09/05/2011

A Parte Boa da Internet

A Internet, apesar dos seus limites e defeitos têm-me proporcionado surpresas maravilhosas, sobretudo quando permite encontros e reatamentos de amizades há muito dispersas, interrompidas ou mesmo (aparentemente) perdidas. E esses milagres surgem nos mais inesperados sítios da blogosfera, como um comentário de alguém a quem muito estimo e há muito tempo não vejo, o qual me saltou aos olhos no blogue Coisas d’Amar que trata (imaginem só!) de delícias da culinária (outra das minhas paixões). Não resisto a transcrever esse comentário, com a minha homenagem a essa grande “Professorinha” que, no dito Mestrado, se destacava de todos os outros professores e me fez adorar a disciplina de Semiótica da Imagem. Bem haja, querida Professorinha, pelo muito que aprendi consigo e pela amizade que me deu.

Eis o comentário de FA a Mar:

Fa disse...
Querida Mar,

Ainda estava com a minha taça de iogurte e cereais na mão, olhando vagarosamente para as novidades na blogosfera, quando deparei com o seu post (já anunciado). Fez-me acordar de repetente para um mundo mais alegre, onde existem momentos privilegiados a qualquer hora do dia, mas com frequência ao final da tarde, quando já tudo se apaziguou. Embora confesse que também gosto do nascer do sol, de estar sozinha no terraço a beber o primeiro chá do dia.

Neste tratamento de Fa(da) faz-me sempre recordar alguém que me tratava e trata, sempre que nos encontramos em lançamentos de livros (dela), por "professorinha". O primeiro trabalho que ela realizou num seminário de mestrado teve por base capas de livros antigos de cozinha, aos quais juntou uma descrição que nos deixou a todos encantados. Escrevia muita bem e tinha uma imaginação extraordinária. Mas achava sempre que apenas estávamos a ser simpáticas/os com ela. Um dia começou a escrever livros para jovens, baseados numa história de Portugal ficcionada. Enviou o seu primeiro texto para várias editoras. Lembro-me que nessa altura me convidou para almoçar e me disse com ar muito espantado que todas tinham aceite, e, uma delas até queria abrir uma colecção. A partir dessa altura os livros sucederam-se e já não são apenas os de literatura infantil. Estou a falar da Deana Barroqueiro, uma pessoa muito especial, por quem tenho enorme carinho. Claro que pelo meio houve uma dissertação que eu me vi obrigada a manter, a muito custo, dentro daquilo que é o formato tradicional neste tipo de trabalhos académicos. Mas por decisão da Deana, mesmo estando terminada, não foi defendida. Facto que achei de grande coerência com um percurso que já se anunciava distinto.

Bjs
3 DE MARÇO DE 2011 03:16

1 comentário:

Jorge Gonçalves disse...

Duas pessoas muito bonitas!