27/11/2011

Mercado de Natal no Campo Pequeno


MERCADO DE NATAL DO CAMPO PEQUENO - PRODUTOS PORTUGUESES

No início de Dezembro vai realizar-se na arena do Campo Pequeno uma mostra variada e de qualidade de produtos e ofícios portugueses, com entrada livre, onde se poderão adquirir artigos portugueses a preços bastante apelativos, em áreas tão diversas como o Vintage, Gourmet, Crafts, Biológico, Design, Artes Plásticas, Plantas, Nostalgia, Decoração, Cerâmica, Joalharia, Moda, Coleccionismo, Livros e Instituições de Solidariedade Social.

Filosofia:
Recriar o espírito dos mercados de outros tempos, onde se pode encontrar um pouco de tudo. Artigos devem ser portugueses ou maioritariamente manufacturados em Portugal, tradicionais ou contemporâneos e preferencialmente de autor. Artigos de qualidade a preços mais acessíveis.

Objectivos do Mercado de Natal:

Expositores:
Contribuir para a divulgação, estimulo e sustentabilidade de ofícios, artesãos e micro actividades produtivas nacionais, que pela sua reduzida dimensão têm muita dificuldade em dar-se a conhecer ao grande público de modo a poder apresentar e escoar as suas produções. Muitas destas actividades são construídas com admirável persistência, paixão, engenho e criatividade, nas mais variadas vertentes produtivas ou culturais, constituindo notáveis exemplos de inovação e criatividade nacionais.

Instituições de solidariedade sociaL:
Aproximar do grande público estas instituições (Unicef, Médicos do Mundo, entre outras) que neste período difícil que o país atravessa lutam diariamente com tantas dificuldades, permitindo às mesmas uma participação gratuita para divulgação e angariação de apoios e receitas extraordinárias.

Público:
Sensibilização para a aquisição de artigos portugueses, estimulando actividades da micro economia nacional, a preços bastante mais justos e vantajosos, com o estímulo adicional de a entrada ser livre.

Data: 2, 3, 4 e 5 de Dezembro de 2011 (6.ª a 2.ª F., inclusive)
Horário: 11:00 às 21:00 h
Local: Arena do Campo Pequeno + corredor interno da Praça
( piso da arena alcatifado, espaço coberto )

Expositores previstos: 100 a 120
Temas: Crafts, Biológico, Vintage, Design, Gourmet, Artes Plásticas, Plantas, Cerâmica, Nostalgia, Decoração, Joalharia, Moda, Coleccionismo, Livros e Solidariedade Social.

Entrada Livre

Para mais informação:
Luciana Megre: 96 - 614.17.84
Anabela Oliveira: 96 - 258.99.81
email: mercadocampopequeno@gmail.com

21/11/2011

Uma bela história de vida

Jerónimo de Sousa diz que veio para a política para servir e não para se servir dela. Vive com o seu ordenado de oficial metalúrgico e vale pela sua seriedade e pela sua palavra. Vale a pena ouvir a sua experiência de vida duríssima na infância, na fábrica, na guerra colonial, na política, que fez dele o homem que hoje é e não o deixa esquecer dos que vivem sacrificados, explorados e esquecidos pelos seus governantes.

La femme grillagée

E aqui o cantor, em directo:

La femme grillagée - A mulher encarcerada



Pierre Perret dedicou esta canção a todas as mulheres do mundo, a qual foi censurada. Segue aqui a minha tradução (quase literal) do poema.

A mulher em grades

Escutem a minha doce canção,
que Verlaine saberia fazer melhor,
ela deve ser discreta e leve,
um arrepio d’água sobre musgo.
É o lamento da esposa,
da mulher por trás da sua grade (rede, prisão)),
fazem-na viver na Idade Média.
Que a vergonha os manche (enlameie)

Quando uma mulher está por trás de grades,
Todas as mulheres são ultrajadas
Os homens lançaram-nas na obscuridade…

Ela nunca toma a palavra
Em público, não é o seu papel.
Ela é assustadiça, ela é submissa,
Nem pensar em beijá-la.
Ensinaram-na a submeter-se,
A não contrariar o seu senhor,
Ela só tem direito a alguns murmúrios,
De olhos baixos, postos na costura.

