15/06/2012
Reconhecimento...lá fora!
Foi uma honra ter o meu conto "Os Longores de Holofernes" analisado pela Professora Lyslei de Nascimento, da Universidade Federal de Minas Gerais, Brasil, na sua palestra "Crime e redenção: mulheres que matam", no I Congresso de Cultura Lusófona Contemporânea, realizado em Portalegre, nos dias 11 e 12 de Junho.
"O Romance da Bíblia" está a ser objecto de estudo de uma tese de Mestrado na Universidade de Minas Gerais, Brasil; O Navegador da Passagem serviu de objecto de estudo e tradução na Universidade de Bolonha/Forli, em Itália.
É engraçado ver as minhas obras como estudo nas universidades estrangeiras e ser praticamente ignorada pelos Media portugueses.
PORTALEGRE ACOLHE CONGRESSO DE CULTURA LUSÓFONA CONTEMPORÂNEA
A Escola Superior de Educação de Portalegre acolheu nos dias 11 e 12 de Junho, o I Congresso Internacional de Cultura Lusófona Contemporânea. Uma iniciativa promovida por este estabelecimento de ensino em parceria com Universidade Federal de Juiz de Fora (Brasil) , que tem por objectivo instituir-se como um espaço de discussão e reflexão em torno das questões de género nas literaturas de expressão portuguesa contemporâneas, nomeadamente no que à autoria e às representações literárias do feminino diz respeito.
A conferência de abertura foi da responsabilidade da escritora portuguesa Maria Teresa Horta.
Ainda no Congresso, foi exibido o filme português "Florbela", inspirado na vida e obra de Florbela Espanca, no dia 11, pelas 21.30, no auditório da ESEP e que, no final, contou com um debate com a presença do realizador Vicente do Ó.
Destaque ainda para a Feira do Livro que decorreu nos dias 11 e 12 na ESEP, aberta a toda a comunidade, e para a exposição de pintura que estará patente na Biblioteca Municipal.
O Congresso teve lugar nos dias 11 e 12 de junho de 2012, sendo subordinado aos seguintes subtemas:
1. Literatura e autoria feminina: vozes, percursos e modos de ver o mundo
2. Texto, género e linguagem: as potenciais marcas do feminino
3. Modalidades de escrita no feminino: diários ficcionais e narrativas epistolares
4. Representações da mulher na literatura de autoria masculina ou feminina: a (des)construção do estereótipo
5. Sujeitos textuais e construção da identidade feminina: auto-perceção e (in)aceitação de si; corpo: totalidade e fragmentação
6. Identidade feminina e alteridade: a poética do (des)encontro
7. Representações da mulher no Cinema e outras Artes: a (re)configuração do cânone e da identidade.
Patrícia Azevedo (FER TV JORNAL)
12/06/2012
Os Corsários dos Sete Mares
Esta não será uma Noite com Poemas, será uma Noite de Histórias, porque assim o desejaram os organizadores destas gostosas tertúlias, na Biblioteca de Cascais - S. Domingos de Rana, que me honraram com o seu convite. Para os meus amigos que quiserem aparecer segue o convite e o mapa para lá chegarem.
Os Corsários dos Sete Mares, eis o estimulante tema que nos propõe Deana Barroqueiro, a nossa convidada para a sessão de 15 de Junho de 2012, Sexta-feira, pelas 21h30, como sempre na Biblioteca Municipal de Cascais - São Domingos de Rana.
Odisseia marítima dos aventureiros que, ultrapassando a dimensão de portugueses, desfizeram mitos e se fizeram História de inúmeras nações que os mares banharam: Bartolomeu Dias, Pêro da Covilhã, Fernão Mendes Pinto, Martim Afonso de Sousa e tantos outros. De tanto se propõe, então, a autora falar-nos, contando as histórias de que a História se faz. O convite está feito.
Uma vez mais, creio poder assegurar-vos um momento bem passado, um encontro de afectos, um tempo de reflexão e conhecimento. De todos espero, como sempre, o peito aberto à poesia, essa de que a Vida (sim, essa mesma, com maiúscula!) se faz.
