho Banten. Teve o seu apogeu no Séc. XVI, quando Malacca estava ainda ocupada pelos Portugueses, que atraíam muitos comerciantes do médio oriente ao seu porto. Hoje em dia é só utilizado pelos pescadores locais. Almoço em restaurante local. Regresso ao Hotel em Jakarta. Jantar e alojamento.
11º Dia – Jakarta (The Old Batavia – Tugu) / Tenarte
Após o pequeno almoço, saída para visita ao porto de Sunda Kelapa, área portuária com 500 anos que foi um elo vital para os mercados do mundo exterior nos 15 séculos do Reino de Pajajaran. Desde então, este porto pertenceu aos Portugueses e depois tomado pelos Holandeses. Evocar-se-á a acção deste povo de corsários ávidos de lucro e de saque, que atacaram todas as possessões ultramarinas portuguesas, ganhando um vasto império com muito pouco trabalho. A magnífica e colorida escuna Makassar chamada Phinisi é ainda um importante meio de transporte de mercadorias para e da ilha exterior. Próximo do Museu Fatahillah – construído no Séc. XVI, encontra-se o velho povoado de Batavia. Após o almoço em restaurante local, visita ao povoado de Tugu, um bairro historicamente influenciado pela presença Portuguesa, no norte de Jakarta. Visita à Igreja de Tugu, Gereja Tugu, uma das mais antigas igrejas na Indonésia (Tugu Church), construída em 1752 aparentemente por escravos a trabalhar para a comunidade Portuguesa naquele período. Possibilidade de apreciar o Keroncong Tugu – uma das principais correntes musicais indonésias desenvolvidas no povoado de Tugu desde o Séc. XVII. Regresso ao Hotel para jantar e alojamento.
12º Dia – Ternate
Chegada às 07h25. Assistência pelo nosso Representante local e início da visita ao Palácio Ternate Sultan, à Mesquita de Ternate e ao Forte Kastela. A história comum a Portugal e às Molucas fez correr muita tinta e deu origem a muitos conflitos entre nações, descritos nas crónicas do tempo, evocadas durante a estadia. Almoço em restaurante local. Findo o mesmo, transporte para o Hotel Bella International 4* ou similar. Jantar e alojamento.
13º Dia – Ternate / Gamalama / Ternate
Pequeno almoço no Hotel. Às 08h00, início da viagem para explorar o Monte Gamalama, o Lago Tolire e a região de rocha vulcânica. Almoço em caminho de visita às Fortaleza de Kalamata, Tolukko e Oranje e à mais antiga árvore de cravo da índia. Regresso ao Hotel para jantar e alojamento.
14º Dia – Ternate / Tidore / Ternate
Após o pequeno almoço, embarque até à Ilha de Tidore para visita às terras altas de Gura Bunga. Continuação até ao Palácio do Sultão (almoço) e depois visita a Tahula e Tore – Fortaleza Espanhola. Após o almoço, regresso a Ternate passando pelo local dos pilares onde se hasteou pela primeira vez a bandeira vermelha e branca da independência em 17 de agosto de 1945, em Tidore. Jantar e alojamento no Hotel.
15º Dia – Ternate / Yogyakarta
Pequeno almoço no Hotel. Logo após, transporte privativo para o aeroporto de para embarque às 12h45, com destino a Yogyakarta (Via Makassar). Chegada às 18h05. Após as formalidades de desembarque, Transfere para o Hotel. Jantar e alojamento. Transporte até ao Hotel Yogyakarta Plaza 4* ou similar.  Jantar e alojamento.
16º Dia – Yogyakarta / Borobudur / Prambanan / Yogyakarta / Jakarta
Saída directa para visita até ao Templo de Borobudu – declarado Património da Humanidade pela UNESCO e o maior Templo Budista desta consagrada lista. A sua construção data do Séc. IX. Almoço em restaurante local. Prosseguimento a Prambanan, o maior templo hindu no sudoeste asiático localizado no reinado de Klaten, a 20 km da cidade de Yogyakarta. Este templo tem 47 metros de altura com 8 templos principais e 250 templos mais pequenos. Dia ideal para se falar de confluência de religiões e sincretismo religioso. Transporte até ao Hotel Yogyakarta Plaza 4* ou similar.  Jantar e alojamento.
17º Dia – Jakarta / Dubai / Lisboa
Pequeno almoço no Hotel. Transporte privativo para o aeroporto para embarque na nau voadora da Emirates, com destino ao Dubai.Desembarque em trânsito e prosseguimento da viagem numa cápsula do tempo da mesma companhia, com destino a Lisboa. Chegada ao aeroporto da Portela e regresso a casa, onde cada viajante poderá ordenar e registar as suas impressões da viagem, para memória futura.

