07/05/2014

Boko Haram ameaça "vender no mercado" centenas de alunas raptadas na Nigéria

O movimento islamita Boko Haram reivindicou esta segunda-feira o rapto de mais de duas centenas de alunas de liceu levado a cabo em meados de abril em Borno, Estado do nordeste da Nigéria. Num vídeo de 57 minutos, remetido às agências internacionais, o líder daquele grupo armado, Abubakar Shekau, anuncia a intenção de “vender no mercado” as raparigas, “por Alá”.

Carlos Santos Neves, RTP 05 Mai, 2014, 18:29 / atualizado em 05 Mai, 2014, 21:13
Boko Haram ameaça vender no mercado centenas de alunas raptadas na Nigéria
Afolabi Sotunde, Reuters
“Raptei as vossas raparigas. Por Alá, vou vendê-las no mercado”, proclama Abubakar Shekau, o número um do grupo extremista islâmico Boko Haram, num vídeo obtido pelas agências internacionais. Este registo de 57 minutos começa com a imagem de um grupo de combatentes armados de espingardas automáticas. Entre disparos para o ar, os homens gritam Allahu akbar - “Deus é grande”.
 
Desconhece-se a data das filmagens. Concretamente, se foram captadas antes ou após a divulgação de notícias, na semana passada, que apontavam para o casamento forçado - com captores do próprio Boko Haram - de algumas das mais de 200 adolescentes raptadas em abril no Estado nigeriano de Borno, no nordeste daquele país africano. Ou mesmo sobre o envio de alunas para países vizinhos, nomeadamente o Chade e os Camarões, onde teriam já sido “vendidas” por uma soma de cerca de 12 dólares (8,6 euros), cada uma.

Na mesma mensagem, Shekau lança-se também numa litania contra a educação ocidental, que, nas suas palavras, “deve cessar”. E as raparigas, defende, “devem desistir” da escola para “casarem”.

“Meus irmãos, vocês devem cortar as cabeças dos infiéis. Meus irmãos, vocês devem capturar escravos. Meus irmãos, há escravos no Islão, não se deixem enganar”, prossegue o líder do Boko Haram, para então acrescentar: “Eu vou casar com uma rapariga de 12 anos e vou casar com uma rapariga de nove anos”.   

Outras informações, por confirmar, referem que o Boko Haram estaria disposto a negociar o pagamento de resgates pela libertação das raparigas, duas das quais teriam sucumbido a ferimentos sofridos em cativeiro. A coberto do anonimato, um teórico muçulmano, descrito como “intermediário”, adiantou que as estudantes cristãs teriam mesmo sido obrigadas a converterem-se ao Islão.

De acordo com a polícia nigeriana, os guerrilheiros islamitas raptaram, ao todo, mais de 300 alunas. Escaparam 53. Permanecem em cativeiro 276.
Bring back our girls

O destino das jovens raptadas pelo Boko Haram gerou uma vaga de indignação não apenas na Nigéria, mas também entre a comunidade internacional. Um movimento intitulado Bring back our girls (devolvam as nossas raparigas) promoveu várias manifestações por todo o território nigeriano, exigindo esforços redobrados por parte do Governo e do Exército com vista à libertação das alunas.

O mais recente vídeo do Boko Haram é difundido a poucos dias do início do Fórum Económico para África, na capital federal da Nigéria.

Naomi Mutah, uma das responsáveis pela criação do movimento de protesto, foi detida na noite de domingo, depois de se ter encontrado com a primeira-dama da Nigéria, Patience Jonathan. Mutah, que foi acusada de se ter feito passar por mãe de uma das estudantes raptadas, saiu entretanto em liberdade.

Debaixo de crescente contestação popular, o Presidente nigeriano pronunciou-se pela primeira vez sobre este rapto no domingo, prometendo “fazer tudo” para obter a libertação das adolescentes. Goodluck Jonathan diria ainda contar com a cooperação dos Estados Unidos na resposta à aguda crise de insegurança que assola o seu país. Na véspera o secretário de Estado norte-americano, John Kerry, garantira, num compromisso vago, que Washington faria “tudo que fosse possível” para ajudar as autoridades de Abuja.

Com uma população de aproximadamente 170 milhões, a Nigéria vive dias de violência no norte, bastião dos islamitas, no centro, com confrontos quotidianos entre diferentes comunidades, e no Delta do Níger, a sul, onde as populações locais exigem uma repartição mais equilibrada das receitas dos recursos petrolíferos.
 
