06/05/2010

Celivrarias cancela pela 2ª vez o lançamento do meu livro

A CEBUCHHOL (antiga livraria Buchholz), por conveniência e interesses próprios, cancelou hoje, pela segunda vez, o lançamento de O Romance da Bíblia, quando a editora Esquilo já tinha começado a enviar os convites, tanto electrónicos como em papel, aos leitores e aos Media e eu o tinha também anunciado em todas as minhas páginas da Internet.

Parece-me, independentemente de ter sido a parte prejudicada, que o comportamento da Cebuchholz foi de uma falta de profissionalismo, para já não dizer de ética, inqualificável.

Tendo sido contactada com mais de um mês de antecedência, a livraria marcou o lançamento do meu romance para o dia 20 de Maio. Para nosso espanto (da editora e meu), alguns dias mais tarde comunicaram-nos a impossibilidade de o fazer nessa data, invocando um inesperado “overbooking”: os serviços não se tinham dado conta de que haviam marcado dois lançamentos para o mesmo dia e hora (falta de competência ou desculpa esfarrapada?).
Como ainda não se tinham feito os convites, o editor da Ésquilo, Dr. Paulo Alexandre Loução, desculpou o erro e aceitou a nova data que lhe propuseram – 17 de Maio.

Anunciámos o evento. Fizeram-se os cartazes e convites electrónicos e os de papel, marcou-se a data com a actriz Tânia Alves, que vai ler alguns excertos da obra, e com a apresentadora (a primeira convidada já não o poderia fazer nesse dia, por isso tivemos de convidar outra pessoa, dando-lhe portanto menos tempo para preparar a apresentação).

Hoje, dia 6 de Maio, estando os convites já impressos e a serem enviados, a Cebuchholz contactou o editor da Ésquilo, para lhe comunicar que tinham outro lançamento, o qual, devido à presença de uma certa entidade política, só podia realizar-se no dia e hora do nosso, pelo que a apresentação da obra de Deana Barroqueiro tinha de ser de novo cancelada.
Ficámos siderados!

Percebo que a Cebuchholz zele pelos seus interesses, até posso aceitar a sua ideia de que os meus leitores não tenham o peso de uma qualquer personalidade da Presidência da República ou semelhante, porém não consigo aceitar que os seus dirigentes não honrem um compromisso, assumido com terceiros (e com grande antecedência, para mais depois de já terem faltado uma vez à palavra dada), só porque lhes apareceu outro evento que consideraram mais vantajoso para os seus interesses, atropelando sem hesitação os compromissos que a editora e a autora haviam assumido, por sua vez, com outras pessoas, porque fizeram fé na palavra e no profissionalismo da Cebuchholz.

Ao comprometermo-nos com eles, pusemos de lado outras instituições igualmente interessantes que nos ofereciam os seus espaços. Esses dias, entre 17 e 20, são as datas possíveis para se fazer o lançamento, ainda este mês.
A Cebuchholz deixou-nos, assim, numa situação quase impossível: conseguir à última hora, em cima do acontecimento, um outro local para a apresentação. E num dia e hora em que todos os participantes, sobretudo, a apresentadora e a actriz, o possam fazer.
Ainda que na Cebuchholz nos oferecessem outra data, já não podíamos aceitar, por falta de confiança na sua palavra, pois a(má)experiência ensinou-nos que, sem qualquer escrúpulo, o podiam cancelar de novo.

Estou indignadíssima e peço desculpa, a todos os meus leitores, deste comportamento vergonhoso da parte de uma instituição ligada à cultura que, todavia, age como se desconhecesse as mais elementares regras de compromisso e cortesia.

O editor, apesar da agenda carregadíssima deste mês vai fazer tudo o que estiver ao seu alcance para conseguir um local para o lançamento, se possível no dia e hora anunciado, pelo que espero ter oportunidade de ainda vir a receber os meu amigos e apresentar-lhes em pessoa O Romance da Bíblia.

Nunca imaginei que haveria de passar por uma situação destas!
É realmente escandaloso e inadmissível.

9 comentários:

angela disse...

Há que se divulgar, em alto e em bom tom, sem dó nem piedade, a total e inominável falta de decência desta "livraria"! Não pelo que fez com VOCÊ e sua EDITORA, mas PELO QUE FEZ - ponto. BOICOTE TOTAL - é o que sempre se faz às empresas que não respeitam a natureza, a ética e as pessoas.

Ana C. Nunes disse...

É realmente uma falta de respeito e de responsabilidade agirem desta forma.
Espero sinceramente que consigam arranjar outro local para o lançamento, e que tudo corra muito bem.

Zé Nuno disse...

A Deana diz tudo no texto... Incrível!

Anónimo disse...

O Senhor ou Senhora que tem a responsabilidade de trabalhar com uma agenda de compromissos, deve ser bastante incompetente.
Mas este país vive exactamente desta elite. O que vale, para meu regalo espiritual, é o saber que as grandes incompetências muito rapidamente perdem o brilho das grandes "estrelas".
Assim seja, com esses senhores da Cebuchhol.
Luís Pinto

Luís Gaspar disse...

Estamos a viver um tempo em que palavra dada tem pouco ou nenhum valor. É fenómeno que até já merece estudos. Merece, também, o repúdio de quem, ainda, dá valor aos compromissos, pequenos ou grandes. E o da Cebuchhol não é dos memores pela importância cultural que um livro da Deana, tem. Palmas para o seu desassombrado protesto, Deana. Havemos de nos encontrar na apresentação do seu livro, noutra oportunidade.

carlos peres feio disse...

comportamento sem classificação... ou tem, mas não digo!
estou contigo - bj
carlos peres feio

http://carlosperesfeio.blogspot.com/

DEANA BARROQUEIRO disse...

Obrigada pelo apoio e carinho, amigos. O editor está a tentar, hoje mesmo,ajustar com dois locais possíveis para os dias 17 ou 20 (no dia 20 a Tânia Alves já não deve ler os textos por estar em cena).
Foi realmente um golpe inesperado, por ser, sobretudo, muito em cima do acontecimento.

DEANA BARROQUEIRO disse...

Obrigada, Luís Gaspar! O que me levou a tornar pública a minha indignação não foi apenas por terem cancelado e substituído o lançamento do meu livro por outro, mas porque, tal como diz, é um terrível sintoma de como não se honra os compromissos nesta nossa terra. Estes compromissos tomam-se oralmente, baseados na palavra dada, as partes não são obrigadas por lei a fazerem-no por escrito, portanto, se não os incomodar o que os outros possam pensar da quebra do acordo e da falta de palavra, continuarão a fazer o mesmo, sempre que lhes for mais lucrativo. No meu caso, como sabe, em 15 dias fizeram-no por duas vezes.

Anónimo disse...

"Dr." Paulo Alexandre Loução? "Doutor" em quê?