16/12/2009
Resultado do Passatempo Segredo dos Livros
Os vencedores foram:
- Amália Barreiro, Santa Iria da Azóia
- Pedro Serra, Bombarral
- Gabriela Almeida, Coimbra
e irão receber em sua casa, um exemplar do livro "O Espião de D. João II".
Agradeço, sinceramente, o interesse mostrado por todos os participantes, lamentando a sorte dos que não foram contemplados e lembrando-lhes que está a decorrer um novo passatempo com a mesma obra, no Marcador de Livros, de parceria com a Editora Ésquilo.
Não deixem de concorrer, que esta 1ª edição está quase esgotada!
15/12/2009
Passatempo Ésquilo 2: O Espião de D. João II
Vejam como participar AQUI
10/12/2009
“O Espião de D. João II” é homenagem à Beira
James Bond das Descobertas. Romance histórico fá-lo herói.
“Este livro é da Beira e para a Beira. É uma homenagem à Beira”, disse sábado, no Fundão, a escritora Deana Barroqueiro, na apresentação do seu último romance, O Espião de D. João II.
Autora de cerca de duas dezenas de obras, Deana Barroqueiro tem-se afirmado como voz singular do romance histórico, de que D. Sebastião e o Vidente e O Navegador da Passagem, este dedicado a Bartolomeu Dias, são casos que mostram bem uma capacidade efabuladora alicerçada em rigorosa investigação histórica, que sustenta a expressão ficcional. Essa faceta foi posta em destaque por Adelaide salvado, que apresentou O espião de D. João II, que considerou ser “romance histórico, mas também livro de viagens”. Sublinhando fazer uma leitura com enfoque de geógrafa, a investigadora deteve-se nas personagens e nos sítios descritos por Deana Barroqueiro que, disse, “povoam de sortilégios o nosso imaginário”.
Adelaide Salvado lembrou que “a vida real deste beirão do século XV, Pêro da Covilhã, foi sempre marcada pela aventura” considerando que Deana Barroqueiro “extraiu de todas as fontes, com subtileza, algumas realidades e ficção, filtradas pelo olhar e o mundo da autora”. Na inteligente leitura que fez de O Espião de D. João II, Adelaide Salvado enfatizou “a poética beleza da descrição das paisagens”, dando voz ao próprio livro, onde a figura de Pêro da Covilhã “assume grandeza de herói, mas de um herói muito especial, com dimensão universal, na revelação de um diálogo inter-religioso”, que é, também, um traço singular deste livro. Tudo conjugado numa escrita, cujo “fio narrativo prende, com grande força, o leitor”, concluiu Adelaide Salvado.
Antes, o responsável da editora Esquilo, Paulo Loução, tinha falado da inovação da obra de Deana Barroqueiro que, no final, agradeceu, lembrando a figura de Pêro da Covilhã na “sua demanda dos segredos do Oriente e do misterioso Reino do Preste João”. Na sua longa peregrinação de cerca de seis anos pelas regiões do Mar Vermelho e costas do Índico até Calecut e, também, pela Pérsia, África Oriental, Arábia e Etiópia, descobrindo povos e culturas em lugares hostis. Pêro da Covilhã “na pele de um enigmático mercador do Al-Andalus realizou proezas admiráveis”. Eis a vida do nosso James Bond das Descobertas.
(Jornal do Fundão 10/12/2009)
03/12/2009
Vista à lupa...
Foi um prazer, para mim, esta conversa com João Paulo Sacadura que, além de ser um grande profissional na preparação do seu trabalho, através de muita pesquisa e leituras, é um óptimo comunicador e consegue mostrar aos espectadores o melhor dos seus entrevistados, levando-os a "sentir-se em casa" e a responder-lhe com a mesma naturalidade ou sinceridade com que se fala a um amigo, esquecendo-se até de que estão num estúdio de televisão.
"...devo-lhe muitas horas boas a "viajar" no tempo e a viver aventuras com heróis nacionais por esse mundo fora e por esse Portugal Histórico... assim sabe bem aprender o nosso passado, e se não o soubermos e acarinharmos não teremos um futuro digno! (e em breve serão os meus filhos a poder lerem-na e a vibrar com os seus aventureiros!)" - disse-me off-record.
São palavras que eu vou guardar no meu baú de recordações, enquanto o tempo da memória mo permitir.
29/11/2009
Agenda Novembro/Dezembro
TVI 24 - Livraria Ideal:
A entrevista de João Paulo Sacadura a Deana Barroqueiro vai para o ar na madrugada de 2ª para 3ª feira, à 1.08 h. e repete às 5.32 h.
3 de Dezembro, às 13.30 h.
TVI 24 - Livraria Ideal: Repetição da entrevista na 5ª feira.