Nota: Boko Haram - a designação em língua haúça do grupo islamita de Abubakar Shekau - pode traduzir-se como “A educação ocidental é pecaminosa”. Desde o início do ano os ataques atribuídos a este movimento extremista, que reivindica a proclamação de um Estado islâmico no norte da Nigéria, já causaram mais de 1500 mortes. O grupo deu início à sua insurreição em 2009, atacando, desde então, escolas, igrejas, símbolos e edifícios do Estado e até mesquitas.

24/04/2014

UM HOMEM DAS ARÁBIAS - Romance de leitura integral


Ontem, 23 de Abril de 2014, para comemorar o DIA MUNDIAL DO LIVRO E DOS DIREITOS DE AUTOR (estes últimos andam pelas ruas da amargura e muito chorados pelas editoras!),  disponibilizei para os meus leitores o texto integral (gratuito, claro!) de um dos meus primeiros romances históricos de viagens e aventuras, UM HOMEM DAS ARÁBIAS - PÊRO DA COVILHÃ, sobre as missões deste espantoso espião de D. João II em Marrocos e Arábia (aqui o início da sua extraordinária odisseia em busca do Reino do Preste João e da Rota das Especiarias.

Como não sabia onde poderia armazenar o livro, criei um blogue com o mesmo nome, cujos posts correspondem à sucessão por ordem crescente dos capítulos.

Para ler aqui:
DE
 DEANA BARROQUEIRO

03/03/2014

Guiné Equatorial, país de Língua Portuguesa???

 A língua que  a Guiné Equatorial fala e que a faz ser aceite pela CPLP - Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, não é o idioma de Camões, é tão só o do Petróleo ou do Dinheiro, que apaga todas as nódoas da corrupção, da tirania, do atropelo dos mais básicos direitos humanos.

Em 2010, a diplomacia portuguesa rejeitou a adesão imediata à CPLP por parte da Guiné Equatorial, governada há 31 anos pelo ditador Teodoro Obiang Nguema Mbasogo, e impôs um processo de entrada na Comunidade Países de Língua Portuguesa semelhante ao da União Europeia.

Agora, em 2014, o actual governo português, que se tem empenhado na destruição da nossa Língua, acode subserviente, ao cheiro de futuros negócios, a dar o seu aval a uma "golpaça" de Teodoro Obiang, e  fazer entrar pelas portas dos fundos da Europa (aquilo em que se tornou o nosso país), o mais execrável de todos os ditadores africanos. A adesão desta ditadura sangrenta foi sistematicamente repudiada nas cimeiras de Luanda e de Maputo, nos últimos anos, por se considerar que o país não cumpria os requisitos necessários. pelas outras nações africanas de Língua Portuguesa... que agora já estão dispostos a aceitá-lo, depois de algumas operações de cosmética.

Assim, a  suspensão da pena de morte, que entrou em vigor só há poucos dias na Guiné Equatorial, conclui o roteiro exigido pela Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) para a adesão deste país de língua espanhola ao bloco lusófono, pedida em 2010.  Vergonhoso!

Governo corta subsidios a crianças com deficiência - País - Notícias - RTP

Quando falam em nome dos Portugueses, Passos Coelho e os seus governantes falam de quem?

Seguramente não do povo português que juraram defender e proteger, mas que arruinam e lançam no desemprego e na pobreza.

Falam certa e exclusivamente em nome da sua clique de políticos oportunistas, defensores dos grandes interesses económicos que servem, usando os seus cargos como trampolim para futuras carreiras em empresas privadas (que favoreceram durante os seus mandatos), criando uma rede de ligações e influências proveitosas não para o país, mas para benefício próprio.

Vejam o regresso de Miguel Relvas (o "facilitador de negócios" por excelência, um "titulo" que parece remeter para a nomenclatura mafiosa), que na sua conduta passada mostrou tudo aquilo que de pior se pode fazer em política. Troçam de nós, pelos vistos, impunemente!

Até quando iremos suportar estas afrontas? Haverá quem, de entre os portugueses honrados e com ética, que vote nesta gente que atraiçoa a pátria, o povo e até os seus próprios eleitores? Quero acreditar que não!
   

Este caso já motivou mais de 400 queixas ao provedor de Justiça.
O Sexta às Nove investigou e descobriu que o governo está a cortar o subsídio de educação especial a crianças com deficiência. Nas dezenas de casos a que tivemos acessos constatámos que há pareceres
das escolas a pôr em causa decisões médicas.