Com um forte abraço,
Jorge Castro
Como chegar:
- A amarelo (no fundo do mapa) – saída da A5 (Lisboa-Cascais), na saída de Carcavelos, mas em direcção a Tires, isto é, a seguir à portagem, encostado ao lado direito.
- Sobe até à primeira rotunda e vira à esquerda. Vai ao longo da parede do cemitério (salvo seja…) (Av. Amália Rodrigues), contorna a segunda rotunda e segue em frente.
- Chegado à terceira rotunda vira à direita (Rua Principal);
- Contorna a quarta rotunda e segue em frente. Vira na primeira à esquerda e está um parque de estacionamento à direita que dá serventia a um polidesportivo e à Biblioteca. Chegou!
Os Corsários dos Sete Mares, eis o estimulante tema que nos propõe Deana Barroqueiro, a nossa convidada para a sessão de 15 de Junho de 2012, Sexta-feira, pelas 21h30, como sempre na Biblioteca Municipal de Cascais - São Domingos de Rana.
Odisseia marítima dos aventureiros que, ultrapassando a dimensão de portugueses, desfizeram mitos e se fizeram História de inúmeras nações que os mares banharam: Bartolomeu Dias, Pêro da Covilhã, Fernão Mendes Pinto, Martim Afonso de Sousa e tantos outros. De tanto se propõe, então, a autora falar-nos, contando as histórias de que a História se faz. O convite está feito.
Uma vez mais, creio poder assegurar-vos um momento bem passado, um encontro de afectos, um tempo de reflexão e conhecimento. De todos espero, como sempre, o peito aberto à poesia, essa de que a Vida (sim, essa mesma, com maiúscula!) se faz.
Com um forte abraço,
Jorge Castro
Como chegar:
- A amarelo (no fundo do mapa) – saída da A5 (Lisboa-Cascais), na saída de Carcavelos, mas em direcção a Tires, isto é, a seguir à portagem, encostado ao lado direito.
- Sobe até à primeira rotunda e vira à esquerda. Vai ao longo da parede do cemitério (salvo seja…) (Av. Amália Rodrigues), contorna a segunda rotunda e segue em frente.
- Chegado à terceira rotunda vira à direita (Rua Principal);
- Contorna a quarta rotunda e segue em frente. Vira na primeira à esquerda e está um parque de estacionamento à direita que dá serventia a um polidesportivo e à Biblioteca. Chegou!
26/05/2012
Lançamento "D. Sebastião e o Vidente", Deana Barroqueiro | Porto Editora
Tive uma grande surpresa, ao receber ontem este vídeo com imagens do lançamento, no Mosteiro dos Jerónimos, do meu romance "D. Sebastião e o Vidente", pela Porto Editora, que considero o dia mais feliz da minha vida, sobretudo, pelos mais de 400 amigos que vieram de Lisboa mas também de muitas partes de Portugal.
12/05/2012
Bernardo Sassetti - Medley "Sonho dos Outros & Promessas" @ rendezvous 08
Soube há pouco que morreu Bernardo Sassetti, antigo aluno do Liceu Passos Manuel, que aliava o talento e a originalidade a uma imensa simpatia e simplicidade. Que grande perda para este país, onde proliferam os aclamados "famosos", de vidas ocas e sem nenhuma obra feita!
10/05/2012
Espero-vos na Feira do Livro
Feira do Livro: Editora Ésquilo - Pavilhão B17
Sábado, 12 de Maio, das 16 às 19 horas
Livros do Dia: O Espião de D. João II e O Romance da Bíblia
Caros amigos, vou estar de novo na Feira, para conversar convosco, se quiserem dar-me o prazer da visita. Independentemente do sucesso de vendas da sessão anterior, foi fantástico ver tanta gente, uns conhecidos de longa data, outros, recentes amigos, mas também desconhecidos que me quiseram conhecer. Para eles a minha gratidão pela maravilhosa tarde que me proporcionaram!
Só lamento o desconforto das "bichas", que por vezes provoquei por falar muito, contar muitas histórias e fazer longas de didicatórias, mas os meus queridos leitores tiveram paciência de santo para me aturar! Inclusive para tirarem fotos uns aos outros comigo, pois levei a câmara, mas não tinha fotógrafo.