5 de Dezembro, 18.30 h.
Fundão - Hotel Príncipe da Beira
A Ésquilo, Edições e Multimédia, o Hotel Príncipe da Beira e Deana Barroqueiro têm o prazer de os convidar para a apresentação da obra «O Espião de D. João II», feita pela professora e investigadora Dra. Maria Adelaide Neto Salvado.
Seguir-se-á um jantar literário que contará com a presença de todos os interessados. Inscrições abertas no Hotel Príncipe da Beira. O evento tem o apoio da Câmara Municipal do Fundão.
18/11/2009
Passatempo Ésquilo: "O Espião de D. João II"
À Volta dos Livros
09/11/2009
Agenda para o mês de Novembro
Apresentação de "O Espião de D. João II" no Sarau para a entrega de prémios de Conto e Poesia dos Jogos Florais da Murtosa 2009, no Edifício das Piscinas Municipais. Podem ver informações e cartaz do programa AQUI.
15 de Novembro, 17 h.
Conversa com os Leitores, na Bertrand do Forum de Aveiro, com apresentação de "O Espião de D. João II" pelo Sr. Eng.º Celso Pinto Ferreira dos Santos.
25 de Novembro, 18.30 h.
Fnac do Colombo, Lisboa - Apresentação de "O Espião de D. João II" pela Professora Dra. Helena Barbas, docente e investigadora da Universidade Nova de Lisboa.
27 de Novembro, 18 h.
Terceira edição dos "em.cantos", no Castelo de Alvito
- Apresentação da obra de Deana Barroqueiro pela Dra. Ana Paula M. Pires Figueira e leitura de excertos d' O Espião de D. João II pelo actor João Ricardo.
- A escritora fará parte da mesa redonda, orientada pela Dra. Ana Paula M. Pires Figueira, com o tema "A Importância do Património Edificado no Distrito de Beja: revisitar a Arte Manuelina em Alvito". Podem ver informações AQUI.
21/10/2009
Bíblia: Todos os defeitos e poucas virtudes
Estranho tais reacções porque, enquanto escritora de romance histórico, publiquei em 2003/2004 os meus Contos Eróticos do Velho Testamento e os Novos Contos Eróticos do Velho Testamento, com a chancela da Editora Livros Horizonte, nos quais rescrevi as lendas do Livro do Génesis, do Antigo Testamento, transformando-as em crónicas realistas da Antiguidade pré-clássica que põem em evidência os mesmos defeitos apontados por José Saramago, referindo-me ao dito Livro, numa entrevista que me fez Maria Teresa Horta para o Diário de Notícias (17/03/04), em idênticos termos, como um livro de maus exemplos com todos os defeitos e muito poucas virtudes.
Não são, portanto, textos ditados por Deus, mas inventados e plagiados por homens que acreditavam em deuses cruéis e vingativos e os usavam para justificar as suas lutas pelo poder, os seus actos de violência e crueldade ou o domínio pelo terror supersticioso da gente crédula e ignorante. Como ainda acontece com os países muçulmanos onde impera o fundamentalismo. Por isso, o Deus cristão, o Jeová judeu ou o Alá muçulmano não se distinguem em nada de Baal ou de qualquer outro deus pagão, com a sua brutalidade, ódio ao ser humano e pusilanimidade, como criatura feita à imagem do homem… que o criou.
Do ponto de vista histórico (o único que me interessa), o Antigo Testamento que foi o exclusivo objecto do meu estudo não passa de um texto literário, uma colectânea de lendas como a Ilíada ou a Odisseia, embora de pior qualidade do que as referidas obras gregas. Procurei nos meus contos repor o realismo da vida daquelas tribos de pastores, primitivas e nómadas, investigando a História desse período através dos documentos e provas existentes, assim como das notas dos padres Capuchinhos.
Os meus contos lançaram um olhar feminino sobre a Bíblia, nada comum até aos nossos dias, procurando mostrar a condição da mulher, desprezada, aviltada, usada pelos homens como objecto de compra e venda, inferior ao gado dos seus rebanhos, e como animal de procriação, essa condição veiculada nos ditos livros sagrados das três religiões principais e de que, mesmo no Século XXI, a mulher ainda continua a ser vítima.
Porque não suscitei, então, a mesma indignação, se os meus contos são muito mais violentos e denunciadores desses maus exemplos de vícios e crimes, do que os livros de José Saramago? Só encontro uma resposta: eu não era o Nobel da Literatura, mas apenas uma escritora pouco conhecida, que não provocaria o mesmo “perigoso” efeito de denúncia no mundo, apesar das versões brasileira, espanhola e italiana dos seus contos.