Preço por Pessoa em Quarto Duplo
4.495 €
Suplemento Quarto Individual
540 €

Programa inclui:
  • Acompanhamento especializado de Deana Barroqueiro durante toda a viagem;
  • Acompanhamento de um responsável da Tryvel durante toda a viagem;
  • Passagem aérea em classe turística em voo regular Emirates, para percurso Lisboa / Dubai / Kuala Lumpur – Jakarta / Dubai / Lisboa, com direito ao transporte de 30 kg de bagagem;
  • Voos domésticos de Kuala Lumpur / Medan / Jakarta / Ternate /Yogyakarta / Jakarta;
  • 15 noites / 17 dias de alojamento nos hotéis indicados;
  • Refeições conforme programa num total de 12 almoços e 12 jantares e uma refeição fria à chegada a Kuala Lumpur (no 2ºdia);
  • Circuito em autocarro de turismo com guias acompanhantes em espanhol ou português durante todo o circuito mencionado no itinerário;
  • Taxas de aeroporto, segurança e combustível no montante de 334,20€ (à data de 17.02.2016 – a reconfirmar e atualizar na altura da emissão da documentação);
  • Entradas nos monumentos a visitar e mencionados no itinerário;
  • Gratificações;
  • Visto de entrada na Indonésia;
  • Todos os impostos aplicáveis;
  • Seguro multiviagens VIP.
Programa não inclui:
  • Bebidas às refeições;
  • Tudo o que não esteja como incluído de forma expressa;
  • Despesas de carácter particular designados como extras.
Nota: Consulte-nos para mais informações sobre partida do Porto.
Avenida Duque de Loulé, 72 | 3º
1050-091 Lisboa-Portugal
Telefone: +351 213 150 594
Contacto Emergência +351 936 007 033
Email: tryvel@nulltryvel.pt

Rua Augusto Luso 157
4050-073 Porto
Telefone: +351 223 213 680
Email: porto@nulltryvel.pt

04/04/2016

Panama Papers

Vejam como estamos nas mãos de criminosos, uma espécie de Mafia mundial, um polvo que engorda à custa dos sacrifícios do cidadão comum, que trabalha uma vida inteira e paga impostos pesadíssimos... porque estes ladrões de casaca, milionários, que lançam mão de todos os expedientes e vigarices para não pagarem o que devem. E o pior é que, quando são descobertos, nada lhes acontece, porque têm a Justiça no bolso.

PANAMA PAPERS:
Entre os rostos agora expostos estão 12 chefes ...de Estado ou de Governo e outros 33 políticos e funcionários públicos com ligações directas a paraísos fiscais. Nomes revelados numa gigantesca fuga de informação de mais de 11 milhões de documentos que põe a nu a forma como dirigentes políticos, figuras poderosas e burlões de várias áreas usam os paraísos fiscais para fazer fortunas à margem da lei. Os documentos foram obtidos pelo jornal alemão Süddeutsche Zeitung, a partir de uma fonte anónima. O CIJI já anunciou que divulgará a lista completa das empresas e pessoas a elas ligadas no início de Maio.
Ver Mais
Um especial interactivo produzido pelo Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação (CIJI)) explora as histórias do uso de empresas offshore por parte de políticos, seus familiares e associados - mais de 100 no total.
publico.pt

27/03/2016

Puestos están frente a frente

A música que Miguel Leitão de Andrada, O Vidente, transcreve na sua obra Miscelânea, a propósito da batalha de Alcácer Quibir, em que participou na Ala dos Aventureiros.

Poema:
Puestos entan frente a frente
Los dos valerosos campos,
Uno es del Rey Maluco,
Otro de Sebastiano
El Lusitano.
Moço, animoso y valiente,
Robusto, determinado,
Aunque de poca experiencia
Y no bien aconsejado,
El Lusitano.
Brama que entrevistan los moros
Y el exercito contrario
Ya se vá llegando cerca
Aellos (dize) Santiago,
El Lusitano.
Dispara la ertelharia,
La nuestra mal disparando
Llueven balas, llueve muerte,
Saetas y mosquetazos.
El Lusitano.