Foi pena não ter ficado com recordações de todos os leitores que me visitaram (as poucas fotos que se fizeram estão na minha página do Facebook, onde as podem ver).
04/05/2012
"O Romance da Bíblia" para o Dia da Mãe
Domingo, 6 (das 16 h. às 19 h.) - Feira do Livro - Pavilhão B17
"O Romance da Bíblia" é a prenda ideal para o Dia da Mãe!
Perdoem-me por defender a minha "dama" (neste caso "damas", pois de muitas se fala), porque, embora o título possa enganar, o meu livro tem muito pouco a ver com a tradicional visão das histórias do Antigo Testamento. O meu livro é uma saga poética, sensual, irónica, por vezes perversa ou terrivelmente dramática das mulheres da Antiguidade, sujeitas à vontade e capricho dos homens, confinadas às tendas dos pastores ou aos haréns e serralhos dos palácios do Egipto, Pérsia, Mesopotâmiae outros, cujos ambientes, usos e modos de vida são recriados com grande rigor.
Escrevi-o sobretudo para as mulheres, por cumplicidade e desafio, por isso a minha linguagem é muito mais poética, ousada e pessoal, do que nas minhas anteriores obras e o erotismo feminino abordado abertamente, sem falsos pudores.
01/05/2012
O Navegador da Passagem - Deana Barroqueiro
Em Outubro, em Itália, vai ser publicada uma colectânea de traduções de textos de escritores portugueses, orientada pela Professora Dra. Anabela Ferreira e publicada pela Universidade de Bolonha. Tive a honra de ser um dos autores escolhidos, com vinte páginas do meu romance O Navegador da Passagem em língua italiana. Estou desejosa de ver a tradução!
26/04/2012
Apresentação de livro
Sábado, 28 de Abril, 18 h.
Hotel Palácio
Rua Tomás Ribeiro, 115, Lisboa
Irei apresentar o livro de poemas "Mentes Perversas ... e outras conversas", de Ana Paula Lavado, uma poetisa de muito talento que gostaria de dar a conhecer aos meus amigos.
Convido-vos a juntarem-se à nossa tertúlia e a tomarem mais íntimo conhecimento com a sua bela poesia, num local simpático e abrigado da chuva.
Lá vos espero para uma conversa.
Hotel Palácio
Rua Tomás Ribeiro, 115, Lisboa
Irei apresentar o livro de poemas "Mentes Perversas ... e outras conversas", de Ana Paula Lavado, uma poetisa de muito talento que gostaria de dar a conhecer aos meus amigos.
Convido-vos a juntarem-se à nossa tertúlia e a tomarem mais íntimo conhecimento com a sua bela poesia, num local simpático e abrigado da chuva.
Lá vos espero para uma conversa.
23/04/2012
O negócio das edições de autor
Ainda a propósito da edição e promoção de livros:
Quando as distribuídoras deixam de pagar às editoras, estas deixam por sua vez de pagar aos autores, aliás, aqueles que criam as obras são sempre os mais prejudicados em todo este processo.
Contudo, enquanto editoras de renome e distribuidoras vão à falência, porque não vendem livros, prolifera e prospera agora um novo tipo de "editoras" que se dedicam a publicar livros... à custa dos seus autores! Isto é, os poetas e os romancistas que são rejeitados pelas verdadeiras Editoras (as que editam mesmo livros de raiz, com os riscos e as margens de lucro inerentes ao seu ofício) pagam a estas novas empresas um balúrdio de dinheiro para lhes publicarem as obras.
As ditas empresas fazem-no sem correrem quaisquer riscos, assegurando à partida (cobram logo a factura, pois então!) que o preço estipulado pague a edição, a sessão de lançamento, os livros que o autor recebe e aque inda dê lucro à "editora". Sem contrapartidas de promoção ou qualquer tipo de distribuição - imprescindível para o livro ser visto e poder ser comprado -, excepto pela passagem em alguma livraria on-line, coisa que o próprio autor pode conseguir sem dificuldade.