Refrão

Ela respeita a lei divina,
Que diz pela boca do homem,
Que o seu lugar é na cozinha,
E que ela é a sua besta de carga.
Nada de armar em sábia,
É melhor que seja ignorante.
O esposo diz que os seus estudos
São contrários aos seus deveres servis.

Refrão

A burqa austera até aos pés,
É o garante da sua decência,
Ela impede a concupiscência
Dos homens a quem poderia agradar.
Um olhar julgado impudico
Seria mortal para a cativa,
Ela poderia acabar queimada viva,
lapidada na praça pública.

Refrão

Mulheres, soltai as amarras,
Recusai esses costumes bárbaros.
Dizei não ao maniqueísmo,
Ao regresso ao obscurantismo.
Deitai fora esse triste moucharrabieh,
nascido de hábitos esclavagistas,
e em vez de usarem esse véu (voile),
parti, soltai as velas (voiles)

20/11/2011

Cusco e caminhos incas do Peru


Do Tratado dos Descobrimentos, de António Galvão, Século XVI: "No ano da era de 1525 foi Diego de Almagro da cidade de Cusco para as províncias de Ariquipa e Chile, que estão dali para cima da parte do Sul, até 30 graus de altura. E, neste ...caminho, por ser comprido, descobriram muita terra, passaram muita fome, frio, trabalho, grandes neves e geadas, que há tantas naquelas partes, que dizem que os rios não correm senão depois do sol fora e alto dia, que as derrete, pela qual causa lhe morreram muitos cavalos e homens enregelados".

As minhas andanças pelo maravilhoso Peru, para ver Aqui

19/11/2011

Um livro para a visitante 11.111

Caríssimos amigos
Como o meu desafio para o prémio do Visitante 11.111 foi feito muito em cima do acontecimento, não tive comentários neste post e ninguém se apresentou como o Nº da Sorte. Mas, decidi "premiar" a simpatia de um dos amigos que se manifestaram no Facebook. Do sorteio dos papelinhos com os nomes, saiu o de Margarida Duarte, que não conheço pessoalmente, mas gostaria de conhecer.
Portanto, Margarida, se quiser receber um dos meus romances à sua escolha, pode combinar um encontro comigo, para eu lho entregar pessoalmente ou pode dar-me o seu endereço e eu envio-lho por correio.
Parabéns, querida amiga, e muito obrigada aos restantes amigos pelo carinho.
Deana Barroqueiro

18/11/2011

Quase 11.111 visitantes e um livro a sortear

PRÉMIO
Caros amigos, o blogue Deana Barroqueiro Conversa com os Leitores está prestes a atingir a mágica capicua de 11.111 visitas. Estou espantada e gratíssima a todos os que têm passado por aqui e conversado comigo. Gostaria de retribuir simbolicamente o carinho que me têm dado e, como não conseguirei saber quem será o visitante nº 11.111 para o presentear com um dos meus livros à sua escolha, oferecê-lo-ei àquele que escrever neste post o comentário mais interessante ou original, até à 24 horas do dia em que esse número for atingido (e ultrapassado. O livro será entregue por mim, se for fisicamente possível, ou enviado para casa do premiado.

Cá os espero, com muito carinho.
Apressem-se porque o número 11.111 está quase a ser atingido!

Pigeon Impossible

Para se divertirem, nestes tempos de crise, vejam este James Bond insólito, numa animação fabulosa, que me enviou o meu amigo Luís Pinto. Será que um agente destes nos podia salvar da Troika e dos nossos Governantes?

17/11/2011

Gerald Celente: Acabemos com esta farsa de demoracia

Alguns dos auto-denominados líderes europeus têm proposto afastar a Grécia da Zona Euro (e outros membros economicamente mais fracos). Muitos dizem que esta é uma tentativa desesperada para ajudar a salvar a moeda em colapso e outros tantos acreditam que a Grécia é o bode expiatório para um problema muito maior.

Gerald Celente, editor do The Trends Journal, dá-nos a sua opinião acerca deste tema, sem papas na língua, mostrando como os cidadãos, em vez de serem servidos pelos políticos que elegeram, se tornaram vítimas e peões nos jogos do poder, onde muito poucos enriquecem à custa de muitos.

