11/09/2012

Nevoeiro, de Fernando Pessoa (Mensagem para Passos Coelho)



Depois da mensagem do primeiro ministro a anunciar medidas que vão criar mais pobreza para os velhos e os trabalhadores e mais riqueza para os ricos e intocáveis, deixo-vos esta outra Mensagem premonitória de um poeta desassossegado, na voz de Gal Costa.

Imersos num país de Nevoeiro de que nem o sol glorioso logra libertar-nos, assistimos impotentes à nossa destruição, levada a cabo por governantes incompetentes que juraram proteger-nos. Onde está a prometida equidade, que me faria aceitar os sacrifícios insuportáveis que nos pedem, quando vejo que os que mais podiam contribuir para a crise, são os que menos pagam e mais recebem, graças a um rol de medidas de excepção que lhes são oferecidas?

Estou a atingir o ponto de saturação, com esta política de extorsão, desigualdade de sacrifícios e de falta de horizontes. Estão a destruir o tecido social do país, borrifando-se para a democracia e os direitos do indivíduo. Não foram tanto os gastos das pessoas, mas as más políticas, a corrupção, jogos de influências e compadrios dos partidos que alternaram no Governo que puseram o país neste estado.

Portugal... é Hora!

4 comentários:

Ana Paula Lavado disse...

Sempre actual, Fernando Pessoa. Por isso o amo tanto.
Obrigada, Deana!

regina disse...

Excelente esta sua mensagem. Eugénio Lisboa escreveu um texto amargo sobre a situação. Retirei-o de De Rerum Natura mas pode lê-lo também no meu blogue.
Ab
Regina Gouveia

Ricardo disse...

Muito bom o seu blog,vou voltar.

Anónimo disse...

Por favor não desperdicem pérolas com os porcos.