Que por los lados ya todos
Y con sangre de los muertos,
Está echo un grande lago.
El Lusitano.
Todo lo anda el buen Rey,
Dando muertes mui gallardo,
La espada tinta de sangre,
Lança rota, sin cavallo.
El Lusitano.

Que el suyo passado el pecho
Ya no puede dar un passo,
A George Dalbiquerque pide
Le de su rucio rodado.
El Lusitano.
Daselo de buena gana,
Y el Rey cavalga de un salto,
Mirale el Rey como jaze,
De espaldas casi espirando.
El Lusitano.

Mas le dize que se salve,
Pues todo es roto en pedaços,
Y el Rey se vá a los moros,
A los moros Sebastiano
El Lusitano.
Busca la muerte en dar muertes,
Sebastiano el Lusitano,
Diziendo aora es la hora,
Que un bel morir, tuta la vita honora.

Miguel Leitão de Andrada, O Vidente

De personagem real a personagem de ficção - o Vidente - no meu romance «D. Sebastião e o Vidente»:

Miguel Leitão de Andrada, natural da vila de... Pedrogão Grande, é uma personagem de vida fascinante, mas quase desconhecida dos portugueses. Guerreiro e escritor, com fumos de vidente, é o autor de Miscelânea, uma obra que retrata os costumes e sucessos de Portugal, nos finais do século XVI e começos do XVII, sobretudo da região onde nasceu.
Fidalgote de província e irmão de Frei João de Andrada, o secretário do Cardeal D. Henrique, vai participar na batalha de Alcácer Quibir, na Ala dos Aventureiros. Com a derrota dos portugueses, Miguel Leitão de Andrada, que se encontra muito ferido, é feito prisioneiro e vendido, pelo seu primeiro amo, na cidade de Fez.
O aventureiro escreve na sua Miscelânea que, sendo já prisioneiro dos Mouros, viu a eI-Rei D. Sebastião, morto, no campo de batalha, embora não tenha tido coragem para se aproximar e lhe ver o rosto:
«O dia depois da batalha, estando eu na tenda com os feridos companheiros Mouros, seria pelas oito ou nove horas da manhã, ouvi em todo o arraial dos Mouros grandes algazarras, festas e disparar de seus tiros. E veio de fóra a mim meu amo, que Abderehamen se chamava e pegando em mim pera me levantar me disse: Abecor Soltan, Abecor Soltan, do que eu nada entendendo, me disse hum dos feridos, que era Mouro dos de Granada: "dize tu Amo, que vayas ver tu Rey, que va por ali ". E levando-me pera detrás da tenda, vejo passar diante de mim, espaço de cinco ou seis varas, o infelicíssimo Rei D. Sebastião muito interissado, de bruços atravessado em huma sela, vestido em hum gibão de Olanda branca, calções de raxa arenosa, em hum cavallinho castanho, e Sebastião de Rezende seu moço da Câmara do serviço nas ancas delle. O qual deveo tirar de sobre as fronhas que então se costumavão, os ditos calções e despir o gibão pera cobrir o corpo do seu Rei que já achou nu, e despojado como logo todos o forão dos Alarves, nem levava camiza nem cousa na cabeça, e pernas, mas pola grande dor, e magoa me não dar jogar, me não cheguei mais a levantar-lhe o rosto, para o ver bem.».
Afirma ainda o autor que vários fidalgos portugueses, prisioneiros na tenda do rei Mulei Hamet para onde o morto foi levado, juraram ser ele EI-Rei D. Sebastião. A notícia do desastre chega a Portugal por uma carta de Miguel Leitão de Andrada a seu irmão Frei João, levada por um mercador castelhano que se encontrava na estalagem de Alcácer-Quibir, onde o árabe a quem Andrada coubera como escravo fora pernoitar. Esta carta foi mostrada ao Cardeal Rei D. Henrique e crê-se que tenha sido a primeira notícia do desastre em Portugal
Passa ano e meio como escravo de um mouro nobre e de sua irmã, que o julgam rico e lhe exigem um resgate de 12.000 cruzados, maltratando-o para o conseguir. É posto a ferros quando tenta fugir, com um dinheiro enviado por Frei João, um dos seus numerosos irmãos.
Quando vê que vai ser torturado, e temendo pela sua vida, o aventureiro português tenta de novo a fuga, desta vez com sucesso, escondendo-se nos campos, fora da cidade, com a ajuda de outros cativos cristãos e, mais tarde, vai encontrar-se, numa taverna da judiaria de Fez, com alguns judeus que lhe preparam a fuga para Portugal. Tinha então vinte e sete anos.
Chega a Portugal em Janeiro de 1580 e vai ser envolvido nas lutas pela sucessão do reino, pois é fidalgo da casa de D. António, o Prior do Crato, filho do infante D. Luís e um dos pretendentes ao trono. O reinado de D. António dura apenas alguns meses, porque Filipe II de Espanha invade Portugal e Miguel Leitão de Andrada coloca-se ao serviço do rei estrangeiro.
Casa três vezes com mulheres de posses, é acusado de assassínio de uma das esposas o que lhe vale cinco meses de prisão, mas continua a ser respeitado e admirado pelos seus contemporâneos, numa espécie de Corte da Aldeia e morre aos 79 anos, a 7 de Setembro de 1632.