Vale mesmo a pena ver e ouvir atentamente até ao fim e meditar neste conceito de Democracia, corrompido, desprovido de ideologia e de ética, defendido pelos nossos (e os globais) governantes.

07/11/2011

O Irão, o cinema e a repressão das mulheres


A repressão dos regimes muçulmanos é esmagadora e impeditiva de toda e qualquer manifestação de arte. Para criarem as suas obras, os artistas têm de se refugiar no Ocidente ou recorrer a ardis para as darem a conhecer ao mundo, arriscando-se muitas vezes a longos anos de prisão, como podeis ver nestes excertos de um artigo sobre o realizador Jafar Panahi, que está a passar nos nossos cinemas.
Para ver no meu blogue Romance da Bíblia.

06/11/2011

Frases para despertar os distraídos

Palavras da filósofa russo-americana Ayn Rand:

“Quando perceberes que, para produzir, precisas obter a autorização de quem não produz nada; quando comprovares que o dinheiro flui para quem negoceia não com bens, mas com favores; quando perceberes que muitos ficam ricos pelo suborno e por influência, mais que pelo trabalho e que as leis não nos protegem deles mas, pelo contrário, são eles que estão protegidos de ti; quando perceberes que a corrupção é recompensada e a honestidade se converte em auto-sacrifício; então poderás afirmar, sem temor de errar, que a tua sociedade está condenada”.

Enviado por Fernando Bentes

29/10/2011

Sou uma sexalescente realizada!


Queridos Amigos:
Tenho 66 anos e, neste conturbado e maravilhoso Século XXI em que adoro viver, conheci hoje a palavra que classifica deliciosamente o grupo etário a que eu e o meu marido pertencemos: Os Sexalescentes.
Se sofrer um acidente na rua e a notícia sair nos jornais, prefiro mil vezes que o jornalista, em vez de dizer como de costume, "uma sexagenária" (quase sempre sem nome) foi atropelada", me refira como "uma sexalescente" mesmo anónima. É mais fresco e tem mais graça.
Vem isto a propósito de um texto que me enviaram, cujo autor desconheço mas que presumo ser uma sexalescente, com que me identifico muito, e estou segura de que o mesmo acontecerá com muitos dos meus Amigos/Leitores, que pertencem a este grupo aqui tão bem caracterizado.
Também eu, ao reformar-me, pude dedicar-me a tempo inteiro à minha escrita e realizar-me em plenitude (como professora, enquanto foi possível exercer a profissão com dignidade, também me senti concretizada, embora sem essa centelha milagrosa de absoluto que me dá a escrita).
Aqui fica o texto que me enviou de Macau o meu querido amigo sexalescente, escritor e crítico, Eduardo Ribeiro:

Os Sexalescentes

Se estivermos atentos, podemos notar que está a aparecer uma nova franja social: a das pessoas que andam à volta dos sessenta anos de idade, os sexalescentes: é a geração que rejeita a palavra "sexagenário", porque simplesmente não está nos
seus planos deixar-se envelhecer.

Trata-se de uma verdadeira novidade demográfica - parecida com a que, em meados do século XX, se deu com a consciência da idade da adolescência, que deu identidade a uma massa de jovens oprimidos em corpos desenvolvidos, que até então não sabiam onde meter-se nem como vestir-se.

Este novo grupo humano que hoje ronda os sessenta teve uma vida razoavelmente satisfatória. São homens e mulheres independentes que trabalham há muitos anos e que conseguiram mudar o significado tétrico que tantos autores deram durante décadas ao conceito de trabalho. Que procuraram e encontraram há muito a actividade de que mais
gostavam e que com ela ganharam a vida. Talvez seja por isso que se sentem
realizados...