É de facto um belo e florescente negócio-da-China para estas empresas, porém ruinoso para os autores. Entendo que seja a solução para aqueles que mal sabem escrever e que teimam em publicar um livro, mas lamento muito ver gente de talento a ser recusada pelas editoras de nome (que, por outro lado, publicam catadupas de traduções de verdadeiro lixo estrangeiro) e acabar por cair nas garras e bicos dos abutres.
É pena que não haja Cooperativas de Autores, capazes de publicarem e distribuirem as suas obras.
Quando as distribuídoras deixam de pagar às editoras, estas deixam por sua vez de pagar aos autores, aliás, aqueles que criam as obras são sempre os mais prejudicados em todo este processo.
Contudo, enquanto editoras de renome e distribuidoras vão à falência, porque não vendem livros, prolifera e prospera agora um novo tipo de "editoras" que se dedicam a publicar livros... à custa dos seus autores! Isto é, os poetas e os romancistas que são rejeitados pelas verdadeiras Editoras (as que editam mesmo livros de raiz, com os riscos e as margens de lucro inerentes ao seu ofício) pagam a estas novas empresas um balúrdio de dinheiro para lhes publicarem as obras.
As ditas empresas fazem-no sem correrem quaisquer riscos, assegurando à partida (cobram logo a factura, pois então!) que o preço estipulado pague a edição, a sessão de lançamento, os livros que o autor recebe e aque inda dê lucro à "editora". Sem contrapartidas de promoção ou qualquer tipo de distribuição - imprescindível para o livro ser visto e poder ser comprado -, excepto pela passagem em alguma livraria on-line, coisa que o próprio autor pode conseguir sem dificuldade.
É de facto um belo e florescente negócio-da-China para estas empresas, porém ruinoso para os autores. Entendo que seja a solução para aqueles que mal sabem escrever e que teimam em publicar um livro, mas lamento muito ver gente de talento a ser recusada pelas editoras de nome (que, por outro lado, publicam catadupas de traduções de verdadeiro lixo estrangeiro) e acabar por cair nas garras e bicos dos abutres.
É pena que não haja Cooperativas de Autores, capazes de publicarem e distribuirem as suas obras.
A insolvência da CESodilivros
Ao blogue Cadeirão de Voltaire fui buscar esta notícia pelo interesse que tem para os que, como eu trabalham neste mundo dos livros:
A Antígona enviou este comunicado à imprensa e o Cadeirão não podia deixar de o publicar, em primeiro lugar porque importa que situações como estas sejam conhecidas, e não mantidas em silêncio, como é costume, mas igualmente porque, por aqui, também se partilham queixas relativamente a esta empresa (a última detentora da revista Os Meus Livros, que entretanto deixou de ser publicada e que deixou parte do vencimento em atraso dos seus colaboradores por pagar).
Comunicado à Imprensa – Insolvência de CESodilivros A CESodilivros, a maior distribuidora de livros em Portugal, no mercado há mais de vinte anos, acaba de pedir a insolvência, deixando em grandes dificuldades e com muitas dívidas as mais de quarenta editoras que distribuía, incluindo a Antígona e a Orfeu Negro.
Os administradores desta empresa, o Sr. José da Ponte e o Dr. João Salgado, o patrão da mesma e também proprietário da Coimbra Editora, têm-se comportado como descarados malfeitores.
Quase todas as distribuidoras de livros faliram nos últimos trinta anos. Há aqui um erro; onde está esse erro? Os meios de comunicação social têm estado silenciosos, indiferentes à desgraça dos editores e do pessoal trabalhador da CESodilivros.
Jornais e televisões andam muito ocupados com as banalidades do Governo e afins. Deseja-se que a partir desta comunicação acordem para este gravíssimo problema cultural, ficando a Antígona disponível para fornecer todas as informações necessárias."
Lisboa, 20 de Abril de 2012
Luís Oliveira Editor da Antígona
A Antígona enviou este comunicado à imprensa e o Cadeirão não podia deixar de o publicar, em primeiro lugar porque importa que situações como estas sejam conhecidas, e não mantidas em silêncio, como é costume, mas igualmente porque, por aqui, também se partilham queixas relativamente a esta empresa (a última detentora da revista Os Meus Livros, que entretanto deixou de ser publicada e que deixou parte do vencimento em atraso dos seus colaboradores por pagar).