Sessenta clínicos que acompanham crianças com deficiência deram voz à revolta e queixaram-se à Ordem dos Médicos.  O bastonário, chocado, admite enviar a queixa para o ministério público por entender que pode estar em causa um crime de usurpação de funções, posto em prática por funcionários mandatados pelo governo. 


O agora ministro da Segurança social recusou dar-nos uma entrevista mas há três anos, Pedro Mota Soares, então deputado da oposição, criticava o governo socialista pelos atrasos na atribuição do subsídio que agora está ele a cortar. 


Os casos que se seguem são de crianças com deficiência provenientes de agregados familiares pobres ou muito pobres.

19/02/2014

Parlamento europeu com exposição sobre português

 Por Hoje Macau, 19 de Fevereiro

O secretário de Estado da Cultura, Jorge Barreto Xavier, defendeu ontem que os falantes da Língua Portuguesa “devem construir a sua interpretação do mundo”, pois constituem “uma grande comunidade linguística regional”.
O governante falava à Lusa, à margem da sessão de apresentação das comemorações dos Oito Séculos da Língua Portuguesa, à qual presidiu, no ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa.

Na sessão, o secretário de Estado sublinhou a “necessidade de um programa para a Língua Portuguesa”, nomeadamente a criação de plataformas de “software” em português e o “exercício enciclopédico da Língua”.
Os oito séculos da Língua Portuguesa vão celebrar-se a partir de 5 de Maio próximo, Dia da Língua Portuguesa e da Cultura na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), e o dia 10 de Junho de 2015, Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades.
No seu discurso, Barreto Xavier sublinhou a “vitalidade” da Língua Portuguesa e defendeu uma “aproximação dos falantes”, e realçou a “importância estratégica da CPLP no contexto global”. “Somos todos nativos da Língua”, enfatizou Barreto Xavier. Referindo-se ao Português, o governante referiu a “riqueza da pluralidade do seu vocabulário”.

A SEXTA MAIS FALADA

A “pluralidade” da Língua Portuguesa, que é a sexta mais falada no mundo, a terceira mais utilizada em redes sociais como o Facebook, e a quarta no Twitter, foi o mais recorrente no discurso da presidente da Associação Oito Séculos de Língua Portuguesa, Maria José Maya.
A responsável sublinhou o facto de as comemorações “partirem da sociedade civil” e de se irem realizar “em rede, em parceria e terem um cariz policêntrico”. “O valor ético fundamental é o respeito pelo outro”, disse Maria José Maya, que sublinhou “a diversidade de falantes e de geografias” do Português, que “é falado em quatro continentes e se espraia por três oceanos”.

Os 800 anos da Língua Portuguesa completam-se em 2014, tendo como documento referencial o testamento do Rei D. Afonso II, datado de 27 de Junho de 1214, havendo outros documentos coevos, disse Maria José Maya.
 
Entre as iniciativas agendadas, os CTT, um dos parceiros, vão editar uma emissão filatélica comum aos oitos países da CPLP, comemorativa da efeméride. “A criação em breve de um site e a produção de uma ‘newsletter’”, é outra das iniciativas assim como a criação, a partir de hoje, de uma conta no Twitter e, no dia 5 de Maio, de uma página no Facebook. Está também prevista a criação um portal sobre a Língua.
Um concurso de poesia, do qual resultará a edição e uma antologia poética, será aberto aos oito países de Língua Portuguesa, assim como à Região Administrativa Especial de Macau e às diásporas lusófonas.
A partir de Outubro próximo, e até Maio de 2015, realizar-se-ão ainda “tertúlias poéticas” na Casa Fernando Pessoa, em Lisboa, estão previstas intervenções nas escolas básicas e secundárias, em parceria com a rede de bibliotecas escolares e o plano Ler+, adiantou hoje Maria José Maya.

No castelo de S. Jorge, em Lisboa, serão feitas tertúlias sobre a língua e a literatura.
Uma exposição de joalharia e sedas no Museu Oriente tendo como mote a “Peregrinação”, de Fernão Mendes Pinto, publicada há 400 anos, é outra iniciativa, assim como a reposição da peça “Fernão, mentes?”, pelo grupo A Barraca. Realizar-se-á um colóquio internacional sobre o português que demandou as partes do Oriente, na Universidade do Algarve. Ainda no Algarve, no âmbito do Festival Internacional de Esculturas em Areia, em Pêra, uma das escultura será dedicada a Fernão Mendes Pinto. Do plano consta a edição de uma medalha comemorativa pela Imprensa Nacional-Casa da Moeda e a exposição dos mais antigos documentos redigidos em Português na Torre do Tombo, em Lisboa.