Alguns nem sonham em reformar-se. E os que já se reformaram gozam plenamente cada dia sem medo do ócio ou da solidão, crescem por dentro quer num, quer na outra.
Disfrutam a situação, porque depois de anos de trabalho, criação dos filhos,
preocupações, falhanços e sucessos, sabe bem olhar para o mar sem pensar em mais nada, ou seguir o voo de um pássaro da janela de um 5.º andar...
Neste universo de pessoas saudáveis, curiosas e activas, a mulher tem um papel
destacado. Traz décadas de experiência de fazer a sua vontade, quando as suas mães só podiam obedecer, e de ocupar lugares na sociedade que as suas mães nem tinham sonhado ocupar.
Esta mulher sexalescente sobreviveu à bebedeira de poder que lhe deu o feminismo dos anos 60. Naqueles momentos da sua juventude em que eram tantas as mudanças, parou e reflectiu sobre o que na realidade queria.
Algumas optaram por viver sozinhas, outras fizeram carreiras que sempre tinham sido exclusivamente para homens, outras escolheram ter filhos, outras não, foram jornalistas, atletas, juízas, médicas, diplomatas... Mas cada uma fez o que quis: reconheçamos que não foi fácil, e no entanto continuam a fazê-lo todos os dias.

Algumas coisas podem dar-se por adquiridas. Por exemplo, não são pessoas que estejam paradas no tempo: a geração dos "sessenta", homens e mulheres, lida com o computador como se o tivesse feito toda a vida. Escrevem aos filhos que estão longe (e vêem-se), e até se esquecem do velho telefone para contactar os amigos mandam e-mails com as suas notícias, ideias e vivências. De uma maneira geral estão satisfeitos com o seu estado civil e quando não estão, não se conformam e procuram mudá-lo. Raramente se desfazem em prantos sentimentais.

Ao contrário dos jovens, os sexalescentes conhecem e pesam todos os riscos. Ninguém se põe a chorar quando perde: apenas reflete, toma nota, e parte para outra...
Os maiores partilham a devoção pela juventude e as suas formas superlativas, quase insolentes de beleza ; mas não se sentem em retirada. Competem de outra forma, cultivam o seu próprio estilo...
Os homens não invejam a aparência das jovens estrelas do desporto, ou dos que ostentam um fato Armani, nem as mulheres sonham em ter as formas perfeitas de um modelo. Em vez disso, conhecem a importância de um olhar cúmplice, de uma frase inteligente ou de um sorriso iluminado pela experiência.

Hoje, as pessoas na década dos sessenta, como tem sido seu costume ao longo da sua vida, estão a estrear uma idade que não tem nome. Antes seriam velhos e agora já não o são. Hoje estão de boa saúde, física e mental, recordam a juventude mas sem nostalgias parvas, porque a juventude ela própria também está cheia de nostalgias e de problemas. Celebram o sol em cada manhã e sorriem para si próprios...
Talvez por alguma secreta razão que só sabem e saberão os que chegam aos 60 no
século XXI ...

19/10/2011

D. JANUARIO TORGAL FERREIRA E O ORÇAMENTO 2012 (14.10.2011)

É bom ver a Igreja tomar frontalmente posição contra a prepotência dos governantes que sacrificam sempre os que trabalharam e pagaram os seus impostos.

29/09/2011

Cartão Vermelho para o Ministro Nuno Crato


Cartão Vermelho para o Sr. Ministro da Educação Nuno Crato, no triste caso de negar o prémio prometido aos melhores alunos das nossas escolas. Falar constantemente de que se deve premiar a excelência e dar incentivos aos bons alunos e, de seguida, cometer um acto tão deselegante, apenas para poupar uns euros, canalizando o dinheiro dos prémios para os projectos das escolas, é uma política mesquinha e desastrosa.
Sobretudo para com jovens a quem devia dar o exemplo de Ética e boas práticas. Continuar a desprezar e humilhar os professores e os alunos das nossas escolas não trará seguramente bons resultados ao Ensino.
Cheguei a pensar que este Ministro faria a diferença, mas já tomou muitas atitudes que me desfizeram as ilusões. Lamento.

Uma entrevista na RDP Internacional

A RDP Internacional acaba de transmitir uma entrevista que Isabel Flora me fez há algum tempo, mais precisamente antes da publicação dos meus dois últimos romances, para o seu programa Ilustres Desconhecidos. Embora seja agora menos desconhecida do que então, como os temas ainda se mantêm actuais, aqui vos deixo o link e o podcast em MP3 da nossa conversa... caso tenham vontade e paciência para me ouvirem:
1553512_98097-1109291618.mp3
Renovo as minhas saudações e envio um abraço fraterno para todos os meus amigos espalhados pelo mundo.