Santa hipocrisia! Espero que o livro de José Saramago seja um sucesso!
16/10/2009
Mais de 150 pessoas no lançamento
d’ O Espião de D. João II
A grande sala de jantar do 7º piso do El Corte Inglés ficou sobrelotada. Havia mais do dobro de pessoas para as setenta cadeiras que os organizadores disponibilizaram no evento e alguns convidados, não tendo conseguido entrar na sala, acabaram por desistir e retirar-se. A todos os que não puderam assistir, àqueles a quem eu não consegui falar ou sequer ver, venho deixar aqui o meu pedido de desculpas.
Fiz questão de chegar meia hora mais cedo para poder receber os amigos que se adiantassem, agradecer-lhes a presença, conversar um pouco e assinar-lhes os livros para não terem de esperar mais tarde, dado que muitos vinham de fora de Lisboa, nomeadamente do Algarve. Porém, com grande mágoa minha, nem mesmo assim logrei dar as boas-vindas a toda aquela encantadora e luzida assembleia de mais de cento e cinquenta pessoas.
O Espião de D. João II teve a honra de ser apresentado pelo Dr. Guilherme d’Oliveira Martins, presidente do Tribunal de Contas e do Centro Nacional de Cultura, o qual, de pois de tecer grandes elogios à obra, a fim não prejudicar o suspense da narrativa, escolheu debruçar-se sobre o mito da demanda do Preste João das Índias e encantou a assistência com uma verdadeira lição de História sobre o tema.
Assim, desejo expressar a minha gratidão à editora Esquilo, na pessoa do seu editor, Dr. Paulo Alexandre Loução, ao Dr. Guilherme d’Oliveira Martins pela sua brilhante participação e a todos os que vieram festejar comigo por cumplicidade neste amor dos livros e da escrita e por bem-querer.
Por fim, os meus agradecimentos à equipa do El Corte Inglês, pelo gentil recebimento na sala do seu restaurante e pelo transtorno que lhes possa ter causado a hora tardia em que os deixámos.

09/10/2009
No rasto de Pêro da Covilhã

Assim sendo, integrei-me com o meu marido, João Pires Ribeiro, na embaixada cultural do Centro Nacional de Cultura, que partia ao encontro da História, seguindo o rasto de Afonso de Albuquerque, o Terrível, através das fortalezas de Mascate, Curiate, Khasab (Musandam), Ormuz, ou do forte do Bahrein, entre outras. Eu, porém, seguia outro rasto, não o do conquistador e futuro governador das Índias, mas o do Espião de D. João II que o precedeu e, em 1487, encetou uma das mais extraordinárias viagens de todos os tempos: Pêro da Covilhã. Tal como Marco Polo, também ele esteve duas vezes em Ormuz, e no Cairo, antes e depois da sua peregrinação de seis anos pela Índia e pela costa Oriental de África e de onde voltaria a partir para a Arábia Félix, Sinai e, por fim, Etiópia, término da sua demanda do Preste João e da sua viagem sem regresso.

Com inexplicável emoção vislumbrei, por entre a neblina dos fiordes formados pelas estranhas configurações das montanhas de Omã, essa mesma paisagem que Pêro da Covilhã contemplou 520 anos antes de mim – as costas da Pérsia (Irão) e a florescente e rica ilha de Ormuz, a “Pedra do Anel”, onde desembarcou pela segunda vez, por ordem d’el-Rei D. João II, para aí deixar o Rabi Josef. Mal sabendo nadar, não resisti a meter-me naquele mar salgadíssimo, cuja densidade me permitia flutuar sem barbatanas nem coletes de salvação. A presença do meu herói bastava para me fortalecer a coragem, espicaçando-me a portuguesa costela aventureira. Porém, ao contrário da tolerância religiosa e do esplendor do luxo e das artes, que o espião de D. João II aí encontrou, foi-nos negada a entrada numa aldeia, pelos seus chefes, a pretexto do Ramadão e da nossa presença ser nociva (decerto por sermos infiéis, apesar de nos apresentarmos tapados da cabeça aos pés por balandraus mouros e lenços, por respeito aos seus costumes, sendo nós os visitantes.
Idêntica emoção experimentei, todavia, no Mar Roxo por onde Pêro da Covilhã navegou a medo nos djelbas, os barcos mouros feitos de tábuas atadas por cordas de cairo, sem pregadura, primeiro com o seu malogrado companheiro, o albicastrense Afonso de Paiva, e posteriormente sozinho duas ou três vezes. Aí pude mergulhar também nas suas águas, numa praia privativa de um hotel para estrangeiros, a salvo da intolerância religiosa e da sujeição ignóbil e castradora imposta às mulheres, para as reduzir à condição de servas dos homens, uma espécie de animais domésticos para reprodução.