19/03/2016

D. Sebastião: o rei o mito e a intriga

Esta entrevista para o JL - Jornal de Letras, sobre o D. Sebastião e o Vidente, foi feita oralmente, por telefone. Como falo muito (foi uma longa conversa) e muito depressa, torna-se difícil ao entrevistador captar e recolher o essencial sem truncar algumas frases ou cometer incorrecções. Para quem tiver interesse e pachorra para ler.


A obra de Deana Barroqueira foca-se sobretudo em figuras históricas e na era dos Descobrimentos como Bartolomeu Dias, Pêro da Covilhã ou Fernão Mendes Pinto. No seu romance D. Sebastião e o Vidente, agora reeditado, faz uma abordagem mítica ao reinado de D. Sebastião. A autora, que venceu o Prémio Máxima de Literatura-Prémio Especial do Júri em 2007, também escreveu vários livros de aventuras para jovens, que focavam a História de Portugal.

Jornal de Letras: Quando começou a interessar-se por D. Sebastião?
Deana Barroqueiro: quando andava à procura de figuras da literatura e das ciências. A certa altura, descobri um fidalgo, Miguel Leitão de Andrada, que tinha ido parar a Alcácer Quibir e tinha tido uma fuga rocambolesca. Casou três
vezes e teve uma vida muito acidentada e engraçada. A partir do livro dele tive a percepção de uma personagem fantástica para se fazer um romance. Ao começar a desmontar a época e o tempo, vi que era quatro meses mais velho do que D. Sebastião. Miguel Andrada de Leitão andou muito enredado com o rei e tinham muitos pontos em comum. Perderam os pais muito cedo e vão juntos na ala do aventureiros para Alcácer Quibir. E o irmão mais velho de Leitão de Andrada estava muito próximo do rei e por isso este tem sempre uma percepção muito próxima desta figura histórica.

O que é que esta nova edição revista do seu livro tem de novo?
Simplesmente melhorei o livro em termos de linguagem. O livro teve a primeira edição há 10 anos, quando a Porto Editora se lançou na área da ficção. Não quis modificar a história e mantive a estrutura, que eu concebi à maneira
do século XVI.

Nessa estrutura destaca-se o papel do narrador. É fundamental para perceber este romance?
Quis que fosse. Não é o fundamental, porque nos diálogos e nas situações o leitor percebe a história, mas lança uma constante piscadela de olho. Vai sempre interferindo, pontuando, comentando e fazendo observações acerca do futuro, se será ou não de uma maneira ou de outra. O romance histórico é sempre um manancial de informação, inclusivamente
para os políticos, para não repetirem os erros, mas não é só um livro de história seco, puro e duro.

O objetivo deste livro é entender quem é D. Sebastião?
É tentar entender D. Sebastião como ser humano na sua complexidade através de tudo o que passou nas suas experiências de vida. Dos seus traumas, da forma como foi educado, como foi apaparicado, como ninguém o contrariava quando foi rei absoluto aos 14 anos. E depois todas as intrigas daquele tempo, incluindo os espiões  de D. Filipe II que mexia as peças e governava. A estas, acrescentei a minha: sobre a forma como D. Sebastião ficou doente.