Comunicado à Imprensa – Insolvência de CESodilivros A CESodilivros, a maior distribuidora de livros em Portugal, no mercado há mais de vinte anos, acaba de pedir a insolvência, deixando em grandes dificuldades e com muitas dívidas as mais de quarenta editoras que distribuía, incluindo a Antígona e a Orfeu Negro.
Os administradores desta empresa, o Sr. José da Ponte e o Dr. João Salgado, o patrão da mesma e também proprietário da Coimbra Editora, têm-se comportado como descarados malfeitores.
Quase todas as distribuidoras de livros faliram nos últimos trinta anos. Há aqui um erro; onde está esse erro? Os meios de comunicação social têm estado silenciosos, indiferentes à desgraça dos editores e do pessoal trabalhador da CESodilivros.
Jornais e televisões andam muito ocupados com as banalidades do Governo e afins. Deseja-se que a partir desta comunicação acordem para este gravíssimo problema cultural, ficando a Antígona disponível para fornecer todas as informações necessárias."
Lisboa, 20 de Abril de 2012
Luís Oliveira Editor da Antígona
13/04/2012
500 anos Portugal/Sião (Tailândia)
Foi recentemente inaugurada no "Museum Siam", em Banguecoque, a exposição interativa "Olá Sião - Cinco Séculos de Relações Tailândia-Portugal" que constitui uma narrativa da história das relações entre Portugal e o Sião contada na primeira pessoa por atores que encarnam oito personagens históricas.A exposição divide-se em três núcleos temáticos (mar, comércio e armas), incluindo reproduções de instrumentos de navegação e de armas feitas com grande autenticidade. O cenário da sala principal joga com as imagens icónicas dos portugueses na Tailândia (igrejas portuguesas de Banguecoque, bandel de Ayutthaya, Embaixada), em estilização tipo banda desenhada.
É coberto o essencial da história de Portugal na Tailândia, segundo um guião cuidado em que cada personagem tem um papel a desenvolver. O Professor Predee Phispumvidhi, do Departamento História Universidade Burapha foi o consultor do projeto.
O percurso inicia-se com Afonso de Albuquerque que revela as razões e a inspiração para a lendária viagem, com detalhes de rotas, de portos e as experiências de navegação entre Lisboa e a Índia, e de como os portugueses se relacionaram com as populações locais, aprendendo muito sobre as culturas locais; segue-se Fernão Mendes Pinto que relata a sua jornada da Índia até Malaca e Ayutthaya e conta as suas aventuras no Sião; logo depois, um Padre quinhentista apresenta o bandel de Ayutthaya e as três igrejas de Banguecoque; uma outra personagem é Francis Chit, o célebre fotógrafo de Banguecoque de origem portuguesa, que faz o retrato do bairro português de Kudi Chin (Santa Cruz) e da comunidade tailandesa; Maria Guiomar de Pina tem aqui o seu lugar enquanto responsável pela introdução no século XVII dos Foi Thong - fios de ovos - na cozinha tailandesa; Domingos de Seixas, o comandante das forças portuguesas em Ayutthaya que apoiaram o Sião na altura da guerra contra birmaneses é uma figura respeitada; uma portuguesa Thai que apresenta a vida de um luso-descendente contemporâneo; e finalmente "Cristiano Ronaldo" que invoca o Portugal atual e as suas atrações turísticas, incluindo alguns marcos arquitetónicos.
Como texto de suporte foi editada uma pequena brochura bilingue (tailandês e inglês) profusamente ilustrada e com boa qualidade gráfica.
A exposição estará patente até 29 de Abril de 2012.
Detalhes fotográficos disponíveis na página do Facebook: http://www.facebook.com/500Years.PortugalThailand
11/04/2012
Coisas que precisa de saber antes de comprar português
Já me tinha apercebido de que os códigos e o "made in Portugal" são muitas vezes enganadores... Nunca haverá nada transparente e verdadeiro em Portugal?