PARLAMENTO EUROPEU ABRE EXPOSIÇÃO SOBRE O PORTUGUÊS

No século XV, com o início dos Descobrimentos, o português foi a primeira língua da globalização, falada por um milhão de pessoas que viviam [quase] todas no espaço hoje conhecido por Portugal continental. Actualmente o português é falado por 250 milhões de pessoas e, para além do inglês, é a única língua falada em países dos cinco continentes. Aproveitar e rentabilizar esta imensa mais valia que pode ser gerada pelo “Potencial Económico da Língua Portuguesa” é o grande objectivo da exposição que o Instituto Camões e uma equipa de investigadores do ISCTE coordenada por Luís Reto [responsável pela elaboração do livro homónimo desta exposição], inauguraram ontem em Bruxelas no edifício do Parlamento Europeu. A mostra patrocinada pelo eurodeputado centrista Diogo Feio, vai patente no 3.º andar do Parlamento Europeu em Bruxelas (no Edifício ASP), de 18 a 21 de Fevereiro.

EM 2050, VAMOS SER 350 MILHÕES DE FALANTES

Esta exposição é uma oportunidade para “mostrar no meio das instituições comunitárias que o português é uma das quatro línguas europeias de expressão mundial”, disse ao Expresso, Mário Filipe, do Instituto Camões. Esta exposição foi concebida a partir do livro coordenado por Luís Reto [publicado em Dezembro de 2012], e vai ter uma “forte componente visual dos cartazes, que permite assim uma mais ampla divulgação deste importante trabalho de pesquisa. Os dados estatísticos mais relevantes são evidenciados com recurso a tabelas, fotografias” e outros elementos gráficos, refere o Instituto Camões em comunicado. De acordo com os dados da equipa do ISCTE, actualmente existem 254,54 milhões de “falantes nativos” de português, o que equivale às populações dos oito países de língua oficial portuguesa: Portugal, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, Angola, Brasil, Moçambique e Timor-Leste.
Usam o português como língua materna ou oficial 3,66% da população mundial, o que significa que 3,85% do PIB mundial, é ‘produzido’ em português. Em 2050, dentro de 35 anos, 350 milhões de pessoas vão usar o português como idioma materno, e tudo indica que continuará a ser a terceira língua europeia mais falada no mundo, depois do inglês e do espanhol.

18/02/2014

"Diz-se Macau e não Aomen"

Consciência de Macau defende salvaguarda das tradições contra a homogeneização cultural.
Maria Caetano
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Jason Chao e Scott Chiang, membros do grupo Consciência de Macau e da Associação Novo Macau, promoveram ontem um evento público para promoção dos usos linguísticos locais contra o que consideram ser um processo de “homogeneização cultural”. A campanha, iniciada numa petição pelo uso do nome de “Macau” como marcador geográfico no Facebook, destaca o património histórico local e o legado de origem portuguesa.
Ontem, a página da iniciativa no Facebook, criada por Sulu Sou, outro membro da Novo Macau e da Consciência de Macau, acumulava mais de 1700 seguidores de diferentes origens, mas na sua maioria de língua chinesa, para que a empresa que gere a rede social utilize o nome de Macau na sua romanização original portuguesa a partir daquela que se acredita ser a raiz histórica do hokkien para a expressão “baía da deusa A-Ma”. O Facebook acedeu aos pedidos.
Os autores da iniciativa mostraram-se contra a possibilidade de as marcações no alfabeto ocidental usarem seja “Aomen” ou “Ou Mun” por entenderem que “a tradição de inclusão e coexistência deve ser preservada e deve estar livre da homogeneidade de qualquer cultura particular”.
Segundo os peticionários associados à Consciência de Macau, o uso da palavra Macau, na sua origem portuguesa, “demonstra respeito pela história e pelos costumes”. O grupo lembra também que é ainda “Macau” que aparece no brasão de armas da região.
A Consciência de Macau lembra ainda o uso do bilinguismo na nomeação das ruas da cidade, sem recurso a tradução e exprimindo diferentes significados em língua portuguesa ou em cantonês. Tal, entende o grupo, “reflecte a diversidade cultural e o ambiente multilinguístico e multicultural de Macau”.
Recentemente, Jason Chao, presidente da Associação Novo Macau e líder da Consciência de Macau, adoptou na sua comunicação oficial o uso vernacular do cantonês na escrita tradicional ao invés do chinês simplificado formal com uso de caracteres com significado em mandarim.
“Tendo em conta o desencorajamento, e até certo ponto a “demonização”, do uso do cantonês pelos governos, enquanto falante natural defendo o uso vernacular da língua aumentando o seu uso nas comunicações escritas formais”, defende Chao no seu website pessoal.