O Vidente ajuda perceber quem é D. Sebastião?
Creio que sim. Ele descreve no seu próprio livro que viu D. Sebastião morto no cavalo. Ele é uma das testemunhas da batalha de Alcácer Quibir. Ele vai comentando sempre, é muito crítico no livro.

Qual foi o período mais importante da vida de D. Sebastião, para perceber a personagem?
Eu acho que é a primeira fase da vida dele até ser rei aos 14 anos. Essa fase raramente é falada, sabe-se que ele perdeu o pai. Mas é importante saber que o próprio Pedro Nunes foi professor dele, que era amante de xadrez, que contraria a ideia que ele era um idiota. A sua generosidade, há muitos relatos de que ele era capaz de oferecer a sua camisa se visse um pobre a pedir esmola. A sua coragem incrível, ele ia na proa dos navios quando havia tempestades. O seu sofrimento, aquela ideia de ser capitão de Deus, formada pela religião e pelos romances de cavalaria. O idealismo que faz dele uma personagem extraordinária no  aspecto de ser humano ou então do mito. Acho que consigo dar a personagem mais próxima do real através de tudo o consegui  ler dele.

Qual o significado de D. Sebastião na História portuguesa?
Não há melhor significado do que o Desejado permanecer na nossa memória colectiva ao longo de 500 anos. O único rei que todos os portugueses conhecem. É o mítico. É muito comum D. Sebastião ser o mais amado ou mais odiado.

JL. Rodrigo Vaz Pinto

Deana Barroqueiro
D. SEBASTIÃO E O VIDENTE
Casa das letras, 692pp , 21,90 euros

13/03/2016

A nova edição da Casa das Letras-Leya

Já está nas livrarias a nova edição do D. Sebastião e o Vidente, revista e melhorada, com a chancela da Casa das Letras/Leya. Para festejar o seu 10º aniversário. Foi o meu maior sucesso, com várias edições esgotadas e cerca de 17.000 exemplares vendidos. Espero que haja agora novas gerações de leitores (os que há 10 anos não gostavam de ler e presentemente já gostam).  

Efeméride 2006: !º edição de D. Sebastião e o Vidente

Entrevista feita nos jardins do Palácio de Cristal, no Porto, para apresentação da 1ª edição do romance D Sebastião e o Vidente. Em voz-off, Paulo Rebelo Gonçalves, um amigo muito querido.

Efeméride 2006-2016

2006 Lançamento da 1º edição do D. Sebastião e o Vidente

Espero que a minha actual Editora Casa das Letras não me leve a mal, o recordar hoje, o nascimento e apresentação  do D. Sebastião e o Vidente, há 10 anos, nos Jerónimos, naquele dia que foi um dos mas felizes da minha vida, pelo que serei sempre grata à Porto Editora.

05/03/2016

AGENDA 2016 - Março na FIL


Dia 6 de Março, às 17.30, na FIL – Parque das Nações

Deana Barroqueiro vai estar à conversa com Miguel Real e António Pedro Vasconcelos, na Feira Internacional de Turismo, Pavilhão 2C, no “stand” de Viseu (nº 22), sobre histórias e personagens da nossa História.
É um bom pretexto para visitar a Feira que oferece muitas actividades e tem muitos atractivos.

04/03/2016

«Há muita gente que reage estupidamente quando se fala em Descobrimentos».