06/04/2012
Camões no Oriente, por Eduardo Ribeiro

Uma parte da vida de Camões pouco conhecida, contada por Eduardo Ribeiro que em Macau se tem dedicado, com paixão e muito trabalho de pesquisa, a descobrir os mistérios que envolvem a personalidade do nosso Épico. Um livro a não perder.
No próximo dia 13 de Abril, às 18h30, no Clube Militar de Macau, Eduardo Ribeiro apresenta o seu mais recente livro, "Camões no Oriente", mais um dos vários contributos que tem dado ao tema.
Segundo autor "é o primeiro dos lançamentos há tanto tempo esperados e preparados nos últimos anos. Este é uma coletânea de textos revistos e actualizados que foram publicados na "Labirintos" e em jornais locais... que vão desde a partida de Camões do Reino em 1553, à sua chegada à Índia e depois a Macau e à torna-viagem até à morte." Um outro livro, sobre o mesmo tema ficará pronto muito em breve. "Talvez Junho, mês camoniano..."
20/03/2012
No blogue Satanhoco
Sendo este meu blogue o meio para interagir com os meus amigos leitores, procuro pôr nele os assuntos que mais me agradam ou incomodam, mas também os que esses leitores me enviam, as críticas que me fazem, as impressões sobre os meus livros. Muitas vezes não conheço os seus autores, que me dizem ser leitores anónimos, mas que não o são para mim; embora não os conheça pessoalmente, há um elo muito íntimo que se estabelece entre mim e os que lêem o que escrevo e o entendem, às vezes até de um modo mais profundo do que eu poderia imaginar e se dão ao trabalho de me comunicarem essas impressões, deixando-me muitíssimo emocionada e grata. Como podem ser anónimos, se conhecem o que de mais profundo sinto e penso, que são os meus livros?
Vem isto a propósito de um dos meus romances preferidos, que teve pouca divulgação - "O Navegador da Passagem", sobre as viagens de Bartolomeu Dias e os reinados cheios de intrigas de D. João II e de D. Manuel - referido por um leitor no seu blogue Satanhoco, cuja crítica, ainda que me possam apodar de narcisista, não posso deixar de transcrever, até pela qualidade da prosa do seu autor e pelo conhecimento que mostra sobre o tema dos nossos aventureiros em África:
Leituras:
"O outro romance histórico sobre Bartolomeu Dias que, há muito, me prendeu trata-se de "O navegador da passagem - a história de um descobridor de mundos que o Mundo ignorou" , da autoria de Deana Barroqueiro (Porto Editora, 2008, 437 págs.). A minha paixão pela escrita de Deana Barroqueiro não me tolda a mente nem me desfoca o sentir lúdico que tenho pelos pontilhados da ponta da sua pena.
"O navegador da passagem" é o romance de um homem amargurado, que se sente injustiçado por, ao ter aberto as portas da estrada aquática da canela, do cravinho e do colorau (mas não tendo franqueado as mesmas) foi forçado a deixar que outros depois de si as passassem e, à premonição da chegada do seu fim, anunciado num cometa quando ia de navegação no Atlântico Sul, revê a sua vida, no muito que deu e no pouco que recebeu.
Deana Barroqueiro, consagrada capitã-mor desta imaginária jornada quinhentista, leva-nos a viajar pelas cortes joanina e manuelina, puros viveiros de intrigas, maledicências e traições, onde tudo era válido pela benesse da proximidade do poder, traçando-nos os perfis de Dom João II e de Dom Manuel I , férreo o primeiro e sortudo o segundo, para além de nos fazer embarcar em naus claustrofóbicas, pútridas e sobrelotadas de anónimos miseráveis que pouco se apercebiam do gigantismo que estavam a construir, naus carregadas de febres, viscosidades e doenças mas, onde no meio deste pantanal de madeirame, era capaz de florir o amor ficcionado da escrava Leonor pelo seu amo.
Bem documentado, pelo que se pode observar pela bibliografia consultada, bem estruturado na sequência narrativa dos factos, e bem encorpado numa linguagem escrita que, atirando-nos por vezes para as expressões da época, torna-se clara quando enquadrada no todo do texto, é mais um livro que lustra as letras portuguesas. Aqui e em qualquer parte do mundo. Por isso, sem complexos e com o à vontade de quem nunca se cruzou com a Autora posso, camonianamente, dizer: "Ditosa Cultura que tal escritora tem".