Ponto Final, 14 de Fevereiro

Carimbo de 1º dia: 400 Anos da publicação da Peregrinação de Fernão Mendes Pinto















400 Anos da publicação da Peregrinação de Fernão Mendes Pinto, 2014-02-24

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Fernão Mendes Pinto partiu de Lisboa, em 1537, embarcando numa viagem extraordinária pela Costa de África, Índia, Samatra, Sião, Camboja, China e Japão, uma façanha que personifica o espírito dos portugueses que se lançaram na aventura de alargar os horizontes do mundo.

A Peregrinação, publicada postumamente em 1614, é o relato dessa jornada excepcional por terras do Oriente, durante a qual Fernão Mendes Pinto foi mercador, cronista, jesuíta, pirata, embaixador, “treze vezes cativo e dezassete vendido”, numa sucessão de prodígios, maravilhas e aventuras que cruzam o real com o fantástico, deslumbrando a Europa seiscentista, ávida de relatos e histórias sobre povos e lugares longínquos.

Grandes Livros: "Peregrinação", Fernão Mendes Pinto

No 400º Aniversário da publicação da "Peregrinação" recordo de novo a obra do protagonista do meu próprio romance "O Corsário dos Sete Mares - Fernão Mendes Pinto", com este vídeo da RTP:

Espero ter feito justiça, no meu romance, a este grande homem, esperando que os meus leitores tenham ficado a conhecer esta figura enorme da nossa História e da nossa Literatura, tão injustiçada e esquecida durante mais de 3 séculos e finalmente restituída à sua grandeza.

Rua Fernão Mendes Pinto no 400º aniversário da "Peregrinação"



A Rua Fernão Mendes Pinto no 400º aniversário da publicação em Lisboa da PeregrinaçãoFreguesia de Belém (Foto: José Carlos Baptista)(Foto: José Carlos Batista)Placa Tipo IV (Foto: José Carlos Batista)(Foto: José Carlos Batista)

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Neste ano em que se celebra o 400º aniversário da publicação em Lisboa da Peregrinação de Fernão Mendes Pinto, recordamos a rua do seu autor, inscrita na Freguesia de Belém, na Rua XIV do plano de Urbanização da Encosta da Ajuda, desde 1948, a ligar a Avenida da Índia à Praça Dom Manuel I.
O Edital de 29 de Abril de 1948 foi o primeiro da edilidade lisboeta a fixar em Belém as memórias dos lugares e figuras relacionados com a Expansão Portuguesa , orientação que se manterá nas décadas seguintes e se alargará à então freguesia contígua de São Francisco Xavier. Assim, por este mesmo Edital e nesta mesma freguesia de Belém de cuja praia partiram as naus para a Índia no final do séc. XV, foram também atribuídos os topónimos Avenida da Índia, Praça de Damão, Praça de Dio, Praça de Goa, Praça do Império, Rua Damião de Góis, Rua Dom Cristóvão da Gama, Rua Dom Jerónimo Osório, Rua Dom Lourenço de Almeida, Praça Dom Manuel I, Avenida Dom Vasco da Gama, Rua Duarte Pacheco Pereira, Rua Fernão Lopes de Castanheda, Rua São Francisco Xavier, Rua Soldados da Índia, Rua Tristão da Cunha.
Freguesia de Belém
Fernão Mendes Pinto (Montemor-o-Velho/entre 1510 e 1514 – 08.08.1583/Almada) foi uma figura emblemática da Expansão Portuguesa pelas enormes aventuras que viveu a partir de 1537 como soldado, marinheiro, comerciante, pirata, feitor, diplomata e, inúmeras vezes cativo, quando foi pela Índia e  de Meca à Mongólia e do Tibete ao Japão.
Deixou-nos o relato fantástico dessas façanhas na sua Peregrinação, cujos 226 capítulos são um contributo indispensável para o conhecimento da Expansão Portuguesa no Oriente , que redigiu entre 1569 e 1578 (esta última data está referida na própria obra).
Quando Fernão Mendes Pinto regressou a Portugal, em 1558, depois de 21 anos por terras do Oriente, esperava recompensa mas durante quatro anos e meio a Coroa não despachara o seu pedido e por volta de 1562, foi viver para a «Outra Banda». Tornou-se proprietário de uma quinta no lugar de Palença, próximo do Pragal, com casa de habitação, courelas de vinho e de semeadura, onde viveu com sua mulher Maria Correia de Brito, cerca de 30 anos mais nova, e de quem teve filhas. E terá sido nesta casa que começou a escrever a Peregrinação, embora haja que defenda que foi na tranquilidade na Quinta de Vale do Rosal dos Jesuítas, na Charneca da Caparica. Certo é que a obra só viria a ser publicada 31 anos após a morte de seu autor, em 1614, em Lisboa, por Pedro Craesbeeck, a expensas de Belchior de Faria «Cavaleyro da casa del Rey nosso Senhor» que foi o mecenas da impressão.
Placa Tipo IV
Se tiver curiosidade de ler a Peregrinação original basta seguir este link da Biblioteca Nacional:  http://purl.pt/82/3/#/4 ]