Entrevista a Deana Barroqueiro, escritora

A escritora de romances históricos Deana Barroqueiro tem novo livro na calha. O Clarim foi ouvi-la falar dessa sua nova obra e do desinvestimento nas áreas da Educação e da Cultura por parte do Estado Português, que, no decorrer de 2015, não assinalou devidamente duas importantes efemérides: os 600 anos da tomada de Ceuta e os Quinhentos anos da morte de Afonso de Albuquerque. E é por aí mesmo que iniciamos a nossa conversa.
O CLARIM  O que acha do Governo de um país que ignora efemérides destas?
DEANA BARROQUEIRO – Demonstra ignorância. Refiro-me ao Governo anterior, pois o actual ainda mal teve tempo de respirar. Foi dos mais medíocres em termos culturais que a minha longa vida presenciou. Substituir um Ministério da Cultura por uma Secretaria de Estado da Cultura é querer um povo inculto, ignorante, incapaz de se inteirar da sua mediocridade e do Governo que os governa. Um Governo que só pensa no próprio estatuto e não no interesse comum.
CL  Os povos nem sempre convivem bem com a sua História. Concorda com esta afirmação?
D.B. – Em absoluto. Portugal é um bom exemplo disso, embora essa atitude seja mais frequente nos países que foram colonizados. Têm esse péssimo hábito de imiscuir a história actual com a história passada e não conseguem digerir esse facto, esquecendo algo de fundamental, e que é: conhecer o passado auxilia a entender o presente, permitindo uma melhor projecção no futuro. Evitam-se asneiras anteriores, por exemplo. Uma nação é composta de passado, presente e futuro. Estou a falar de continuidade, e se cortamos uma parte ficamos incompletos. No caso português, urge fazer as pazes com determinados aspectos do nosso passado. E se houve violência, a verdade é que também houve imensa coisa positiva. É isso que é importante realçar.
CL  Será que a violência de que fala tinha razão de ser? Justificava-se?
D.B. – A violência no tempo de Afonso de Albuquerque, já que serve de exemplo, era uma “violência necessária”, ou seja era a fruta da época. Todos os povos a praticavam. Impunha-se o poder através do medo. Como é que acha que os muçulmanos, no seu processo de islamização do continente asiático, tratavam os povos com quem se deparavam? Para lá desse lado tenebroso, não esqueçamos, houve actos de grande generosidade e até actos verdadeiramente revolucionários para a época. Por exemplo, nas regiões sob a jurisdição de Albuquerque os indianos estavam impedidos de praticar o sati – o sacrifício ritual das viúvas nas piras dos maridos defuntos – e aos infractores eram aplicadas penas duríssimas. Além disso, não esqueçamos que Albuquerque foi o grande promotor dos casamentos mistos. Não só entre portugueses desclassificados, ou seja, os degredados e bandidos, mas também entre os soldados comuns. O almirante oferecia terras e postos administrativos a quem casasse com as mulheres indígenas cristianizadas. Mas o mais admirável era a sua incorruptibilidade. Era um indivíduo de uma honestidade e de uma lealdade a toda a prova. Por isso foi posteriormente amarfanhado, aviltado, e, na hora da morte, viu-se substituído por aqueles que tinha mandado acorrentados, como ladrões, para o Reino e que depois D. Manuel – certamente influenciado por maus conselheiros, amigos desses corruptos – libertou, reconduzindo-os nos cargos anteriores ou premiando-os com outros postos de chefia. Mas disso não falam os detractores dos feitos dos portugueses; por desconhecimento, ou porque não lhe interessa, pois a «lenda negra» vende sempre mais. Se fossemos a comparar a violência daquela época com a da agora, então é que não há justificação alguma. Além disso, se compararmos o que os portugueses de mal fizeram pelo mundo, por exemplo, com o que de mal fizeram espanhóis, holandeses ou ingleses, parecemos uns anjos. Essa dor, essa animosidade, essa má vontade, está um bocado fora do contexto, não faz sentido. Assumir os erros e as virtudes, faz parte do reencontro de um povo com a sua história e a história dos demais.
CL – Qual foi para si o factor mais admirável nessa descoberta iniciada há 600 anos?