No Cairo, mal vi os souqs, os quarteirões dos comerciantes, no entanto pareceu-me terem perdido o espírito antigo que ainda senti nos de Istambul, talvez devido ao excesso de turismo e da globalização no seu aspecto mais negativo de “formatação” dos povos. No entanto, a Cidade dos Mortos, onde o meu herói se bateu contra um bando de meliantes, não me defraudou. Nessa grande urbe, dentro da imensa cidade do Cairo, os vivos coabitam com os mortos, porque, desde há muitos séculos, ela se fez refúgio de miseráveis, desvalidos e criminosos, onde até a polícia receia penetrar. Vi do interior do autocarro (não deixam os turistas passear-se por ali) os túmulos ocres em forma de casas e os mausoléus de mármore que erguem as suas cúpulas altivas, semelhantes a minaretes de mesquitas ou abóbadas de palácios, tal como eu as descrevi em O Espião de D. João II, através dos olhos de Pêro da Covilhã. Disfarcei, para que os meus companheiros de viagem não me vissem chorar.
07/10/2009
O Espião de D. João II no Top 10 das Bertrand
Pode não ser muito significativo, mas deixou-me nas nuvens, como um começo auspicioso para o recem-nascido.
O veredicto dos leitores só o terei depois de lhe penetrarem no âmago e conhecerem as suas qualidades e defeitos. Espero que o declarem persona grata e me absolvam das suas falhas!
Esperar a sentença é o mais angustiante.
Gostaria de vos ver no lançamento, visitantes conhecidos e desconhecidos, pelo menos aos que estão perto, para festejar convosco.
Um grande abraço
Deana Barroqueiro
04/10/2009
O Espião de D. João II e O Navegador da Passagem, as duas faces da medalha
Como podia eu glorificar um e ignorar o outro, se eles eram como as duas faces da mesma áurea medalha? Para mais, a minha admiração por estes dois descobridores já vinha de longe, de um anterior projecto de criação de uma colecção juvenil de romances de aventuras com a saga dos Descobrimentos Portugueses, de cuja galeria de heróis ambos faziam parte.
Desde esse tempo, por mais de uma vez, tentei retomar a personagem de Pêro da Covilhã e escrever a sua odisseia, numa perspectiva mais histórica e menos efabulada, embora aproveitando muito do material da saga, fruto de uma pesquisa de longos anos. Narrar a sua peregrinação solitária (separou-se de Afonso de Paiva, em Adem, nos primeiros meses de jornada) de mais de seis anos através da Europa, África e Ásia – um mundo hostil de gente dominada pelo medo, o fanatismo religiosos e a superstição –, durante a qual Pêro da Covilhã desvendou mitos e lendas velhas de muitos séculos, descobriu impérios perdidos e reinos nunca antes visitados por um europeu, desenhando nos mapas imprecisos da sua época os contornos e trilhos do futuro. Uma Demanda mística, concretizada num tempo e espaço reais, semeada de triunfos, perigos e sofrimentos verdadeiros, que só pode ter paralelo na busca do Graal.
Irresistível!
Assim surgiu O Espião de D. João II, romance de viagens e de acção, com uma narrativa linear, adequada a esta personagem solar, um aventureiro dos quatro costados que, embora nado e criado no Portugal do século XV, não deixa de ser um misto de James Bond e de Indiana Jones, sem tecnologia, porém, com talentos extraordinários que o distinguiram dos homens do seu tempo.
23/09/2009
Lançamento do novo livro:
O ESPIÃO DE D. JOÃO II
18/07/2009
Álvaro, Castelo Branco...
Quem é ou quem são estes visitantes que me visitam com uma aparente fidelidade e carinho que me encantam e emocionam? Leitores, decerto, porque o blogue está construído como um Sítio para dar informações da minha obra e das minhas actividades de escritora. Não é um blogue, como este, que permite actualizações e interacção com os internautas.
Quando me apercebi da frequência deste “visitante”, julguei que fosse um amigo meu de Castelo Branco, cujo nome é Álvaro! Não era ele! Tratava-se de uma coincidência engraçada. Descobri, então, que havia um lugar, perto de Pedrógão Grande, chamado Álvaro. Tanto Pedrógão, como Castelo Branco são terras natais de duas das minhas personagens e tive aí, por mais de uma vez, gostosas conversas com os meus leitores.
Por isso, se esta mensagem ou a do Twitter, vos chegar aos olhos, caros leitores de Álvaro, Castelo Branco, enviai-me um e-mail ou escrevei-me uma mensagem, neste blogue ou no Facebook.
Gostava muitíssimo de os conhecer!
Deana Barroqueiro