14/02/2014

Assução Esteves, a Inconseguida!

Assunção Esteves, a presidente da Assembleia da República, é um ser "inconseguido", para usar o seu próprio vocabulário. Cada vez que abre a boca cria espanto e indignação, pelos seus comentários ou pelas propostas mirabolantes que apresenta. 

Agora veio propor o recurso a mecenas que possam pagar os festejos do 25 de Abril da Assembleia! Naturalmente para criar mais lobbies de poder (de dinheiro) do que já existem! 
 
Ao que nós chegámos! Esta gente num só mandato tem destruído o país e a identidade nacional como só aconteceu no tempo dos Filipes, com a perda da nossa independência.


Esta safra de políticos que nos (des)governa parece tirada de um manual de má banda desenhada ou de um péssimo filme de terror, sem pés nem cabeça. São os "boys" e as "girls" escolhidos a dedo entre os mais "classificados" nas hostes dos partidos políticos que se sentam à mesa do poder, mas a sucessão de factos anedóticos, erros monumentais, constantes contradições e péssimas decisões, mostram o estado de mediocridade, ignorância, falta de cultura e de sentido de Estado que os caracterizam e são o cerne da desgraçada situação em que nos encontramos . 

 
Já não há paciência para sofrer esta gente! 

 
Precisa-se urgentemente de um novo 1º de Dezembro, que restaure o país, defenestrando esta clique de incompetentes, antes que seja demasiado tarde!

Crítica no Goodreads ao Corsário dos Sete Mares

's review 
Feb 13, 14
4 of 5 stars
Read from October 12, 2013 to February 13, 2014
Samuel Viana

Recomendo este livro a quem não tenha vontade de "enfrentar" o original quinhentista. O cuidado e a atenção da autora com o detalhe é notável, dada a preocupação em usar muitas palavras nativas, assim como muitos termos da gíria dos marinheiros. Dei por mim muitas vezes a ter de recorrer ao dicionário porque palavras como "fusta" não me são nada familiares.

Gostei particularmente do capítulo sobre o Japão, e que tem muito destaque na história daquele país, dado ter sido o primeiro contacto dos japoneses com os europeus.


Lamento é a autora não ter desenvolvido mais a relação entre o protagonista principal e Francisco Xavier, porque me parece que, daquilo que eu conheço do original, na qual o missionário espanhol teve uma grande influência na parte final da Peregrinação, relativamente à decisão de Fernão Mendes Pinto chegar a querer entrar para a ordem de Jesus.


Fiquei com vontade de experimentar os restantes livros da autora.

13/02/2014

Escola Portuguesa recebeu 8,9 milhões de patacas

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O Governo de Macau, através da Fundação Macau (FM), contribuiu no corrente ano lectivo em 8,9 milhões de patacas para as despesas de funcionamento da Escola Portuguesa de Macau. O valor, ontem divulgado na lista de apoios da FM relativa ao quarto trimestre do ano passado, enquadra-se no acordo entre RAEM e Portugal mediante o qual a região garantiu financiamento do estabelecimento de ensino tutelado por Lisboa até 2017.
Nos últimos quatro anos lectivos, e após a saída da Fundação Oriente (FO) do quadro dos comparticipantes da fundação responsável pela escola, a FM já despendeu 35,1 milhões de patacas com a Escola Portuguesa de Macau, numa média de financiamento anual de 8,77 milhões de patacas. A escola tem um orçamento anual de 30 milhões de patacas, garantido com o pagamento de propinas e contribuições dos governos português e de Macau.