D.B. – Foram muitos; é difícil escolher. O contorno dos continentes foi em grande parte descoberto e desenhado pelos portugueses, que ali deixaram uma vasta toponímia. Grande parte das ilhas e lugares onde os portugueses aportaram foram na realidade descobertas, no sentido em que não havia lá ninguém. Era um descobrir para a Europa, como é óbvio. Mas há ainda muita gente que reage estupidamente quando se fala em Descobrimentos, maldosamente deturpando o sentido. Já no século XVI a presença das pessoas nesses locais “descobertos” não era escamoteada, como as crónicas coevas o confirmam. Os cronistas fazem essa própria crítica.
CL  Com é que surgiu essa sua paixão pelos romances históricos que valorizam os feitos dos portugueses de antanho?
D.B. – Respondo com uma pergunta. Será que é possível conhecer um pouco de História de Portugal e da Literatura Portuguesa sem ficar completamente apaixonado e maravilhado? Acho que não. Temos uma História e uma Literatura, em todos os períodos, verdadeiramente rica e fabulosa. Fui durante muitos anos professora de Literatura Portuguesa no Ensino Secundário e tínhamos um programa riquíssimo, que depressa viria a ser destruído, com a perda de todo o conteúdo e a triunfante entrada do facilitismo repugnante que ainda impera. Ou seja, enquanto era um programa a sério eu era obrigada a estudar História para poder leccionar literatura de viagens. A partir da Idade Média verificamos que temos autênticos génios em todos os géneros literários e em todos os tipos de literatura, além dos factos históricos em si. Comecei a fazer escrita criativa quando ainda não se falava de escrita criativa. Ensinei os meus alunos a escrever contos, apenas com o material dos programas obedecendo à veracidade dos factos, os que os obrigava a explorar todas as técnicas narrativas. Quando se optou pelo no facilitismo no Ensino, vim-me embora, e resolvi fazer aquilo que mais amava na vida, a escrita, a minha escrita. Optei pelo romance histórico, precisamente porque era considerado um género menor, quando é, na realidade, o género literário mais difícil de concretizar. Quando este é levado a sério.
CL  Como assim?
D.B. – Para escrever um romance histórico intelectualmente honesto é preciso estudar muitíssimo. Não se pode enganar o leitor. Romances históricos feitos em seis meses ou num ano, peço imensa desculpa mas considero-os uma fraude.
CL  Mas há muita gente a fazer isso…
D.B. – Sim, mas é outra coisa. Romance histórico não é, de certeza. Como dizia o Almeida Garret, vão buscar «uns figurões», uns nomes à História, pintam-nos, acachapam-nos – «grudam-nos», como ele diz, e bem, «no papel da moda» – e, pronto, está a coisa feita. Infelizmente isso acontece com a cumplicidade das editoras e eu lamento imenso que tal aconteça, porque depois quem faz romances a sério, com anos e anos de trabalho – nenhum livro dos meus tem menos de três ou quatro anos de trabalho – é metido no mesmo saco dos “escritores de romances históricos a metro”. Considero isso muito injusto.
CL  Quer falar-nos do seu próximo romance?
D.B. – A trama desse romance tem lugar no século XVII, no período da Restauração e pós-Restauração. Um período difícil que coincide com a decadência do Império Português. Nele aplico, tal como nos romances anteriores, a minha componente literária, neste caso o barroco, próprio do século XVII. É um romance a quatro vozes, todas elas distintas, com um linguajar muito próprio, representativo da mentalidade da época. São eles: Brás Garcia de Mascarenhas, autor da grande epopeia do século XVII, “O Viriato Trágico”, e um dos guerreiros da Restauração. Temos depois a poetisa Soror Violante do Céu, que dá a perspectiva das mulheres e dos freiráticos, que era uma das componentes do século XVII que não se pode deixar de fora. Temos ainda Francisco Manuel de Melo, outro ponto de vista, completamente guerreiro, embora além militar fosse também político e escritor. E termino com a voz do padre António Vieira, que dará a parte diplomática.
CL  Já tem título?
D.B. – Não. Essa questão fica habitualmente a cargo do editor. Digo que estou na parte final, mas a minha parte final é sempre muito comprida. Estou com quatrocentas e cinquenta páginas, mas isso ainda é dois terços do total. É impossível meter a nossa riquíssima História em poucas páginas.
Joaquim Magalhães de Castro