Satanhoco, 13 de Março
Muito obrigada, caríssimo leitor, pela sua generosidade e pelo prazer que me proporcionou a sua crítica. Bem haja.
13/03/2012
Uma visão economicista e estratégica do AO
Num artigo para um debate sobre o Acordo Ortográfico (AO), no Público de 10 de Março, Vasco Teixeira, administrador e director editorial do Grupo Porto Editora, lamenta que Portugal tivesse adoptado o acordo sem garantir o acompanhamento de Angola e Moçambique. O artigo parece reflectir uma visão economicista e estratégica da Língua Portuguesa em que, embora se fale de “património de valor (quase) incalculável”, se esquece por completo a sua vertente fundamental, que é a cultural. A propósito das críticas feitas por Angola ao AO, Vasco Teixeira tece algumas considerações que me parecem um tanto ambíguas, na medida em que a sua editora se apressou a adoptar o dito Acordo nos seus manuais escolares e a produzir dicionários com a “nova” grafia (ou língua), muito antes da data oficial para a sua aplicação. Percebe-se a pressa, por razões económicas e de lucro, querendo ser a primeira a pôr os ditos produtos no mercado.
Porém, como Angola e Moçambique, os dois maiores países africanos de Língua Portuguesa não ratificaram o Acordo e escrevem com o português de Portugal, “o tiro parece ter saído pela culatra” aos apressados. Se ambos os países mantiverem a sua posição e continuarem a escrever o português europeu, presumo que as exportações, que devem ser seguramente maiores do que para o Brasil (ou deveriam sê-lo de futuro), vão sofrer muito com este “negócio” da Língua.
E Vasco Teixeira reconhece-o, como se pode ver por estes excertos do seu artigo:
“Estas notícias têm a particularidade de sublinhar a gritante ausência de visão estratégica de quem conduziu o processo do Acordo Ortográfico em Portugal – a reboque de uma eventual harmonização ortográfica com o Brasil, afastámo-nos da África lusófona.
Todos sabemos que a língua portuguesa é um património de valor (quase) incalculável. Infelizmente tendemos a esquecermo-nos da sua efectiva importância económica.
(…) o peso das edições portuguesas nas exportações para aqueles países (Angola e Moçambique) cresceu gradualmente, chegando mesmo a atingir, na primeira década deste século, 1/6 das exportações para Moçambique. Hoje, as principais editoras, com a Porto Editora à cabeça, têm nos maiores países africanos lusófonos importantes investimentos que têm contribuído, por um lado, para o desenvolvimento educacional daqueles países e, por outro, para reforçar os laços culturais e linguísticos com Portugal
Um facto tem de ser constatado: em Angola ou Moçambique não se escreve português como cá (eu diria: “como o que se passou a escrever cá”), o que significa que toda a nossa produção editorial só é exportável para aqueles países se for adaptada à antiga ortografia, com tudo o que isso significa em termos de custos acrescidos. Ou seja, falamos efectivamente a mesma língua, mas escrevêmo-la de forma diferente. Faz sentido?
(…) Não deixa de ser curioso que dependamos dos bons ofícios diplomáticos de Portugal e, em particular, do Brasil para convencer Angola e Moçambique a adoptar o acordo ortográfico e assim preservarmos um património de enorme importância económica e estratégica - a nossa língua.”
Vasco Teixeira quer que Angola e Moçambique ratifiquem o AO para preservar “um património de enorme importância económica e estratégica”.
Eu espero que Angola e Moçambique não o ratifiquem, preservando assim o nosso Património Cultural fundamental, o cerne da nossa identidade, que é a Língua Portuguesa.
A única unificação que me parece útil, senão mesmo necessária, é a terminologia científica, artística, tecnológica, informática e, mesmo assim, evitando os americanismos aberrantes ditados pela aculturação do Brasil, sem qualquer ligação à nossa matriz linguística.
Nota: como não subscrevo o AO, emendei os erros nas citações retiradas do artigo que o Público publicou, a pedido de Vasco Teixeira, no novo português.
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