27/02/2016

Nova Edição de D. Sebastião e o Vidente

Já está nas livrarias a nova edição, revista, do meu romance D. Sebastião e o Vidente, com a chancela da Casa das Letras/Leya. Para festejar o seu 10º aniversário, pois foi em 2006 que a Porto Editora o escolheu para se lançar na ficção, apresentando-o com imensa pompa, brilho e circunstância no Mosteiro dos Jerónimos. Aqui vos deixo a minha Carta ao Leitor, que serve de introdução ao livro.

  “La pluma es lengua del alma: cuales fueren los conceptos

                              que en ella se engendraren, tales serán sus escritos”

(El Ingenioso Hidalgo Don Quijote de La Mancha
Miguel de Cervantes 1605)
Caríssimo leitor(a)

 «D. Sebastião e o Vidente» foi o meu primeiro romance histórico de longo fôlego, a obra que a Porto Editora escolheu, em 2006, para iniciar o seu projecto editorial de ficção. Constitui um marco no percurso da minha escrita, porque, embora já tivesse publicado sete romances juvenis e dois livros de contos, foi este livro, premiado e com várias edições esgotadas, que me tornou conhecida como romancista.  
“D. Sebastião e o Vidente” representou não um corte com a obra anterior, mas um ponto de viragem, uma mudança em termos de objectivos, de destinatários e de maturidade da escrita. Teve uma longa gestação (cerca de três anos) e um parto difícil, com muitas versões destruídas. Talvez porque, inconscientemente, a antiga professora de literatura que ainda me habita se insurgisse contra a liberdade da escritora e lutasse para impor a sua vontade, ansiosa por partilhar com os leitores esse tesouro extraordinário de personagens, sucessos e obras do Renascimento português, que lhe serviram de modelo.
Creio que o tema do sebastianismo me surgiu de uma visão pessimista de Portugal, do marasmo do nosso presente e da incerteza do nosso futuro colectivo. Acabávamos de entrar no terceiro milénio da nossa era, um tempo que se esperava de grande Descoberta, Progresso e Conhecimento, para maior felicidade do homem; contudo, no mundo, sopravam cada vez mais fortes os ventos do desencanto, da violência, da pobreza e da superstição. Portugal, avesso à mudança, continuava à espera de um D. Sebastião que o viesse salvar do pântano da mediocridade e imobilismo em que vegetava.
Neste contexto, assume primordial importância no romance um narrador que dialoga, num registo irónico e crítico, com o leitor/a, permitindo-lhe estabelecer uma relação de distanciação e/ou proximidade entre as duas épocas, cotejando o passado com o presente. «A Literatura e a História não dividem o seu património», afirma uma máxima chinesa, porque uma obra literária dá sempre testemunho de um determinado tempo, espaço e civilização. E esse conhecimento é, na minha concepção, a mais-valia do romance histórico.
Assim, o leitor é convidado a sair do seu tempo pessoal e a mergulhar num outro tempo, efabulado, porém, recriado a partir de uma rigorosa investigação de fontes documentais, que se reflecte na contextualização da acção, da linguagem, das mentalidades, dos lugares e dos costumes do século XVI.
De igual modo, as personagens históricas do rei D. Sebastião (o mais desejado e caluniado de Portugal) e de Miguel Leitão de Andrada (um fidalgote de Pedrógão Grande, com fama de vidente e autor da Miscelânea, uma das fontes do romance) são retratadas de forma realista, por vezes crua, mas humanizada, procurando fazer-lhes a justiça que lhes foi negada. Duas vidas entrelaçadas pelo Destino, desde o nascimento até ao desastre de Alcácer-Quibir, que reflectem o espírito da época, esse binómio do idealismo-materialismo, magistralmente encarnado em D. Quixote e Sancho Pança, de Miguel de Cervantes.
D. Sebastião é, apesar de todas as esperanças da nação, um órfão privado de afectos, criado e educado por velhos, como a avó sedenta de poder e o tio cardeal, ambicioso e fraco. Caprichoso e insolente, cresce atormentado pelos seus traumas e complexos de adolescente, sublimados nos sonhos de glória de mancebo visionário, senhor de um poder absoluto (alimentado pela corrupção dos cortesãos e dos políticos) que o arrasta ao desastre, profetizado pelas dolorosas visões de Miguel Leitão de Andrada.
E como todo o autor de romances históricos é por natureza um criador de mitos, ofereço aos meus leitores uma complexa intriga palaciana, feita de conspiração, mistério e revelação… que, dez anos depois da sua criação – uma década preenchida pela trilogia de romances de viagens e descobrimentos, «O Navegador da Passagem», «O Espião de D. João II» e «O Corsário dos Sete Mares: Fernão Mendes Pinto» –, surge em nova edição, revista e melhorada, com a chancela da Casa das Letras/Leya.
Se a leitura vos proporcionar algumas horas de prazer e contribuir para um melhor conhecimento deste período da nossa História, o romance terá cumprido a sua missão e a autora seguirá novo caminho, na senda da sua escrita.

Deana Barroqueiro